sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Marin: de rato da ditadura a câncer do futebol


José Maria Marín, um dos políticos que apoiaram o regime militar entre 1964 e 1984, foi sentenciado a 4 anos de prisão pela justiça dos estados unidos, nesta quarta-feira. Ele compareceu ao julgamento trajando uniforme de presidiário bege em vez do elegante terno que usou durante as 7 semanas de julgamento, com o cabelo mais longo e a postura mais curvada.

Em dezembro de 2017, ele foi considerado culpado em 6 acusações relacionadas ao período em que presidiu a CBF, entre 2012 e 2015. Marín recebeu US$ 6,55 milhões em propinas das empresas Torneios y Competencias, Full Play e Traffic em troca da concessão de contratos de TV e marketing relativos à Copa do Brasil, à Copa América e à Libertadores. O caso foi julgado nos EUA porque Marín usou o sistema bancário dos EUA para movimentar o dinheiro sujo. O julgamento também acabou revelando cúmplices do esquema montado por 30 anos na CBF. A Rede Globo foi citada como autora de pagamento de propinas em troca de contratos e a Nike foi acusada de fazer parte de um esquema de propinas no patrocínio da Seleção Brasileira.  

Curiosamente, o período em que Marín esteve no comando da CBF ficou marcado pela ascenção do futebol mineiro. O Cruzeiro conquistou os Campeonatos Brasileiros de 2013 e 2014 e saiu de uma fila de 10 anos sem títulos expressivos; o Galo venceu a Libertadores de 2013, após 42 anos sem conquistas importantes. Os rivais também fizeram a final da Copa do Brasil em 2014.

O ex-governador de S. Paulo (1982-1983) recebeu as seguintes condenações: 
-conspiração para recebimento de dinheiro ilícito (organização criminosa)
-conspiração para fraude relativa à Libertadores, 
-conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Libertadores, 
-conspiração para fraude relativa à Copa do Brasil, 
-conspiração para fraude relativa à Copa América e 
-conspiração para lavagem de dinheiro relativa à Copa América. 
Foi absolvido apenas da acusação de lavagem de dinheiro da Copa do Brasil. 

"Câncer" que corrompeu o esporte no Brasil e no mundo

O ex-deputado da ARENA - partido criado em apoio a ditadura militar - foi detido em 27 de maio de 2015, em um luxuoso quarto do Hotel Baur au Lac, em Zurique, numa operação da polícia suíça em cooperação com o FBI, que deu início a uma devassa no futebol. Recebeu a seguinte recomendação de um dos agentes que o prendeu: "faça uma mala maior. Existe o risco de que isso não termine muito cedo". Com a prisão, Marín foi banido pela FIFA. Ele foi preso junto a outros 6 executivos, que estavam na Suíça para o congresso anual da FIFA. Segundo os investigadores, os acusados movimentaram cerca de US$ 150 milhões em um esquema que já existiria há pelo menos 24 anos. As negociatas envolveriam direitos de transmissão e acordos de marketing em campeonatos na América Latina.

Marín se recusou a confessar seus crimes e, assim, passou 6 meses preso em uma cadeia em Zurique. Acabou cedendo, em troca da garantia que ficaria em prisão domiciliar nos EUA. Foi extraditado a pedido da justiça americana e pagou uma fiança de US$ 15 milhões para aguardar o julgamento em prisão domiciliar em seu apartamento na Trump Tower (de propriedade do atual presidente Donald Trump), em Nova York, de onde saía apenas duas vezes por semana para assistir a missa. Após o anúncio da sua condenação, em 22 de dezembro de 2017, foi imediatamente conduzido a uma penitenciária em Nova York. Ao longo dos últimos dois anos, ele foi obrigado a buscar mais de R$ 60 milhões em garantias de crédito para sua fiança, para pagar por sua segurança e custos com advogados na Suíça, EUA e Brasil.


Durante um jantar em 2014, Marín foi gravado negociando propinas com José Hawilla (na foto ao lado com Galvão Bueno), ex-chefe do departamento esportivo da Rede Globo e dono da TV TEM (afiliada da Globo no interior paulista). Na ocasião, J. Hawilla era dono da Traffic. No julgamento, o Departamento de Estado dos EUA disponibilizou diversas provas detalhadas, como testemunhos de ex-executivos de TV, extratos bancários, gastos em cartões de crédito. 

Ao proferir a sentença, a juíza federal de Nova York, Pamela Chen, acusou Marín de ser “um câncer” que corrompeu o esporte no Brasil e no mundo. “Ele poderia e deveria ter dito não, mas em vez disso estendeu a mão e se uniu ao jogo” de aceitar propinas, declarou. Ela ainda observou que ele teria “buscado obter mais de US$10 milhões em subornos em 3 anos, abusando da confiança das federações de futebol a quem deveria servir”. 

A pena ainda não foi imposta pela juíza Chen, o que deve acontecer somente depois do Natal. No julgamento também foi condenado o ex-presidente da Conmebol, da Associação Paraguaia e ex-vice-presidente da Fifa, Juan Angel Napout, por fraude bancária e organização criminosa. Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana, ainda não teve o veredicto anunciado. 

Chorou pelo dinheiro

Além da condenação, Marín sofreu duras perdas financeiras. A juíza Pamela Chen determinou o confisco de US$ 3,35 milhões (R$ 13,63 milhões) – valor em poder de Marin – e aplicou multa de US$ 1,2 milhão (R$ 4,88 milhões). Marin chorou muito ao receber o veredicto, acompanhado da esposa Neusa Marin. "A herança de minha mulher e da minha família, não tirem deles seu meio de sobreviver!”, gritou, em referência às multas e restituições que terá de pagar. 

A discussão sobre a restituição dos valores à FIFA e à Conmebol será definida em uma audiência, prevista para o dia 20 de novembro. Marín não pediu perdão e sequer demonstrou remorso, apenas lamentou ter  prejudicado algumas pessoas ou entidades. 

Marín entrou para a história como o primeiro dirigente do futebol mundial condenado e detido nos EUA por corrupção. Foi o prêmio que recebeu pela vida medíocre que teve e de seu relacionamento íntimo com corruptos. 

A história de um medíocre que entrou pra história 

Marín tentou ser jogador de futebol. Foi atacante e até teve uma chance no time do S. Paulo. Fez dois jogos e foi convencido pelo treinador Vicente Feola a desistir. Enquanto frequentou as aulas na faculdade de direito, entre 1949 e 1954, atuou em equipes do interior paulista, como o Jabaquara de Santos e o São Bento de Marília. Após formar-se, em 1955, dedicou-se a carreira política e, como todo medíocre daquela época, filiou-se ao PRP - Partido da Representação Popular - criado pelo integralista Plínio Salgado - um dos mais reconhecidos idiotas simpatizantes do nazismo no Brasil.

Candidatou-se a vereador em 1963 e foi eleito. Desde aquela época, os eleitores paulistanos bebiam água de privada. A ditadura militar, por meio de um decreto em 1965, extinguiu o pluripartidarismo e 13 partidos foram extintos, dentre eles o escroto PRP. Foi adotado o sistema bipartidário para instituir de vez a tirania. Foram admitidos apenas o Movimento Democrático Brasileiro, o atual MDB; e a Aliança Renovadora Nacional, a ARENA, que é o atual Democratas. Marín migrou para a ARENA e nesta putaria ele permanceu durante toda a carreira em que mamou nas tetas da política. 


Com o bipartidarismo e com a prisão de políticos oposicionistas, ficou mais fácil se eleger para cargos legislativos. Desta forma, Marín elegeu-se deputado estadual entre 1971 e 1979, quando se deu o fim do bipartidarismo. Em 1978, foi indicado pela ditadura militar como vice de Paulo Maluf para o governo de São Paulo. Não havia eleições para governador e os cargos eram ocupados por indicação do palácio do planalto. Por 10 meses, Marín foi governador tampão, entre 1982 e 1983, após Maluf deixar o governo para concorrer as eleições para deputado federal. Ele prosseguiu a mediocridade do governo Maluf usando a polícia militar para baixar o cacete contra qualquer manifestação pública contrária a sua porca administração. 

Enquanto deputado estadual pela ARENA, proferiu discursos inflamados contra a esquerda. Junto com o deputado, Wadih Helu, deu início a uma campanha contra o diretor de jornalismo da TV Cultura, Vladimir Herzog. Em 9 de outubro de 1975 criticou a ausência da TV Cultura na cobertura de eventos da ARENA. O discurso passou a ser visto como uma das causas do assassinato de Herzog, que foi convocado para depor no quartel-general do II exército para esclarecer seu envolvimento com o partido comunista que agia na clandestinidade. Ele acabou torturado e assassinado por agentes. Entenda-se que, na ditadura militar, o comunismo e atividades de partidos eram proibidas no país. 

Em maio de 2017, Paulo Maluf também foi condenado a prisão por 7 anos e 9 meses por lavagem de dinheiro, num processo aberto a partir das investigações de corrupção e desvio de dinheiro das obras da avenida Roberto Marinho, construída por um consórcio das empreiteira OAS e Mendes Júnior na sua gestão na Prefeitura de S. Paulo (1993 a 1997).

Com o fim da ditadura militar, assim como muitos ratos da ditadura, Marín colecionou fracassos na política. Perdeu as eleições para senador em 1986 e 2002 e para prefeito em 2000.


Como não conseguia mamar nas tetas da política, foi abrigado pelas federações esportivas, assim como muitos outros ratos da ditadura. Presidiu a Federação Paulista (1982-1988) e chefiou a delegação brasileira na Copa de 86, no México. Como vice-presidente da CBF, sucedeu Ricardo Teixeira, após a renúncia dele, em 2012, por motivos de saúde. Assumiu o comando do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo) em 12 de março de 2012.

No primeiro ano de seu mandato, demitiu o treinador da Seleção, Mano Menezes após o título do Superclássico das Américas, na Argentina, e anunciou o retorno de Felipão. Tornou-se o presidente da CBF no maior vexame da Seleção em Copas, na eliminação para a Alemanha, no Mineirão, na goleada por 7 a 1. 

Em 25 de janeiro de 2012, Marin embolsou disfarçadamente uma medalha que seria entregue ao jogador corintiano Mateus na premiação pelo título da Copa São Paulo Sub-20, no Pacaembu. O furto foi flagrado pelas câmeras da Band e causou revolta nas redes sociais.

A nova sede da CBF, inaugurada em 4 de julho de 2014, levou o seu nome por sugestão do babaca do presidente da federação catarinense, Delfim Peixoto, que justificou ser uma obra feita por Marín. O nome foi retirado após a prisão dele.

FIFA GATE

Em dois anos e meio, cerca de 40 dirigentes, além de empresas, foram indiciados pela justiça americana por 92 crimes e de aceitação de mais de 200 milhões de dólares em subornos. 

Mais de uma dezena de federações tiveram presidentes presos por corrupção. A justiça dos EUA aplicou mais de US$ 190 milhões em multas. A Fifa, bilionária, foi obrigada a se refundar para não desaparecer e gastou US$ 60 milhões apenas com advogados. 

Dos acusados, 3 já morreram; 22 se declararam culpados e 2 já foram sentenciados; 14 permanecem em seus países, como Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, este último banido pela Fifa por corrupção. Del Nero nunca foi detido ou acusado no Brasil. Com medo de um eventual pedido de prisão da justiça americana, ele evita viajar para fora do país. O mesmo acontece com Teixeira. Ambos não podem ser extraditados para os EUA, porque a constituição brasileira impede a extradição de cidadãos natos para outros países. 

Para os investigadores do caso, como Del Nero e Teixeira, foram citados diante do tribunal, a interpretação é de que eles também foram em parte julgados em suas ausências e que, para a justiça brasileira, ficará cada vez mais difícil justificar a inexistência de um processo. Os efeitos, mesmo distantes, acabaram se concretizando. Del Nero, após manobrar o estatuto da CBF, continuou a mandar na entidade. Mas foi banido pela Fifa, após gravações, evidências e testemunhas terem o apontado como receptor de US$6,5 milhões em propinas. 

Ricardo Teixeira, apontado como um dos artífices do esquema de corrupção em denúncias de outros dirigentes presos, está impune. Porém, as investigações nos EUA levaram a Espanha a abrir um processo que culminou na prisão de Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, e emitir uma ordem internacional de prisão contra Teixeira. Foi também o processo que levou Monaco e a França a descobrir depósitos em seu nome, enquanto o cerco também se fecha na Suíça.

No Brasil, o processo nos EUA levou o Senado a instaurar uma CPI, que teve seu trabalho sabotado pela bancada da bola, que esvaziou o processo. O senador Romero Jucá (ao centro da foto, entre Eduardo Cunha e Eliseu Padilha) que responde a três processos no Supremo Tribunal Federal, foi o relator. O ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, também atuou para garantir que Del Nero e Teixeira não fossem chamados a depor. Ele teve sua campanha eleitoral em parte financiada pela CBF. 


Na América do Sul, renunciaram os presidentes das federações da Colômbia, Venezuela, Peru, Chile e Bolívia. Na América Central, caíram os caudilhos das federações da Costa Rica, Honduras, Guatemala, Panamá, Nicarágua e El Salvador. Argentinos, uruguaios e paraguaios também foram abalados. Na Fifa, o suíço Joseph Blatter (ao centro da foto, entre Marín e Del Nero), Michel Platini, Franz Beckenbauer e outros pilares do poder do futebol hoje fazem parte do passado. 

No total, mais de 30 dirigentes admitiram culpa. Alguns chegaram a entregar o anel de noivado de sua mulher entre os itens da fiança. Pelo menos um dos citados cometeu suicídio, enquanto o esporte mais popular do planeta viu seus donos mudarem de mãos.

O julgamento de Marín e os acordos de delação premiada também revelaram como sede das Copas do Mundo foram compradas, jogos foram arranjados e como um sistema criminoso domina o futebol.

Fontes: Ansa, Estadão, EFE, Globoesporte, AFP, Agencia Brasil.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

"Acidentes como esse acontecem"


Sobre a ponte que caiu, em gênova, na italia, no dia 14 de agosto, resultando em várias mortes, queria ouvir o ex-prefeito de belo horizonte, marcio lamerda, comentar que "acidentes como esse acontecem".

Há quatro anos o viaduto guararapes que estava sendo construído sobre a avenida pedro I, na região da pampulha, em Belo Horizonte, desabou. Um micro-ônibus, um carro e dois caminhões da obra foram esmagados. O motorista do carro, Charlys do Nascimento, de 24 anos, e a motorista do micro-ônibus, Hanna Cristina dos Santos, de 25, morreram. Outros 23 feridos eram passageiros do ônibus. Até hoje ninguém foi punido.

Os R$ 13 milhões gastos no viaduto não foram devolvidos aos cofres públicos até hoje. O ministério público de minas gerais elaborou um termo de ajustamento de conduta, mas a prefeitura e as empresas de engenharia não assinaram porque questionam os valores.


Para o especialista em trânsito paulo rogério monteiro, o viaduto foi construído porque existia uma verba para obras de mobilidade para copa do mundo. Mas, segundo ele, a construção não era necessária. Já a assessoria do ex-prefeito marcio lacerda (PSB) afirmou que a construção do viaduto seria importante para atender duas vias essenciais para a região norte. 

A construtora cowan alega que a única responsável pela queda do viaduto é a consol, que teria errado o cálculo de material em uma das vigas. Já a consol, responsável pelo projeto, afirma que a culpa do acidente é da cowan, que mudou o projeto original e que não fez o devido acompanhamento da obra. 

Segundo o promotor de justiça, eduardo nepomuceno, empresas e prefeitura deverão se reunir para resolver a pendência. A proposta é que as empresas restituam aos cofres públicos apenas os valores referentes à obra do viaduto e que os créditos a receber, relativos a outros serviços, sejam discutidos à parte. 

A atual gestão da prefeitura (alexandre kalil) não se manifesta sobre o caso.

domingo, 28 de maio de 2017

Campeonato Brasileiro 1962

Elmo, Rossi e Emerson. O primeiro formou a linha de ataque em 1962, enquanto os dois últimos a dupla de meio de campo.

Carlos Henrique

CRUZEIRO 1 x 1 RIO BRANCO (RJ)
26/09/1962 (Qua-21h) – Oitavas de final - Americano (Campos, RJ)
Renda: Cr$ 510.000,
Arbitragem: Witan Marinho/MG (João de Deus/RJ e Clementino Sousa/RJ)
Gols: Norival 54’; Sardinha 83’
Cruzeiro: Tonho, Massinha, Vavá, Dilsinho e Geraldino; Emerson e Rossi; Antoninho, Paulo, Norival e Nerival. T: Gérson Santos
Rio Branco: Nilson, Zé Carlos, Altamir, Ronaldo e Joel; Sardinha e Rafael; Plácido, Eleacir, Dodô Ferreira e Augusto.

CRUZEIRO 1 x 0 RIO BRANCO (RJ)
03/10/1962 (Qua-21h) – Oitavas de final - Barro Preto
Ingressos: 3.300 (Cr$ 638.300,)
Arbitragem: Osvaldo Baliza/RJ (Witan Marinho/MG e Armando Gregori/MG)
Gol: Emerson 86’
Cruzeiro: Mussula, Massinha, Vavá, Dilsinho e Geraldino; Emerson e Rossi; Nerival, Norival, Elmo e Orlando. T: Niginho
Rio Branco: Nilson, Zé Carlos, Altamir, Ronaldo e Joel (Rafael/31’); Sardinha e Plácido; Eleacir, Augusto (Jorge/31’), Dodô Ferreira
Expulsos: Emerson/88’ (Cru); Ronaldo/88’ (Rio)

CRUZEIRO 1 x 1 INTERNACIONAL
10/10/1962 (Qua-21h15) - quartas de final - Horto
Renda: Cr$ 463.000,
Arbitragem: José Monteiro/RJ (Elmo Sanches/MG e Witan Marinho/MG)
Gols: Nerival 71’; Alfeu 88’
Cruzeiro: Mussula, Massinha e Vavá; Dilsinho, Geraldino e Emerson; Nerival, Rossi, Elmo, Norival e Orlando (Antoninho/39’). T: Niginho
Inter: Gainetti, Osmar e Ari; Cláudio, Soligo e Sérgio Lopes; Oswaldinho, Sapiranga, Alfeu, Flávio e Gilberto. T: Pedro Figueiró

CRUZEIRO 1 x 2 INTERNACIONAL
17/10/1962 (Qua-21h) – quartas de final - Olímpico (Porto Alegre, RS)
Renda: Cr$ 748.790,
Árbitro: Amilcar Ferreira Castro/RJ
Gols: Elmo 25’; Alfeu 40’; Mauro 51’
Cruzeiro: Mussula, Massinha, Vavá, Dilsinho e Geraldino; Emerson e Nelsinho; Antoninho, Rossi, Elmo e Nerival. T: Niginho
Internacional: Gainetti, Zangão, Osmar, Cláudio e Soligo; Sérgio Lopes e Oswaldinho; Bedeu, Alfeu, Flávio (Mauro/46’) e Gilberto. T: Pedro Figueiró
Expulso: Nelsinho (C); Mauro (I)

Classificação Final: 1º Santos (Campeão)*; 2º Botafogo; 3º Sport Recife; 4º Internacional; 5º Campinense; 6º Cruzeiro; 7º Paysandu 8º Rio Branco-ES; 9º Metropol-SC; 10º Bahia; 11º Ceará; 12º CRB; 13º Sampaio Corrêa; 14º Comercial-PR e Santo Antônio-ES; 16º Sergipe; 17º River-PI; 18º ABC
*classificado para a Taça Libertadores de 1963 e para o Campeonato Brasileiro de 1963
Artilheiro Máximo: Coutinho (Santos) com 7 gols
Maior goleada: Campinense 6 x 0 CRB
Melhor ataque: Campinense (18 gols)
Maior número de vitórias: Campinense (5)
Maior número de pontos: Campinense (12)

Critérios de Participação:
Conforme descrito no 2º parágrafo, do artigo 1º, do regulamento do Campeonato Brasileiro, “caso a Federação não promova o campeonato estadual, far-se-á representar pelo campeão da capital ou da cidade cuja hegemonia técnica seja notória” (Estado de Minas, 20/09/1959 – pag.4 – 2ª seção). Além dos campeões de cada Estado, o Brasileirão também contou com a participação do campeão brasileiro de 1960.

Sistema de Disputa:
O campeonato foi dividido duas zonas regionais: norte e sul. A zona norte com 10 clubes e a Sul com 6. Os campeões carioca e paulista entraram diretamente na fase semifinal.

A zona norte teve quatro fases e a sul apenas três. As fases eram divididas em duas chaves com dois clubes cada, que se enfrentavam em turno e returno (mata-mata). O vencedor do confronto avançava de fase.

O vencedor da zona norte enfrentou o campeão paulista de 1961 na semifinal, enquanto o vencedor da zona sul enfrentou o campeão carioca de 1961. Os vencedores avançaram para a final pela disputa do título de campeão brasileiro.

Critérios de desempate: na igualdade de pontos nos dois jogos, um terceiro jogo era disputado para definir a vaga; caso ocorresse empate, se classificaria a equipe com melhor "goal-average" (média dos gols marcados dividido pelos gols sofridos) nos três jogos da fase. Se mesmo assim o empate persistisse, a vaga seria decidida no sorteio - cara ou coroa.

Apenas o campeão na Libertadores
A Taça Libertadores era disputada somente pelos campeões nacionais. Assim, apenas o campeão brasileiro de 1962 se classificou para a disputa de 1963.

Mapa Geográfico do Brasil
O Mapa geográfico brasileiro em 1960 era muito diferente do atual. Haviam 21 estados, o distrito federal e cinco territórios. A região sudeste ainda não existia e Minas pertencia a região leste com Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e a Guanabara. Este último era, na verdade, a cidade do Rio de Janeiro, e foi fundado em 21 de abril de 1960, mesma data da inauguração de Brasília. O Rio perdeu a sua condição de capital federal e o distrito federal se transferiu para Brasília.

Zona Sul
O Cruzeiro participou da Zona Sul (Grupo Leste), juntamente, com o Santo Antônio, de Vitória-ES e o Rio Branco, de Campos-RJ. Este era o campeão do Rio de Janeiro de 1961. O Estado da Guanabara fundiu-se com o do Rio de Janeiro, em 15 de março de 1975, mas os dois campeonatos só foram unificados a partir de 1979. Após decidir o grupo leste com o Santo Antônio, o Cruzeiro disputou o título da zona Sul contra o Internacional, que havia participado da chave sul com Metropol-SC e o Comercial-PR. O Inter avançou para a semifinal como vencedor da zona sul.

domingo, 21 de maio de 2017

ARQUIVOS ATUALIZADOS

Cruzeiro x Sport Recife (agora com as fichas técnicas de todos os jogos pelo Campeonato Brasileiro)
Jogadores Letra E - Edmundo
Jogadores Letra M - Marabá
Jogadores Letra R - Rincón

LOPES

Carlos Henrique

01/06/1979 Welington Nogueira Lopes Avellar nasce em Volta Redonda, RJ.

28/11/2001 É indicado pelo treinador Marco Aurélio para reforçar o Cruzeiro na temporada em 2002.

23/02/2005 O meia-atacante de 24 anos é anunciado como o novo reforço do Cruzeiro para a temporada. O jogador estava no Juventude e o Cruzeiro depositou US$ 500 mil, diretamente, na CBF pela multa rescisória e prometeu ceder dois atletas ao clube de Caxias pela liberação.

23/03/2005 Estreia na vitória (3 a 1) sobre o Boa, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Substituiu Adriano Gabiru no intervalo e, logo aos 3 minutos do segundo tempo, marcou seu primeiro gol com a camisa cruzeirense.

26/06/2005 Marca seu último gol com a camisa estrelada no empate (3 a 3) contra o Vasco, no São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. Foram apenas dois gols em sua passagem pelo Cruzeiro.

10/07/2005 Sofre lesão muscular na coxa esquerda no clássico contra o Atlético, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Deixa o campo aos 29 minutos e é substituído por Weldon.

28/08/2005 Retorna ao time na derrota (1 a 4) para o Internacional, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Entrou no decorrer do jogo na vaga do lateral direito Jonathan.

14/09/2005 Faz seu último jogo com a camisa cruzeirense na derrota (0 a 2) para o Velez Sarsfield, em Buenos Aires, pela Copa Sul-americana. Foram 18 jogos no total.

05/12/2005 É relacionado entre os 11 jogadores da lista de dispensas do treinador Paulo César Gusmão e deixa o Cruzeiro.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Recopa 1992

Carlos Henrique

CRUZEIRO 0 x 0 COLO COLO (CHI)
19/04/1992 (Dom-1h) - Kobe University Memorial Stadium (Kobe, Japão)
Ingressos: 60.000
Arbitragem: Juan F. Escobar/PAR (Shinishiro Obata/JAP e Morishina Yamagusha/JAP)
Cruzeiro: Paulo César, Paulo Roberto, Paulão, +Adilson (Vanderci/48’) e Nonato; Ademir©, Boiadeiro e Luiz Fernando; Aélson (Macalé), Charles e Andrade. T: Ênio Andrade
Colo Colo: Morón (Marcelo Ramírez); Salvatierra, Garrido, Margas e Vilches; Miguel Ramírez, Mendoza e Claudio Borghi; González (Hugo Rubio), Pizarro© e Adomaitis. T: Mirko Josic
Tiros livres: Colo Colo 5-4
CA: Adilson, Ademir (Cru); Garrido, Salvatierra (Col)
*Charles perdeu pênalti aos 10 minutos da prorrogação. Adilson quebrou a perna no início do segundo tempo.

Critério de Participação
A Recopa foi criada pela Confederação Sul-americana para ser disputada entre os campeões da Libertadores e da Supercopa do ano anterior. O Colo Colo foi o campeão da Libertadores de 1991 e o Cruzeiro da Supercopa de 1991.

Premiação
Os dois clubes receberam cota de US$ 120 mil livres de despesas. O jogo foi patrocinado pela empresa de aviação Japan Airlines. 

Em 1974, expulsão inédita de Dirceu Lopes provocou até tiroteio no Recife

Carlos Henrique

O primeiro cartão vermelho do meio-campista Dirceu Lopes somente aconteceu após 10 anos de carreira e foi no empate (0 a 0) contra o Sport Recife, pelo Campeonato Brasileiro de 1974. A punição dada pelo árbitro Luiz Carlos Félix foi considerada injusta e excessiva e gerou a revolta dos jogadores, da imprensa esportiva e até mesmo de um torcedor ou policial, que efetuou um disparo de arma de fogo para dentro de campo. No dia seguinte, o próprio árbitro reconheceu o excesso e pediu desculpas ao craque cruzeirense.

No início do Campeonato Brasileiro de 1974, o Cruzeiro enfrentou as três equipes pernambucanas consecutivamente. A sequência começou em 13 de março ao vencer (1 a 0) o Náutico, no Mineirão. No mesmo dia, o Galo sofria a segunda esculachada consecutiva em Recife: 1 a 0 para o Sport. Antes, dia 10, havia sido derrotado (2 a 0) para o Náutico.

Assim o Cruzeiro foi para o Recife encarar o Santa Cruz, dia 17, e o Sport, dia 20, com a missão de recuperar a imagem do futebol mineiro. “O Cruzeiro chega ao Recife com ares de vingadores dos mineiros. Ele terá de reabilitar o futebol das alterosas cujo conceito aqui, não é dos melhores”, descreveu o Diário do Pernambuco. E como o vingador de minas conquistou bons resultados: vitória (3 a 1) sobre o Santa e um empate (0 a 0) contra o Sport.

No entanto, a polêmica expulsão de Dirceu Lopes e Feitosa, foi o assunto do jogo. “O juiz Luiz Carlos Felix expulsou sem a mínima razão Dirceu Lopes e Feitosa, aos 27, do segundo tempo, num lance casual sem qualquer reação indisciplinar aparente dos dois atletas”, criticou o Diário de Pernambuco. “A bola veio dividida. Um lance normal, onde ninguém teve culpa”, falou Feitosa. O jogador do Sport lamentou o primeiro cartão vermelho recebido em dois anos de profissional. Ao ser informado que era a primeira expulsão da carreira de Dirceu, o rubro-negro salientou: “Que ele me desculpe, pois não tive essa intenção. O culpado foi o juiz que interpretou mal o lance”.

Bastante chateado, Dirceu Lopes achou o árbitro rigoroso e que nenhum dos jogadores merecia expulsão. A voz contrária foi a do treinador Ílton Chaves: “Não se pode desconhecer que o Dirceu é um atleta exemplar, mas naquela jogada dou toda a razão ao juiz. A expulsão foi justa”.

O volante Toninho que esteve no banco de reservas, neste jogo, recorda que o árbitro Luiz Carlos Felix, ao encontrar a delegação cruzeirense no saguão do aeroporto dos Guararapes, fez questão de pedir desculpas a Dirceu Lopes e assumiu o erro.

Ainda no estádio, um tiro foi desferido para dentro do campo no momento da expulsão. Tempos em que a segurança não era uma das prioridades nos estádios. “Não sei se foi tiro ou não. Ouvi um barulho e alguns repórteres em correria. Acredito que no meio da multidão alguém tenha sacado uma arma e detonado. Será que ninguém viu?” - questionou o auxiliar de arbitragem, Inácio Gonçalves.

CRUZEIRO 0 x 0 SPORT RECIFE
20/03/1974 (Qua-21h) - Arruda (Recife, PE)
Ingressos: 14.575 (Cr$ 116.595,)
Arbitragem: Luiz Carlos Félix/RJ (Gilson Cordeiro/PE e Inácio Gonçalves)
Cruzeiro: Vítor, Nelinho, Perfumo, Procópio e Vanderlei; Zé Carlos e Dirceu Lopes; Eduardo (Baiano), Palhinha, Cândido e Lima. T: Ílton Chaves
Suplentes: Hélio, Darci, Toninho, Aender
Sport: Adeildo, Marcos, Lula, Alberto e Luizinho; Feitosa e Meinha (Adãozinho); Ditinho, Luiz Fumanchu, Helinho e Orlando. T: Cilinho

CV: Dirceu Lopes/72’ (C); Feitosa/72’ (S)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

NENÉM

Carlos Henrique

25/06/1975 Dorismar Felipe Souza, o Neném, nasce no Rio de Janeiro, RJ

12/04/2001 O lateral direito de 25 anos é anunciado como reforço para o setor defensivo. Sua contratação por empréstimo, junto ao Palmeiras, contou com o aval do treinador Luiz Felipe com o quem trabalhou no primeiro semestre de 2000. Assina contrato até 31 de dezembro de 2001.

03/05/2001 É inscrito na Taça Libertadores com a camisa 18. Ele substituiu o volante Leandro que, devido a uma lesão, ficaria de fora do restante da disputa.

05/05/2001 Estreia na derrota (1 a 3) para o Ipatinga, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro. Foi substituído no decorrer do jogo pelo meio-campista Sérgio Manoel.

02/07/2001 Rebela-se com o treinador Carpegiani no coletivo, em João Pessoa-PB, ao ser substituído pelo meia Jackson. Ameaçou deixar o clube, caso fosse para a reserva. “Não sei se ofendi, mas já pedi desculpas. Por que improvisar se há um jogador para a posição?", questionou. Sua atitude irritou a diretoria cruzeirense, que estudou a possibilidade de rescindir o seu contrato.

10/07/2001 Devido ao incidente com o treinador, não é relacionado para os amistosos no México. Carpegiani se esquivou e justificou a sua ausência na relação dizendo que pretendia dar uma chance ao lateral Maicon, de 19 anos.

11/08/2001 Marca o primeiro gol com a camisa cruzeirense na goleada (4 a 1) sobre o Botafogo, em Ribeirão Preto, pelo Campeonato Brasileiro. Foi o único em sua passagem pelo clube.

19/08/2001 Faz seu último jogo como titular na derrota (2 a 3) para o Coritiba, no Couto Pereira, pelo Campeonato Brasileiro.

10/10/2001 Faz seu último jogo com a camisa do Cruzeiro na vitória (1 a 0) sobre o Corinthians, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Substituiu o volante Ricardinho no decorrer do jogo. Ao todo foram 18 jogos em sua passagem pelo Cruzeiro.

26/11/2001 A diretoria cruzeirense anuncia que não irá renovar seu empréstimo e que será liberado para voltar ao Palmeiras, após o fim do Campeonato Brasileiro.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Campeonato Brasileiro 1961

O plantel cruzeirense de 1961 no Horto. Em pé: Massinha, Mussula, Benito, Amauri, Geraldino e Vavá; Agachados: Antoninho, Rossi, Paulo, Elmo e Nerival.

Carlos Henrique

PRIMEIRA FASE

CRUZEIRO 3 x 1 SANTO ANTÔNIO (ES)
23/07/1961 (Dom) - Glória (Vila Velha, ES)
Renda: Cr$ 256.400,
Arbitragem: Antônio Viug/RJ (Cidinho Bola Nossa/MG e Rubens Barbosa/ES)
Gols: Paulo 35’; Paulo 62’; Preti (pênalti) 65’; Raimundinho 89’
Cruzeiro: Josué, Massinha e Vavá; Geraldino, Amauri e Cléver; Nerival, Jaime, Paulo, Nelsinho e Raimundinho. T: Niginho
Santo Antônio: Etiene, Orion e Ilson; Anchieta, Francisco e Nélio; Telmo (Preti), Ciro, Osni, Jurandir e Geraldino. T: Elói
*o jogador Elói acumulou a função de técnico do Santo Antônio. A partida não pode ser disputada no Governador Bley, em Vitória, por causa das reformas.

CRUZEIRO 2 x 1 SANTO ANTÔNIO (ES)
30/07/1961 (Dom-16h) – Horto
Renda: Cr$ 476.550,
Arbitragem: Amílcar Ferreira/RJ (Cidinho Bola Nossa/MG e Hermenegildo Gave/ES)
Gols: Osni 12’; Nelsinho 36’; Paulo 70’
Cruzeiro: Mussula, Massinha, Vavá, Geraldino, Amauri e Emerson; Nerival (Tião), Jaime, Paulo, Nelsinho e Raimundinho. T: Niginho
Santo Antônio: Adjalma, Orion e Ilson; Elói (Francisco), Anchieta e Nélio; Telmo, Ciro, Osni, Geraldino e Preti. T: Elói

SEGUNDA FASE (Oitavas de final)

CRUZEIRO 1 x 2 AMÉRICA (RJ)
23/08/1961 (Qua-21h) - Maracanã
Público: 5.670 (Cr$ 198.558,)
Árbitro: João Miguel Andere/MG
Gols: Fontoura 2’; Rossi 22’; Fontoura 50’
Cruzeiro: Mussula, Nilsinho, Massinha, Geraldino e Benito; Zé Braz e Nelsinho; Antoninho, Rossi (Dirceu), Paulo e Raimundinho. T: Niginho
América: Ari, Jorge, Djalma, Wilson Santos e Ivan; Amaro e João Carlos; Valença, Quarentinha, Fontoura e +Nilo (Gilbert/25’). T: Lourival Lorenzi

CRUZEIRO 1 x 1 AMÉRICA (RJ)
30/08/1961 (Qua-21h15) - Alameda
Renda: Cr$ 728.000,
Arbitragem: José Gomes Sobrinho/RJ (Simão Waxman/MG e Cidinho Bola Nossa/MG)
Gols: Paulo 51’; Nilo 90’
Cruzeiro: Mussula, Massinha, Benito, Nilsinho e Geraldino; Amauri e Nelsinho; Antoninho, Rossi, Paulo e Tião. T: Niginho
América: Pompéia, Jorge, Ivan, Djalma e Wilson Santos; Amaro e Fontoura; Quarentinha, Genivaldo, João Carlos e Nilo. T: Lourival Lorenzi

Classificação Final: 1º Santos (Campeão)*; 2º Bahia; 3º América-RJ; 4º Náutico; 5º Palmeiras; 6º Fortaleza; 7º Grêmio; 8º Cruzeiro; 9º Remo; 10º CSA; 11º Coritiba; 12º Metropol-SC; 13º Campinense-PB; 14º ABC; 15º Fonseca-RJ; 16º Moto Club-MA; 17º Santo Antônio-ES; 18º Santa Cruz-SE
*classificado para a Taça Libertadores de 1962 e para o Campeonato Brasileiro de 1962
Artilheiro Máximo: Pelé (Santos) com 9 gols
Maior goleada: Grêmio 6 x 1 Metropol-SC; Santos 6 x 1 América-RJ
Melhor ataque: Santos (18 gols)
Maior número de vitórias: Bahia (7)
Maior número de pontos: Bahia (16)

Critérios de Participação:
Conforme descrito no 2º parágrafo, do artigo 1º, do regulamento do Campeonato Brasileiro, “caso a Federação não promova o campeonato estadual, far-se-á representar pelo campeão da capital ou da cidade cuja hegemonia técnica seja notória” (Estado de Minas, 20/09/1959 – pag.4 – 2ª seção). Além dos campeões de cada Estado, o Brasileirão também contou com a participação do campeão brasileiro de 1960.

Sistema de Disputa:
Na primeira fase 16 clubes foram divididos em zonas regionais (norte e sul) com 8 clubes cada. O campeão brasileiro de 1960, o Palmeiras, entrou nesta fase. Em cada zona os 8 clubes foram divididos em quatro chaves com duas equipes cada, que se enfrentaram em turno e returno.

Na segunda fase, os quatro vencedores das chaves de cada zona, da primeira fase, foram divididos em duas chaves com duas equipes cada e se enfrentaram em turno e returno.

Na terceira fase (quartas de final) os dois vencedores das chaves de cada zona, da segunda fase, decidiram as duas vagas para a semifinal.

Na semifinal os vencedores das chaves norte e sul enfrentaram os campeões paulista (Santos) e pernambucano (Náutico). São Paulo e Pernambuco foram contemplados com estas vagas por terem sido os estados finalistas do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1959. O Campeão paulista enfrentou o vencedor da zona sul, enquanto o pernambucano o da zona norte. Os confrontos foram em turno e returno.

Avançaram para a fase final os classificados da semifinal que se enfrentaram em turno e returno pela disputa do título.

Critérios de desempate: na igualdade de pontos nos dois jogos, um terceiro jogo era disputado para definir a vaga; caso ocorresse empate, se classificaria a equipe com melhor "goal-average" (média dos gols marcados dividido pelos gols sofridos) nos três jogos da fase. Se mesmo assim o empate persistisse, a vaga seria decidida no sorteio - cara ou coroa.

Apenas o campeão na Libertadores
A Taça Libertadores era disputada somente pelos campeões nacionais. Assim, apenas o campeão brasileiro de 1961 se classificou para a disputa de 1962.

Perda de pontos
O Campinense venceu os dois confrontos contra o CSA, na primeira fase, mas foi desclassificado por ter escalado o atacante Ronaldo irregularmente.

Mapa Geográfico do Brasil
O Mapa geográfico brasileiro em 1960 era muito diferente do atual. Haviam 21 estados, o distrito federal e cinco territórios. A região sudeste ainda não existia e Minas pertencia a região leste com Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e a Guanabara. Este último era, na verdade, a cidade do Rio de Janeiro, e foi fundado em 21 de abril de 1960, mesma data da inauguração de Brasília. O Rio perdeu a sua condição de capital federal e o distrito federal se transferiu para Brasília.

Zona Sul
Na primeira fase o Cruzeiro participou da Chave Leste (da Zona Sul) com o Santo Antônio, de Vitória-ES, América-RJ e Fonseca de Niterói-RJ. O América foi o campeão da Guanabara de 1960 e o Fonseca, campeão do Rio de Janeiro de 1960. O Estado da Guanabara fundiu-se com o do Rio de Janeiro, em 15 de março de 1975, mas os dois campeonatos só foram unificados a partir de 1979.

ANDERSON LESSA

Carlos Henrique

26/07/1989 José Anderson Oliveira Lessa nasce em Recife, PE.

08/01/2009 O Cruzeiro recebe 30% dos direitos econômicos de Anderson Lessa, como parte da negociação, envolvendo a liberação do atacante Carlinhos Bala para o Náutico, que ainda tinha contrato com o time estrelado até maio. Com 6 gols marcados, Anderson Lessa foi destaque do Náutico no Campeonato Brasileiro Sub-20 em dezembro de 2008.

15/12/2009 Com o rebaixamento do Náutico para a Série B do Campeonato Brasileiro, o atacante é solicitado para se apresentar ao Cruzeiro. Lessa ficou fora de boa parte da temporada, devido a uma grave lesão muscular.

06/01/2010 É apresentado na Toca da Raposa junto com outro reforço, o meio-campista, Pedro Ken. Ambos haviam defendido times rebaixados para a Série B em 2009, o Náutico e o Coritiba.

06/02/2010 Estreia na vitória (4 a 2) sobre o Villa Nova, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro. Substituiu Thiago Ribeiro no intervalo.

03/03/2010 Marca o primeiro gol com a camisa cruzeirense na goleada (5 a 0) sobre o Uberaba, no Uberabão, pelo Campeonato Mineiro. Substituiu o meio-campista Pedro Ken, aos 71 minutos, e com apenas seis minutos em campo marcou o gol.

07/03/2010 Marca seu último gol pelo Cruzeiro na derrota (2 a 3) para o Tupi, em Juiz de Fora, pelo Campeonato Mineiro. Foi substituído no intervalo pelo meio-campista Bernardo. Foram apenas dois gols em sua passagem pelo time estrelado.

28/03/2010 Faz seu último jogo na derrota (1 a 3) para o Democrata, em Governador Valadares, pelo Campeonato Mineiro. Substituiu o meio-campista Camilo aos 64 minutos. Ao todo foram apenas quatro jogos com a camisa azul.

22/04/2010 É relacionado na lista de jogadores dispensados que ficarão treinando a parte na Toca da Raposa.

28/06/2010 Cruzeiro e Ceará não entram em acordo pelo seu empréstimo.

29/06/2010 É emprestado gratuitamente ao União de Leiria, de Portugal, por uma temporada.

25/08/2010 Após alguns amistosos, é dispensado pelo treinador Pedro Caixinha e retorna ao Cruzeiro. No contrato de empréstimo feito entre os clubes constava uma cláusula de experiência de 30 dias e Lessa não é aprovado.

09/09/2010 É emprestado ao Náutico para a disputa do returno da Série B do Campeonato Brasileiro.

23/09/2010 Retorna ao Cruzeiro, após exames constatarem uma ruptura do ligamento cruzado anterior de seu joelho direito. Sofreu a lesão no jogo contra o Figueirense, pela Série B.

24/05/2011 Recuperado da cirurgia no joelho é emprestado ao Vila Nova-GO, gratuitamente, para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Não entra em acordo com o time goiano e resolve permanecer treinando na Toca.

11/07/2011 Emprestado ao Avaí por um ano sem custos. Foi para o clube catarinense a pedidos do treinador Gallo com quem trabalhou no Náutico.

22/03/2012 Pouco aproveitado e apenas treinando, rescinde contrato com o Avaí e é emprestado ao Villa Nova para a disputa do Campeonato Mineiro.

14/01/2013 É emprestado ao XV de Piracicaba até o final do Campeonato Paulista. Ao retornar do empréstimo rescinde contrato com o Cruzeiro.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Copa Masters da Supercopa 1992

Carlos Henrique

SEMIFINAL

CRUZEIRO 1 x 1 RACING (ARG)
29/05/1992 (Sex-21h) - El Fortin (Buenos Aires, Argentina)
Ingressos: 5.840 (US$ 28.186,) (Cr$ 82.500.000,)
Arbitragem: Henrique Marin/CHI (Salvatore Imperatore/CHi e Gaston Castro/CHI)
Gols: Ruben Paz 40’; Charles 79’
Cruzeiro: Zé Carlos, Paulo Roberto, Paulão, Célio Lúcio e Nonato; Ademir, Andrade (Édson/46’) e Boiadeiro; Macalé (Luiz Fernando/46’), Cleison e Charles. T: Jair Pereira
Racing: Roa, Borelli, Distefano, Reinoso e Valejos (Nuñes); Fabbri, Basualdo e Guendulain; Carranza, Ruben Paz e Torrez. T: Humberto Grondona
CA: Fabbri (Rac)
Tiros livres: Cruzeiro 3-1

Boca Juniors venceu o Olimpia por 1 a 0 na outra semifinal

FINAL

CRUZEIRO 1 x 2 BOCA JUNIORS (ARG)
31/05/1992 (Dom-16h) - El Fortin (Buenos Aires, Argentina)
Renda: US$ 128.101 (121.120,)
Arbitragem: Jorge Nieves/URU (Ernesto Felipe/URU e Eduardo Lunique/URU)
Gols: Soñora 27’; Édson 37’; Giuntine 74’
Cruzeiro: Zé Carlos, Paulo Roberto, Paulão, Célio Lúcio e Nonato; Ademir, Boiadeiro e Luiz Fernando (Riva/73’); Cleison, Charles e Édson (Andrade/76’). T: Jair Pereira
Boca Juniors: Navarro Montoya, Soñora, Simon, Giuntine e Abramovich; Giunta, Walter Pico, Apud (Amato/61’) e Márcico; Saturno (Rentera/46’) e Roberto Cabañas. T: Oscar Tabárez
CA: Boiadeiro (C)

Decisão 3º lugar: Racing (ARG) 1 x 2 Olimpia (PAR)

Critérios de participação:
A Confederação Sulamericana organizou a Copa Masters para ser disputada entre os campeões da Supercopa. Até 1992, os campeões eram Racing (1988), Boca Juniores (1989), Olimpia (1990) e Cruzeiro (1991).

Premiação
Cada participante recebeu US$ 150 mil (Cr$ 450 milhões) e o campeão mais US$ 100 mil.

domingo, 14 de maio de 2017

ARQUIVOS ATUALIZADOS

Jogadores Letra A - ADRIANO LOUZADA
Lista de Artilheiros do Campeonato Mineiro
Lista de Campeões e vices do Campeonato Mineiro
Cruzeiro x América
Cruzeiro x Atletico
Cruzeiro x São Paulo
Cruzeiro x Chapecoense - com fichas técnicas completas de todos os jogos


MARABÁ

Carlos Henrique

24/07/1976 Jozival Pinheiro, o Marabá, nasce em Marabá, PA.

04/01/2005 O volante de 28 anos é anunciado como um dos reforços para a temporada. O Cruzeiro acertou o seu empréstimo de um ano junto ao Internacional e cedeu o volante Recife ao clube gaúcho. É apresentado na Toca II junto com outros dois reforços contratados: o lateral esquerdo Athirson e o goleiro Fábio.

02/02/2005 Estreia na vitória (1 a 0) sobre o Sergipe, em Aracaju, pela Copa do Brasil. Substituiu o lateral esquerdo Athirson aos 86 minutos.

05/02/2005 Estreia como titular na vitória (2 a 1) sobre o Villa Nova, em Nova Lima, pelo Campeonato Mineiro.

23/04/2005 Com a contusão muscular de Marcelo Batatais é improvisado como zagueiro no empate (1 a 1) contra o Flamengo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.

21/07/2005 É substituído pelo atacante Diego, aos 56 minutos, no empate (2 a 2) contra o Coritiba, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. A partir de então perdeu a titularidade e tornou-se uma das opções na reserva.

17/08/2005 Volta a equipe titular na vitória (3 a 1) sobre o Juventude, em Caxias, pela Copa Sul-americana.

24/08/2005 Sofre uma lesão muscular e é substituído no intervalo do jogo contra o Flamengo, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. É substituído por Diogo.

01/10/2005 Retorna à equipe, após 9 jogos, na vitória (2 a 0) sobre o Juventude, no Horto, pelo Campeonato Brasileiro. Substituiu o atacante Alecsandro no decorrer do jogo.

19/10/2005 Leva o primeiro cartão vermelho, aos 66 minutos, na derrota (1 a 4) para o Paysandu, em Belém, pelo Campeonato Brasileiro. O lance que resultou em sua punição originou o terceiro gol dos paraenses em cobrança de falta de Robson. Este foi o último jogo de Marabá com a camisa cruzeirense. Ao todo foram 44 jogos, sendo 35 como titular. Não marcou gol.

05/12/2005 A diretoria cruzeirense não se interessa pela renovação do seu empréstimo e é liberado para retornar ao Internacional.