sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Campeonato Mineiro 1996

O time cruzeirense posa para foto antes do clássico contra o América, pela última rodada do turno final, no Mineirão. Nem eles mesmos acreditavam que estavam posando para o pôster do título. Em pé: Nonato, Donizete, Célio Lúcio, Vítor, William Andem e Gilmar; Agachados: Cleison, Ricardinho, Marcelo Ramos, Palhinha e Ailton.

Carlos Henrique

Primeira Fase (Primeiro turno)
04/02 - Cruzeiro 1 x 0 Villa Nova (Bonfim, Nova Lima)
08/02 - Cruzeiro 3 x 1 Mamoré (Horto)
11/02 - Cruzeiro 2 x 0 URT (Horto)
14/02 - Cruzeiro 1 x 1 Caldense (Horto)
17/02 - Cruzeiro 2 x 1 Democrata (Mamudão, Gov. Valadares)
24/02 - Cruzeiro 2 x 0 Uberlândia (Parque do Sabiá, Uberlândia)
03/03 - Cruzeiro 0 x 3 América (Lamegão, Ipatinga)
07/03 - Cruzeiro 1 x 0 Valério (Horto)
17/03 - Cruzeiro 5 x 0 Associação (João Alves, S. Sebastião do Paraíso)
23/03 - Cruzeiro 1 x 0 Guarani (Horto)
31/03 - Cruzeiro 2 x 0 Rio Branco (Parque do Azulão, Andradas)
07/04 - Cruzeiro 1 x 2 Atlético (Lamegão, Ipatinga)
Classificação: 1o Atlético; 2o Cruzeiro; 3o América; 4o Caldense; 5o Uberlândia; 6o Villa Nova; 7o Democrata-GV; 8o Mamoré; 9o Rio Branco; 10o Valério; 11o Associação Paraisense; 12o Guarani; 13o URT

Primeira Fase (Segundo turno)
10/04 - Cruzeiro 2 x 1 Villa Nova (José Flávio Carvalho, Itaúna)
14/04 - Cruzeiro 4 x 1 URT (Mangueirão, Patos de Minas)
21/04 - Cruzeiro 4 x 1 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
28/04 - Cruzeiro 2 x 2 América (Horto)
01/05 - Cruzeiro 5 x 0 Mamoré (Waldomiro Pereira, Patos de Minas)
04/05 - Cruzeiro 4 x 0 Paraisense (Horto)
07/05 - Cruzeiro 1 x 0 Uberlândia (Horto)
12/05 - Cruzeiro 3 x 0 Guarani (Farião, Divinópolis)
15/05 - Cruzeiro 0 x 2 Valério (Israel Pinheiro, Itabira)
18/05 - Cruzeiro 3 x 0 Rio Branco (Horto)
21/05 - Cruzeiro 2 x 0 Democrata-GV (Horto)
26/05 - Cruzeiro 0 x 0 Atlético (Mineirão)
Classificação: 1o Cruzeiro; 2o Villa Nova; 3o Uberlândia; 4o Atlético; 5o Guarani; 6o Democrata-GV; 7o Valério; 8o Mamoré; 9o América; 10o Caldense; 11o Rio Branco; 12o Associação Paraisense; 13o URT

Classificação da Primeira Fase: 1o Cruzeiro; 2o Atlético; 3o Uberlândia; 4o Villa Nova; 5o Caldense; 6o América; 7o Democrata-GV; 8o Mamoré; 9o Rio Branco; 10o Guarani; 11o Valério; 12o Associação Paraisense; 13o URT

Turno Final
02/06 - Cruzeiro 2 x 0 Caldense (Horto)
08/06 - Cruzeiro 3 x 0 Uberlândia (Horto)
23/06 - Cruzeiro 0 x 0 Villa Nova (Bonfim, Nova Lima)
25/06 - Cruzeiro 1 x 2 América (Mineirão)
30/06 - Cruzeiro 0 x 1 Atlético (Mineirão)
06/07 - Cruzeiro 5 x 0 Villa Nova (Mineirão)
11/07 - Cruzeiro 2 x 1 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
14/07 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético (Mineirão)
17/07 - Cruzeiro 2 x 0 Uberlândia (Parque do Sabiá)
21/07 - Cruzeiro 1 x 0 América (Mineirão)
Classificação Final: 1o Cruzeiro (Campeão); 2o Atlético; 3o Villa Nova*; 4o Caldense; 5o América; 6o Uberlândia; 7o Democrata-GV; 8o Mamoré; 9o Rio Branco; 10o Guarani; 11o Valério; 12o Associação Paraisense**; 13o URT**
*campeão do interior
**rebaixados
Artilheiro Máximo: Marcelo Ramos (Cruzeiro) com 23 gols

Critérios de participação
Disputado pelos 10 primeiros colocados do Campeonato de 1995, mais o Villa Nova e a Associação, campeão e vice da 2ª divisão de 1995, respectivamente. Como o Democrata havia anunciado a sua desistência em disputar o Campeonato por problemas financeiros, a Federação Mineira promoveu o Guarani, terceiro colocado da 2ª divisão de 1995, para ocupar a vaga. No entanto, posteriormente, o Democrata revogou sua decisão, e ainda assim, a FMF manteve o Guarani no Campeonato, que foi disputado por 13 equipes.

Sistema de disputa
Dividido em duas fases: a primeira disputada pelas 13 equipes e a segunda, denominada, fase final, pelos 6 melhores da primeira fase. A primeira fase foi dividida em dois turnos distintos. Os vencedores de cada turno, mais os quatro melhores na classificação geral da primeira fase avançaram para a fase final. Os dois últimos colocados na classificação geral foram rebaixados. A fase final iniciou com os pontos zerados, à exceção dos vencedores de cada turno da primeira fase que receberam um ponto extra cada. O regulamento ainda previa que, os dois turnos tivessem o mesmo vencedor, este receberia três pontos extras. A fase final foi disputada em turno e returno e a equipe que somou o maior número de pontos, nesta fase, sagrou-se o campeão mineiro. Critérios de desempate pela ordem: vitórias, saldo de gols, gols pró, gols contra, confronto direto, sorteio.

Sistema 4-4-2:
Dida, Vítor (Marcos Teixeira), Célio Lúcio (Gilmar), Gelson e Nonato; Fabinho, Donizete (Ueslei), Ricardinho (Cleison) e Palhinha (Luiz Fernando); Marcelo Ramos (Ailton) e Roberto Gaúcho (Edmundo). Treinador: Levir Culpi

Quem jogou
Jogos
Jogadores
29
Marcelo Ramos
28
Palhinha
27
Ricardinho
26
Célio Lúcio, Fabinho, Nonato
25
Roberto Gaúcho
23
Donizete, Vítor
22
Cleison, Marcos Teixeira, Ueslei
20
Ailton
19
Dida
18
Gelson
16
Edmundo, Gilmar
15
Luiz Fernando
8
Harlei
7
Jean, Serginho, William Andem
6
Dinei, Vanderci
5
Belletti
4
Luiz Fernando Gomes
2
Léo, Ronaldo Luiz
1
Euler, Lelei, Reginaldo

Quem marcou gols
Gols
Jogadores
23
Marcelo Ramos
10
Palhinha, Roberto Gaúcho
6
Cleison, Ueslei
4
Marcos Teixeira
2
Ailton, Edmundo
1
Dinei, Gelson, Gilmar, Ricardinho, Vítor
1
Renê (Caldense) e Vítor (Villa Nova)

Clássicos no interior
O Mineirão foi interditado para a troca do gramado, que era o mesmo desde a inauguração do estádio em 1965. Como a previsão da reforma era de cinco meses, todos os jogos da primeira fase foram transferidos para o Horto. Assim, os clássicos pelo Estadual foram, pela primeira vez, disputados no interior. O Lamegão, em Ipatinga, sediou o clássico contra o América, com 60% da renda para o vencedor e livre de despesas. O estádio havia sido arrendado por um ano pelo empresário Marcos Perrella, ex-proprietário do frigorífico Perrella. O Lamegão, também sediou o clássico contra o Galo, em que cada clube recebeu uma cota de R$ 55 mil livres das despesas. O jogo contra o Villa Nova foi transferido para Itaúna, livres de despesas, com 90% da renda para o Cruzeiro e 10% para o Villa Nova.

Campeonato com TV e sem público
A Rede Globo comprou os direitos de TV e transmitiu os jogos de Cruzeiro e Atletico para Belo Horizonte provocando a queda de público dos jogos. Nem as promoções nos preços dos ingressos conseguiram atrair os torcedores ao estádio. Foi o caso do clássico contra o Atlético, pela última rodada, da primeira fase, em que o Cruzeiro poupou os titulares para o jogo contra o Flamengo, pela semifinal da Copa do Brasil. Mesmo com a expectativa criada pelos atleticanos de que goleariam o expressinho do Cruzeiro, o público foi de 55.650 – muito abaixo do esperado, já que a capacidade do estádio era de 120 mil torcedores. E este número só foi possível graças a promoção de entrada gratuita para mulheres (13.840) e crianças até 12 anos (7.822).

Campeonato Rural
A competição somou um saldo negativo de R$ 2,5 milhões ao Cruzeiro. O prejuízo revoltou o presidente Zezé Perrella, que foi voto vencido na reunião do Conselho Arbitral ao defender o racionamento das datas e do período de disputa do Campeonato Mineiro. E foi numa entrevista coletiva à imprensa, em 2 de julho, que o dirigente chamou a competição de "Campeonato Rural" por servir apenas aos interesses dos clubes do interior. O termo pejorativo foi adotado pelos torcedores e ainda é utilizado nos dias atuais em referência ao Campeonato Mineiro.

Parceria com o Mamoré
O Cruzeiro firmou a segunda parceria com um clube do interior em sua história. O clube emprestou jogadores reservas, juniores, mais uma comissão técnica, ao Mamoré, de Patos de Minas, para a disputa do Campeonato Mineiro. A primeira parceria com um clube do interior havia sido feita com o Atlético Três Corações no Estadual de 1971.

Concorrência com a Copa do Brasil
O Cruzeiro disputou simultaneamente a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro e venceu ambas as competições. No entanto, a diretoria cruzeirense teve que se desdobrar para desafogar o calendário que ficou inchado com a fórmula esdrúxula do Estadual. Assim várias datas foram remanejadas. Para a estreia da Copa do Brasil, o Cruzeiro remanejou as datas contra a Caldense que foi antecipada de 22 para 14 de fevereiro; e contra o Uberlândia de 25 para 24 de fevereiro. Por causa dos confrontos pela Copa do Brasil contra o Juventus, do Acre, em 14 e 20 de março, o jogo contra o Mamoré foi antecipado de 10 de março para 8 de fevereiro; e contra a Associação foi alterado de 16 para 17 de março. O jogo contra o Juventus do Acre foi antecipado, também, de 14 para 13 de março. Para o confronto contra o Vasco, pelas oitavas de final, em 28 de março, a data do jogo contra o Guarani foi antecipada de 24 para 23 de março; e contra o Valerio de 27 para 7 de março. Por causa do confronto contra o Corinthians, pelas quartas de final, em 24 de abril, a data do jogo contra o Uberlândia foi transferida de 24 de abril para 7 de maio. Por causa dos confrontos contra o Palmeiras, pelas finais, em 13 e 19 de junho, a data do clássico contra o América foi transferida de 16 para 25 de junho. O primeiro jogo da final contra o Palmeiras foi transferido de 13 para 14 de junho, pela emissora SBT.

Maior reação da história
Restavam quatro rodadas para o término do Campeonato e o Atlético abriu uma vantagem de seis pontos sobre o Cruzeiro na tabela de classificação. Nem mesmo o empate sem gols contra o Villa Nova e a vitória do Cruzeiro contra a Caldense, que reduziu a vantagem para quatro pontos, reduziu o clima de "já ganhou" dos atleticanos para o clássico, no Mineirão, em 14 de julho. Cartazes pagos pela diretoria alvinegra foram distribuídos e afixados pelos lacaios da galoucura nos postes de iluminação em toda a capital convidando os torcedores para a festa do título. No entanto, o Cruzeiro superou o cansaço da maratona de jogos, entre o Estadual e a Copa do Brasil, e venceu o clássico por 2 a 0 reduzindo a vantagem alvinegra para um ponto. Na última rodada, o Atlético enfrentaria o combalido Uberlândia, no Parque do Sabiá. Às vésperas do jogo, um movimento grevista entre os jogadores do triângulo provocou uma reação intempestiva do presidente do clube, que afastou os revoltosos do plantel. Para o jogo contra o Galo foi lançado um time mesclado de juniores e dos jogadores que restaram. Devido a isso, na mesma rodada, o Cruzeiro enfrentou o América, no Mineirão, em clima de amistoso. O time estrelado abriu o placar num gol de cabeça do atacante Ailton no início do segundo tempo. Surpreendentemente, o Uberlândia segurou o empate sem gol contra o Atlético. O clássico no Mineirão terminou 5 minutos antes do jogo no triângulo. Os jogadores cruzeirenses permaneceram em campo aguardando o fim do jogo em Uberlândia e, após confirmado o resultado, comemoram o título com volta olímpica, no Mineirão. Foi a maior reação na reta final da história do Campeonato Mineiro.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Copa do Brasil 1990

Cruzeiro e Goiás empataram sem gols, no Mineirão, pelo primeiro jogo da primeira fase da Copa do Brasil de 1990. Na foto o atacante Luiz Gustavo disputa a bola com o goleiro Eduardo observado pelo atacante Édson e pelo meio-campista Roberson.

Carlos Henrique

PRIMEIRA FASE

CRUZEIRO 0 x 0 GOIÁS
22/06/1990 (Sex-20h30) - Mineirão
Ingressos: 5.491 (NCz$ 477.710,)
Arbitragem: João Paulo Araújo/SP (Trajano Conrado/SP e Daniel Fernandes/SP)
Cruzeiro: Paulo César; Balu, Gilson Jader, Adilson e Paulo César Carioca; Ademir, Paulo Isidoro e Roberson; Paulinho, Luiz Gustavo (Ramon Menezes) e Edson (Marcinho). T: Ênio Andrade
Goiás: Eduardo, Wilson Goiano, Richard, Jorge Batata, Lira, Wallace, Fagundes, Luvanor, Niltinho, Túlio (Péricles), Agnaldo (Benevan). T: Sebastião Lapola
CA: Paulo Isidoro (C); Agnaldo (G)

CRUZEIRO 0 x 4 GOIAS
27/06/1990 (Qua-21h) – Serra Dourada (Goiânia, GO)
Ingressos: 6.015 (NCz$ 1.110.200,)
Arbitragem: Osvaldo Santos Ramos (Clóvis Alfini e Marcos Fábio)
Gols: Luvanor 29’, Agnaldo 49’, Agnaldo 56’, Agnaldo 88’
Cruzeiro: Paulo César; Balu, Gilson Jader, Adilson e Paulo César Carioca (Paulão); Ademir, Paulo Isidoro e Careca; Heyder, Ramon Menezes (Paulinho) e Edson. T: Ênio Andrade
Goiás: Eduardo, Wilson Goiano, Richard, Jorge Batata, Lira, Wallace, Fagundes (Josué), Luvanor, Niltinho, Túlio (Benevan), Agnaldo. T: Sebastião Lapola
CA: Ademir, Ramon Menezes (C); Jorge Batata (G)

Classificação Final: 1º Flamengo (Campeão)*; 2º Goiás; eliminados na semi-final: 3º Náutico; 4º Criciúma; eliminados nas quartas: 5º Atlético-MG; 6º São Paulo; 7º Remo; 8º Bahia; eliminados nas oitavas: 9º Taguatinga-DF; 10º Grêmio; 11º Botafogo; 12º Coritiba; 13º Ceará; 14º Santa Cruz; 15º Rio Negro-AM; 16º Operário-MS; eliminados na 1a fase: 17º Juventus-AC; 18º América-RN; 19º Internacional; 20º Mixto-MT; 21º Moto Club-MA; 22º Sergipe; 23º Desportiva-ES; 24º Ríver-PI; 25º São José-SP; 26º Joinville; 27º Cruzeiro; 28º Vila Nova-GO; 29º Vitória; 30º Treze; 31º União Bandeirante-PR; 32º Capelense-AL
*classificado para a Taça Libertadores de 1991
Artilheiro Máximo: Bizu (Náutico) com 7 gols

Critérios de participação:
Participaram os 23 campeões estaduais de 1989, mais os vice-campeões dos 9 estados com melhor média de público em seus campeonatos (Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo).

Sistema de disputa:
Dividida em 5 fases eliminatórias. Os 32 clubes foram distribuídos em 16 chaves com duas equipes cada. Em cada fase, as equipes se enfrentavam em dois jogos dentro de suas respectivas chaves, sendo cada um em seus respectivos mandos de campo. Avançava para a próxima fase a equipe que somasse o maior número de pontos dentro de sua chave.
Critérios de desempate pela ordem: maior saldo de gols; maior número de gols marcados no mando de campo do adversário; decisão por tiros livres na marca do pênalti.

A pior campanha:
Foi a campanha mais desastrosa do Cruzeiro na competição. O time estrelado, que havia acabado de conquistar o título estadual, foi eliminado da competição, logo, na primeira fase, ao sofrer a maior goleada de sua história na Copa do Brasil, por 4 a 0, para o Goiás, no Serra Dourada. Em grande fase, o time goiano se tornaria o vice-campeão do troféu.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Copa do Brasil 1989

O Cruzeiro não realizou uma boa campanha em sua primeira participação na Copa do Brasil sendo eliminado nas oitavas de final para o Bahia, que era o atual campeão brasileiro. Na foto de Carlos Catela o meio-campista Paulo Rodrigues (Bahia) disputa a bola contra os meio-campistas do Cruzeiro, Paulo Isidoro e Daniel, no estádio da Fonte Nova.

Carlos Henrique

PRIMEIRA FASE

CRUZEIRO 0 x 0 BOTAFOGO (PB)
19/07/1989 (Qua-21h30) - Mineirão
Ingressos: 3.022 (NCz$ 5.201,)
Arbitragem: Luís Carlos Tiburski/DF (Tolistoi Batista/DF e Luciano Almeida/DF)
Cruzeiro: Pereira, Balu, Gilson Jader, Gilmar Francisco, Dinho, Ademir, Paulo Isidoro, Heriberto (Ramon/46’), Betinho, Hamilton, Daniel. T: Ênio Andrade
Botafogo: Ado, Ramiro, Salerno, Washington, Gérson, Moacir, Evaristo, Gabriel, Henrique, Cássio, Nei (Dentinho/46’). T: Mineiro
CA: Gérson, Gabriel (B); Heriberto (C)

CRUZEIRO 1 x 1 BOTAFOGO (PB)
22/07/1989 (Sab-16h) - Almeidão (João Pessoa, PB)
Ingressos: 8.045 (Ncz$ 36.939,)
Arbitragem: Marlon Reinaldson Nascimento/AL (Manoel Francisco Cavalcanti/AL e Juarez Inácio Silva/AL)
Gols: Evaristo 65’ (0-1); Daniel 69’ (1-1)
Cruzeiro: Pereira, Balu, Gilson Jader, Gilmar Francisco, Dinho, Ademir, Paulo Isidoro, Heriberto (Daniel/46’), Betinho, Hamilton (Edmilson/65’), Andrade. T: Ênio Andrade
Botafogo: Ado, Carlinhos, Salerno, Washington, Gérson, Cássio (Dentinho/46’), Evaristo, Gabriel, Henrique, Ramiro, Nei (Nininho/47’). T: Mineiro
CA: Henrique, Gabriel, Evaristo (B); Pereira, Gilmar Francisco, Hamilton (C)

OITAVAS DE FINAL

CRUZEIRO 1 x 0 BAHIA (BA)
26/07/1989 (Qua–21h30) - Mineirão
Ingressos: 6.509 (Ncz$ 17.457,)
Árbitro: Osvaldo Santos Ramos/SP
Gol: Hamilton 12’
Cruzeiro: Pereira, Balu, Gilson Jader, Gilmar Francisco, Genilson, Ademir (Andrade/67’), Paulo Isidoro, Daniel, Betinho, Hamilton, Édson (Ramon/76’). T: Ênio Andrade
Bahia: Ronaldo, Mailson, João Marcelo, Wagner Basílio, Paulo Robson, Paulo Rodrigues, Marcelo Jorge, Zé Carlos, Duda, Charles (Osmar/46’), Marquinhos. T: Renê Simões
CA: Paulo Robson (B); Paulo Isidoro (C)

CRUZEIRO 0 x 2 BAHIA (BA)
29/07/1989 (Sab-16h) - Jóia da Princesa (Feira de Santana, BA)
Ingressos: 6.179 (NCz$ 30.534,)
Arbitragem: José Roberto Wright/RJ (Jair Pereira Guimarães/RJ e Hernandes José Oliveira/RJ)
Gols: João Marcelo 37’ (0-1), Zé Carlos 68’ (0-2)
Cruzeiro: Pereira, Balu, Gilson Jader, Gilmar Francisco, Genilson, Andrade (Ramon/46’), Paulo Isidoro, Daniel, Betinho (Edmilson/80’), Hamilton, Édson. T: Ênio Andrade
Bahia: Ronaldo, Mailson, João Marcelo, Wagner Basílio, Paulo Robson, Paulo Rodrigues, Gil Sergipano, Zé Carlos, Osmar (Marcelo Jorge/70’), Duda, Marquinhos (Sandro/46’). T: Renê Simões
CA: Gilson Jader, Andrade (C); João Marcelo, Paulo Rodrigues (B)

Classificação Final: 1o Grêmio (Campeão)*; 2o Sport; eliminados na semi: 3o Flamengo; 4o Goiás; eliminados na quartas:5o Atlético-MG; 6o Vitória; 7o Corinthians; 8o Bahia; eliminados na oitavas: 9o Tiradentes-DF; 10o Guarani; 11o Vasco; 12o Cruzeiro; 13o Internacional; 14o Mixto; 15o Náutico; 16o Blumenau; eliminados na 1a fase: 17o Sampaio Corrêa; 18o Botafogo-PB; 19o Avaí; 20o Rio Negro-AM; 21o Operário-MS; 22o Fortaleza, Atlético-PR e Atlético-GO; 25o Flamengo-PI; 26o CSA; 27o Pinheiros-PR; 28o Confiança-SE; 29o Ferroviário-CE e Paysandu; 31o Ibiraçu-ES; 32o América-RN
*classificado para a Taça Libertadores de 1990
Artilheiro máximo: Gérson (Atlético-MG) com 7 gols


Critérios de participação:
Participaram os 22 campeões estaduais de 1988, mais e os vice-campeões dos 10 estados com melhor média de público em seus campeonatos (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo).

Sistema de disputa:
Dividida em 5 fases eliminatórias. Os 32 clubes foram distribuídos em 16 chaves com duas equipes cada. Em cada fase, as equipes se enfrentavam em dois jogos dentro de suas respectivas chaves, sendo cada um em seus respectivos mandos de campo. Avançava para a próxima fase a equipe que somasse o maior número de pontos dentro de sua chave.
Critérios de desempate pela ordem: maior saldo de gols; maior número de gols marcados no mando de campo do adversário; decisão por tiros livres na marca do pênalti.

Os primeiros artilheiros:
Coube ao meio-campista Daniel a autoria do primeiro gol do Cruzeiro na competição no empate em 1 a 1 contra o Botafogo-PB, no Almeidão. Como o primeiro jogo terminou empatado sem gols no Mineirão, o gol de Daniel valeu a classificação ter sido marcado no mando do adversário. Já o atacante Hamilton marcou o primeiro gol do Cruzeiro, no Mineirão, na vitória por 1 a 0 sobre o Bahia.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Campeonato Mineiro 1995

Time cruzeirense que disputou o Campeonato Mineiro de 1995. Em pé: William Andem, Rodrigo Silva, Rogério, Ademir, Júnior, Nonato; Agachados: Marcelo Ramos, Ricardinho, Pingo, Luiz Fernando Gomes, Cleison e Teotônio (massagista)

Carlos Henrique

Turno
05/02 - Cruzeiro 0 x 0 Tupi (Mineirão)
12/02 - Cruzeiro 3 x 0 Democrata (Duarte de Paiva, Sete Lagoas)
15/02 - Cruzeiro 4 x 0 Rio Branco (Mineirão)
19/02 - Cruzeiro 0 x 1 Democrata (Mamudão, Gov. Valadares)
21/02 - Cruzeiro 0 x 1 Valério (Israel Pinheiro, Itabira)
25/02 - Cruzeiro 0 x 1 Caldense (Mineirão)
11/03 - Cruzeiro 3 x 1 Uberlândia (Parque do Sabiá, Uberlândia)
19/03 - Cruzeiro 1 x 1 América (Mineirão)
26/03 - Cruzeiro 2 x 1 Mamoré (Waldomiro Pereira, Patos de Minas)
02/04 - Cruzeiro 2 x 1 Atlético (Mineirão)
05/04 - Cruzeiro 3 x 0 URT (Mineirão)
Classificação: 1o Atlético, 2o Cruzeiro, 3o América, 4o Mamoré, 5o Uberlândia, 6o Caldense, 7o Valerio, 8o URT, 9o Rio Branco, 10o Democrata-SL, 11o Democrata-GV, 12o Tupi
Returno
08/04 - Cruzeiro 2 x 0 Tupi (Procópio Teixeira, Juiz de Fora)
12/04 - Cruzeiro 3 x 0 Democrata-SL (Mineirão)
16/04 - Cruzeiro 1 x 2 Democrata-GV (Mineirão)
01/05 - Cruzeiro 1 x 0 Valério (Horto)
05/05 - Cruzeiro 1 x 1 Uberlândia (Mineirão)
14/05 - Cruzeiro 1 x 1 América (Mineirão)
20/05 - Cruzeiro 0 x 0 Mamoré (Mineirão)
24/05 - Cruzeiro 2 x 2 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
28/05 - Cruzeiro 1 x 1 Rio Branco (Parque do Azulão, Andradas)
31/05 - Cruzeiro 2 x 1 URT (Mangueirão, Patos de Minas)
04/06 - Cruzeiro 1 x 3 Atlético (Mineirão)
Classificação: 1o Atlético, 2o América, 3o Valerio, 4o Mamoré, 5o Cruzeiro, 6o Rio Branco, 7o Democrata-GV, 8o Tupi, 9o Democrata-SL, 10o Caldense, 11o URT, 12o Uberlândia

Classificação Final: 1o Atlético (campeão)*, 2o América*, 3o Cruzeiro, 4o Mamoré**, 5o Valerio, 6o Rio Branco, 7o Caldense, 8o Uberlândia, 9o Democrata-GV, 10o URT, 11o Democrata-SL***, 12o Tupi***
*Classificados para a Copa do Brasil 1996
**campeão do interior
***rebaixados
Artilheiro máximo: Renaldo (Atlético) com 13 gols

Critérios de participação
O Campeonato de 1995 foi disputado por 12 equipes, sendo os 8 primeiros colocados do Campeonato Mineiro de 1994, mais os quatro finalistas da Supercopa Minas Gerais de 1994 (URT, Democrata de Sete Lagoas, Rio Branco e Tupi) que substituíram os quatro rebaixados do Estadual de 1994 (Villa Nova, Atlético TC, Patrocinense e Alfenense).

Sistema de disputa
Dividido em dois turnos distintos. Houve duas possibilidades para se sagrar campeão mineiro: vencer o quadrangular final ou os dois turnos, que eliminaria a disputa do quadrangular. O campeão de cada turno levaria um ponto extra para o quadrangular final entre os quatro melhores na classificação geral dos dois turnos. De acordo com as novas determinações da FIFA, cada vitória passou a contar três pontos na tabela de classificação. Os dois últimos colocados na classificação geral foram rebaixados.

Sistema 4-4-2
Dida, Nonato (Rodrigo Silva), Rogério (Júnior), Arley Álvares e Serginho; Ademir, Pingo (Ricardinho), Belletti e Luiz Fernando Gomes; Cleison e Marcelo Ramos (Maurício). Treinadores: Carlos Alberto Silva (12), Antônio Lopes (6), Ênio Andrade (2), Luciano Pascoal (1).

Quem jogou
Jogos
Jogadores
21
Pingo
19
Nonato
17
Rogério
16
Belletti
15
Ademir, Arley Álvares, Cleison, Marcelo Ramos
14
Júnior, Serginho
12
Dida, Luiz Fernando Gomes, Ricardinho
10
Maurício, Rodrigo Silva
9
Dinei, Missinho, Tiganá, Wiliam Andem
6
Careca, Piá
4
Lelei
3
Dé, Webert, Zelão
2
Donizete Amorim, Harlei, Odemilson
1
Alex Carvaline, Derlan

Quem marcou gols
Gols
Jogadores
7
Cleison
6
Marcelo Ramos
4
Rogério
3
Dinei, Maurício
2
Belletti
1
Careca, Luiz Fernando Gomes, Missinho, Pingo, Tiganá, Zelão
1
Juninho (Democrata-SL), Canário (URT)


Concorrência com a Copa Master da Supercopa e a Copa do Brasil
Devido as datas dos jogos contra o Olimpia do Paraguai, em 9 e 16 de março, pela disputa da Copa Master da Supercopa e do jogo contra o CSA, em 3 de março, pela Copa do Brasil, a data do jogo contra o Rio Branco, pelo turno, foi antecipada de 5 de março para 15 de fevereiro e, contra o Valério, do dia 8 de março para 21 de fevereiro. A data do jogo contra a Caldense, pelo returno, foi remanejada de 20 de abril para 24 de maio; e do jogo contra o Rio Branco, de 23 de abril para 28 de maio, por causa dos confrontos contra o Bahia, em 21 e 28 de abril, pela Copa do Brasil. A data do jogo contra o Valerio, pelo returno, foi antecipada de 8 para 1o de maio; e do jogo contra o Uberlândia, de 7 para 5 de maio, por causa dos confrontos contra o Flamengo, em 10 e 17 de maio, pela Copa do Brasil.

Terceiro colocado no Estadual
Com a terceira colocação na tabela de classificação, o time estrelado não garantiu uma das duas vagas que a competição oferecia para a disputa da Copa do Brasil.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Campeonato Mineiro 1994


Este foi o time do Cruzeiro que derrotou a Patrocinense, no Mineirão, no returno do Estadual. Em pé: Paulo Roberto, Dida, Célio Lúcio, Helinho, Luizinho, Toninho Cerezo, Luís Inarra (preparador físico), Zé Maurício (preparador de goleiro), Ronaldo Nazaré (médico); Agachados: Teotônio (enfermeiro), Ademir, Macalé, Ronaldo, Cleison e Roberto Gaúcho.

Carlos Henrique

Turno
30/01 - Cruzeiro 4 x 2 Villa Nova (Bonfim, Nova Lima)
02/02 - Cruzeiro 0 x 0 Democrata-GV (Mineirão)
05/02 - Cruzeiro 2 x 0 Mamoré (Mineirão)
20/02 - Cruzeiro 4 x 2 Valério (Mineirão)
23/02 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético Três Corações (Elias Arbex, Três Corações)
26/02 - Cruzeiro 3 x 0 Alfenense (Gigante da Avenida, Alfenas)
27/02 - Cruzeiro 1 x 0 Uberlândia (Parque do Sabiá, Uberlândia)
06/03 - Cruzeiro 3 x 1 Atlético (Mineirão)
13/03 - Cruzeiro 2 x 0 América (Mineirão)
20/03 - Cruzeiro 2 x 1 Patrocinense (Pedro Alves Nascimento, Patrocínio)
Returno
27/03 - Cruzeiro 8 x 0 Villa Nova (Mineirão)
03/04 - Cruzeiro 1 x 1 Mamoré (Waldomiro Pereira, Patos de Minas)
10/04 - Cruzeiro 4 x 1 Atlético Três Corações (Mineirão)
13/04 - Cruzeiro 3 x 1 Caldense (Mineirão) - jogo do turno
17/04 - Cruzeiro 1 x 1 Valério (Israel Pinheiro, Itabira)
24/04 - Cruzeiro 4 x 0 Uberlândia (Mineirão)
01/05 - Cruzeiro 1 x 1 Atlético (Mineirão)
08/05 - Cruzeiro 6 x 1 América (Mineirão)
11/05 - Cruzeiro 5 x 3 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
15/05 - Cruzeiro 1 x 0 Patrocinense (Mineirão)
19/05 - Cruzeiro 2 x 0 Alfenense (Mineirão)
22/05 - Cruzeiro 0 x 0 Democrata (Mamudão, Gov. Valadares)
Classificação Final: 1o Cruzeiro (Campeão)*, 2o Atlético*, 3o América, 4o Democrata-GV**, 5o Mamoré, 6o Caldense, 7o Valério, 8o Uberlândia, 9o Villa Nova***, 10o Atletico TC***, 11o Patrocinense***, 12o Alfenense***
*classificados para a Copa do Brasil 1995
**campeão do interior
***rebaixados para a 2ª divisão
Artilheiro Máximo: Ronaldo (Cruzeiro) com 22 gols

Critérios de Participação
Nove equipes classificadas no Torneio Seletivo (Supercopa Minas Gerais) de 1993, mais América, Atlético e Cruzeiro. Estes três últimos foram desobrigados de disputarem o Seletivo, porque participaram do Campeonato Brasileiro, que foi disputado no mesmo período. A Federação Mineira havia extinguido os módulos I e II da primeira divisão em 1993. Assim, um torneio eliminatório (Supercopa MG) apontaria os participantes do Campeonato Mineiro.

Sistema de disputa
Sistema de pontos corridos em turno e returno. Critérios de desempate pela ordem: maior número de vitórias, melhor saldo de gols, maior número de gols marcados, confronto direto e sorteio. Os quatro últimos colocados foram rebaixados para a 2a Divisão.

Sistema 4-3-3
Dida, Paulo Roberto, Célio Lúcio, Luizinho (Robson), Zelão (Nonato); Ademir, Macalé (Douglas) (Toninho Cerezo), Luiz Fernando (Careca); Cleison (Catê), Ronaldo, Roberto Gaúcho. Treinador: Ênio Andrade (17), Nelinho (4), Édson Gaúcho (1)

Quem jogou
Jogos
Jogadores
21
Dida
20
Luizinho
19
Roberto Gaúcho
18
Paulo Roberto, Ronaldo
17
Cleison
16
Célio Lúcio
14
Macalé
13
Ademir
12
Careca, Luiz Fernando
11
Catê, Douglas, Toninho Cerezo, Zelão
10
Nonato, Robson
6
Rogério Lage, Valdir, Webert
5
Helinho
1
Aelson, Arley Álvares, Donizete Amorim, Emerson, Harlei, João Carlos, Maguinho, Palhinha, Renatão, Ricardinho, William Andem
Quem marcou gols
Gols
Jogadores
22
Ronaldo
9
Cleison
8
Roberto Gaúcho
5
Macalé
4
Paulo Roberto
3
Luiz Fernando, Toninho Cerezo
2
Catê
1
Ademir, Careca, Nonato

Volta aos Pontos Corridos
A fórmula com turno e returno e os pontos corridos retornaram após 23 anos. O último campeonato estadual que havia adotado este sistema foi o de 1971.

Contrariando o favoritismo
O Cruzeiro disputou o Campeonato Mineiro, simultaneamente, com a Taça Libertadores e foi subestimado pela imprensa esportiva em ambas. Os “brilhantes” analistas esportivos deram como certa a eliminação do time estrelado, logo na primeira fase da Libertadores. Não acreditaram que os cruzeirenses superariam Palmeiras, Boca Juniores e Velez Sarsfield no grupo da morte. No entanto, o Cruzeiro se classificou para a fase seguinte superando os favoritos dos comentaristas esportivas e só foi eliminado nas oitavas de final, devido a uma arbitragem mal intencionada nos confrontos contra a Union Española, do Chile. Já no Campeonato Mineiro, não acreditavam que o time tivesse alguma chance contra o Galo. É que, no início daquele ano, o time de Lourdes foi contemplado com um “gesto generoso” do ex-governador Newton Cardoso, do PMDB. Com os “recursos” do político e “empresário”, o Galo contratou jogadores de peso e passou a ser chamado de “selegalo” pela imprensa esportiva. Previram que o time listrado atropelaria todos os adversários na temporada com facilidade. Contrariando o oba-oba dos jornalistas, o Cruzeiro sagrou-se campeão invicto com três rodadas de antecedência e com uma vantagem de 10 pontos sobre a “selegalo” na tabela de classificação.