sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Torneios Malucos (4) - Torneio Oscar Paschoal de 1956

Carlos Henrique

Seria possível um time vencer todos os jogos de um torneio e não ser o campeão? Sim, seria. E isso aconteceu no torneio dos eliminados de 1956. A disputa que levou o nome de Torneio Oscar Paschoal envolveu os quatro eliminados da última fase do Campeonato da Cidade de 1955. Assim como a Copa Sul Minas de 2016, este torneio de consolação não valeu nada, mas entrou para o mundo das curiosidades futebolísticas devido ao seu desfecho.

O Campeonato da Cidade de 1955 teve 9 participantes (America, Cruzeiro, Sete, Villa Nova, Asas, Democrata-SL, Metalusina, Siderúrgica e o time de Lourdes) e foi dividido em três turnos distintos. O 3º turno, que começaria em 1956, seria disputado pelos 5 melhores na classificação geral.

Abalado por problemas financeiros e com o caixa direcionado as obras da construção de sua sede social, o Cruzeiro realizou uma das piores campanhas de sua história. Só não foi pior do que a de 1921, quando terminou em penúltimo. O time estrelado ficou em 7º na classificação geral e, junto com o Asas, o Metalusina e o Sete, foi eliminado do Campeonato.

Os jogos do torneio dos eliminados fizeram a preliminar das partidas do 3º turno. A fórmula adotada foi a de turno corrido. Levou o nome do ex-presidente da FMF, Oscar Paschoal, um inimigo dos cruzeirenses. Como dirigente da Federação, foi um perseguidor implacável e responsável pela exclusão do clube do quadro de filiados da entidade em 1926.

Talvez tenha sido este um dos motivos que levou o Cruzeiro a desprezar o torneio e escalar um time misto para as partidas. Com apenas três titulares em campo, o time estrelado venceu (6 a 4) o Sete, na estreia, em 15 de janeiro. Foi a preliminar de Villa Nova e Siderúrgica, no Horto. A FMF puniu o Cruzeiro com a perda de pontos pela escalação do mistão.

Segundo o regulamento, eram considerados titulares os jogadores que participaram de metade dos jogos oficiais na temporada. E as equipes eram obrigadas a escalar, pelo menos, 6 titulares.

O time estrelado voltou a cometer a infração na vitória por 4 a 1 sobre o Asas, de Lagoa Santa, em 29 de janeiro, no Independência. Foi a preliminar de America e Siderúrgica. Desta vez, ambos os clubes perderam os pontos. O time estrelado jogou com 5 titulares.

Na rodada derradeira, em 26 de fevereiro, o Cruzeiro venceu (4 a 2) o Metalusina, de Cocais, na preliminar de Atlético e America, no Horto.

Mesmo com 100% de aproveitamento, o Cruzeiro somou apenas dois pontos e dividiu a segunda colocação com o “time de futebol de fábrica” de Cocais. A equipe militar de Lagoa Santa segurou a lanterna com um ponto. Curiosamente, o campeão foram os amadores do Sete de Setembro, que obtiveram apenas uma vitória em campo.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Torneios Malucos (3) - Torneio Otacílio Negrão de Lima de 1936

Carlos Henrique

Imagine três equipes disputando um mesmo jogo! Isso aconteceu em Belo Horizonte, no estádio da Alameda, em 22 de março de 1936, e envolveu o Cruzeiro, o America e o time de lourdes. A partida tripla reuniu várias curiosidades e o vencedor foi definido no critério da "morte súbita"

O jogo triplo foi organizado para homenagear o prefeito Otacílio Negrão de Lima. Ele havia sido centro-médio do time americano enea-campeão de 1924. Como prefeito da capital, Otacílio havia tomado uma medida para amenizar a crise financeira dos clubes. A prefeitura encampou os estádios dos três clubes em troca de uma dívida com o município. Por isso o Torneio levou o seu nome.

Dividido em três etapas com o tempo regulamentar de 20 minutos, o sorteio indicou a seguinte ordem dos confrontos: nos primeiros 20 minutos, o America enfrentaria o time de Lourdes; o vencedor enfrentaria o Cruzeiro na sequência; e, por último, o vencido da primeira etapa enfrentaria o time estrelado.

No caso de empate, o critério para apontar o vencedor era o maior número de escanteios a favor. Caso empatassem em escanteios, disputariam quantas prorrogações de 10 minutos fossem necessárias. No entanto, neste período extra, o vencedor seria o primeiro a obter um gol ou escanteio a favor - a morte súbita.

O jogo triplo começou com a vitória (2 a 0) do time de lourdes sobre o America. Com o resultado, o America deixou o campo e foi substituído pelo Cruzeiro. A segunda etapa foi a mais equilibrada. O empate sem gols persistiu nos 20 minutos e por mais duas prorrogações de 10 minutos. O confronto só foi definido, aos 4 minutos, da terceira prorrogação, após um cruzamento do atacante Randazzo, do Cruzeiro, ter sido desviado pelo médio direito Zago para a linha de fundo. Com o escanteio conquistado na "morte súbita", o Cruzeiro saiu-se vencedor.

Para a etapa derradeira, o time de Lourdes foi substituído pelo America. Após empate sem gols nos 20 minutos, as equipes foram para a prorrogação e, logo aos 5 minutos, o zagueiro Lima desviou um cruzamento de Randazzo par a linha de fundo e o Cruzeiro venceu mais uma na "morte súbita".


Com os resultados, o Cruzeiro foi o vencedor do Torneio ou, como quiserem, deste jogo triplo de 89 minutos de duração.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Torneios Malucos (2) - O Barrados no Baile de 1984

Carlos Henrique

Em continuidade a série "torneios malucos" o retratado de hoje é o Heleno Nunes de 1984. Um torneio de consolação que envolveu os grandes clubes eliminados, precocemente, do Campeonato Brasileiro de 84. Foi apelidado de "Barrados no Baile" em referência ao sucesso do cantor Eduardo Dusek. A música era sobre a estória de um casal emergente impedido de entrar numa festa de socialites. Teve como curiosidades os jogos nas manhãs de domingo e a adoção da tabela dirigida. E, como todo torneio sem sentido, se notabilizou pelo fracasso de público.

O critério de participação do Campeonato Brasileiro, naquela época, ainda era definido pelas classificações nos Campeonatos Estaduais. Sem as 1ª e 2ª divisões definidas, como é atualmente, o Brasileirão de 1984 foi disputado por 41 clubes e dividido em três fases de grupos e outras três em mata-matas. Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Internacional, Botafogo, Bahia e o time de Lourdes foram eliminados na 2ª fase. Assim, o Campeonato Brasileiro prosseguiria sem eles nos próximos dois meses.

Para evitar a inatividade de 60 dias, os eliminados decidiram criar um torneio entre eles que recebeu o apoio da Federação Paulista para organizá-lo. Foi batizado de Heleno Nunes em homenagem ao ex-presidente da Confederação Brasileira do Desporto-CBD, que havia falecido em março daquele ano. Era o prenúncio de que o Torneio seria uma merda. O almirante Heleno foi colocado na presidência da CBD pela ditadura militar, entre 1975 e 1980. Foi um péssimo dirigente e um dos responsáveis pela esculhambação do futebol brasileiro, que levou os clubes a uma grave crise financeira.

O Barrados no Baile foi disputado em turno único. Começou em 15 de abril com a vitória do Cruzeiro sobre o time de Lourdes (4 a 2) diante de 6 mil pessoas, no Mineirão. O desinteresse dos torcedores seria a tônica do torneio. A média foi de 3.800 por jogo. Três deles tiveram menos de mil pagantes (Lourdes x Sport, Botafogo x Guarani e Guarani x São Paulo). A rodada dupla no Mineirão envolvendo Cruzeiro x Guarani e Atletico x Internacional teve apenas 8.400 pagantes.

O torneio se encerraria de forma melancólica. Na penúltima rodada, o Cruzeiro foi a Salvador enfrentar o Bahia e foi melhor em campo, mas o árbitro Paulo César Bandeira, de forma tendenciosa, tirou a vitória estrelada ao inventar dois pênaltis para os baianos no último minuto de jogo. O primeiro foi convertido no gol de empate, mas o último não foi cobrado. O time cruzeirense, orientado pelo treinador Oswaldo Brandão, se colocou na linha do gol. O barraco resultou na expulsão de 8 atletas estrelados e o jogo foi encerrado.

Era o reflexo do clima no futebol brasileiro no início daquela década, após a descoberta da "Máfia da Loteria Esportiva". Durante a disputa do "Barrados no Baile", a Policia Federal ainda colhia depoimentos de empresários, dirigentes e atletas envolvidos no esquema de manipulação de resultados dos jogos. A investigação já se arrastava por dois anos e despertava o descrédito dos torcedores, quanto à prisão dos investigados.


Dois jogos do Torneio não foram disputados por falta de interesse das equipes: Palmeiras e Santa Cruz e Palmeiras e Cruzeiro. O título ficou com o Internacional e o Cruzeiro terminou a disputa na 4ª colocação com um jogo a menos. Sem taça, sem importância, sem nada, o torneio é lembrado como um dos maiores fiascos do futebol brasileiro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Torneios Malucos (1) - O Extra de 1935

Carlos Henrique

Em homenagem ao retorno da Sul Minas, darei início a uma série de textos sobre outros campeonatos malucos que o Cruzeiro participou. Começo pelo Campeonato da Cidade Extra de 1935 que, como a Sul Minas de 2016, teve tudo pra dar errado e contou com um critério inédito de eliminação.

Após a disputa do Campeonato da Cidade de 1935, que teve o Villa Nova como campeão, os clubes profissionais resolveram organizar um torneio com os times da divisão amadora, que levou o nome de “Campeonato da Cidade Extra”.  Teve 10 participantes: America, Lourdes, Cruzeiro, Fluminense, Carlos Prates, Graphica, Renascença, Tupynambas, Commercial e Forluminas.  A fórmula seria de turno único e o campeão definido pelo menor número de pontos perdidos. A equipe que sofresse três derrotas consecutivas ou alternadas seria desclassificada.

O Extra começou em 8 de setembro. O Fluminense, do bairro da Lagoinha, fora a primeira vítima do critério de eliminação ao sofrer três derrotas seguidas para o time de Lourdes, Carlos Prates e Tupynambas e foi desclassificado. Forluminas, Carlos Prates e Commercial, com duas derrotas cada, correram risco.

O Cruzeiro estreou no dia 29 de setembro, com uma goleada (5 a 0) sobre o Graphica, que era o time da Imprensa Oficial. Nesta data, o Renascença, que era o time da fábrica de tecidos do bairro, comunicou a saída do torneio.

O Cruzeiro voltaria a jogar no Extra, em 27 de outubro, na derrota (1 a 2) para o time de Lourdes. No dia 10 de novembro, derrotou o America (2 a 1). Em 22 de dezembro, goleou o Carlos Prates (8 a 2).

No dia 16 de novembro, a Associação Mineira de Futebol, deu uma pausa no Extra para os preparativos da Seleção Mineira, que disputaria o Campeonato Brasileiro de Seleções. A disputa retornou, em 22 de dezembro, mas apenas uma rodada foi disputada.


Como já era de se esperar, o Torneio que não representava nada, não despertou interesse do público e foi um fracasso de rendas. Em 27 de janeiro de 1936, a AMF comunicou a extinção do torneio, que teve apenas 14 jogos. Foi assim considerado inexistente e suas partidas transformadas em  amistosos. 

sábado, 22 de agosto de 2015

Algumas curiosidades do classico Cruzeiro e Corinthians

Carlos Henrique

Trocando os pés pelas mãos
os jogadores corinthianos cometeram dois pênaltis na derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, em 2 de novembro de 2005, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. O árbitro Wagner Tardelli assinalou duas penalidades, após jogadores corinthianos tocaram a mão na bola dentro da área.

9 segundos
foi o tempo do gol mais rápido marcado no confronto. O autor do feito foi o atacante Marcelo Ramos, em 27 de agosto de 1995, no Mineirão. O Cruzeiro venceu o jogo por 2 a 0 com mais outro gol de Marcelo, aos 36 minutos.

87.619
torcedores pagantes é o maior público do confronto. O jogo que terminou em 2 a 2, no Mineirão, em 13 de dezembro de 1998, foi o primeiro da decisão do Campeonato Brasileiro.

O volante Fabrício
abandonou o campo no confronto entre as equipes, pelo returno, do Campeonato Brasileiro, em 13 de novembro de 2010, no Pacaembu. O jogador tomou a atitude após a marcação de um pênalti inexistente que originou o gol da vitória corinthiana por 1 a 0, nos minutos finais do jogo.

1 a 1
foi o placar que mais se repetiu neste confronto tendo ocorrido 12 vezes.

Na mesma moeda
o Cruzeiro deu troco na goleada por 3 a 0 sofrida, no turno, do Campeonato Brasileiro, em 20 de maio de 2007. No encontro entre as equipes, pelo returno, no Pacaembu, em 25 de agosto de 2007, o Cruzeiro goleou o alvinegro paulista por 3 a 0.

Uma bolada no rosto
tirou o atacante Tostão da partida contra o Corinthians, em 24 de setembro de 1969, no Pacaembu, pela 1ª fase do Campeonato Brasileiro. O lance que aconteceu aos 55 minutos provocou um deslocamento da retina do olho esquerdo do jogador. A gravidade da lesão deixou Tostão fora da equipe até o restante da temporada e, por pouco, não comprometeu a sua convocação para a Copa do Mundo de 1970.

O Corinthians foi derrotado pelo Cruzeiro
na maioria das campanhas em que conquistou o Campeonato Brasileiro, ou seja, em 1990, 1998, 2005 e 2011. Apenas em 1999, quando conquistou o seu terceiro título, o Corinthians não foi derrotado pelo Cruzeiro.

O Cruzeiro não venceu o Corinthians
na campanha do título do Campeonato Brasileiro de 2014. Foram duas derrotas por 1 a 0 em ambos os turnos. Em 2003 e 2013, o alvinegro não venceu o Cruzeiro nos quatro confrontos disputados.

O zagueiro João Carlos
decidiu dois confrontos com gols de cabeça, no Mineirão. O primeiro, pela 1ª fase, do Campeonato Brasileiro, em 18 de outubro de 1997, e o outro, também pela 1ª fase, em 10 de outubro de 2001. Ambos terminaram com a vitória cruzeirense por 1 a 0. O zagueiro também atuou pelo Corinthians entre 1999 e 2001.

Neto é o artilheiro
em um só jogo na história do confronto. O meia marcou os três gols da vitória paulista por 3 a 1, em 22 de março de 1991, no Pacaembu, pela Copa do Brasil. Nesta partida o camisa 10 marcou dois gols de falta. Era o terceiro em cobrança de falta que ele marcava sobre o Cruzeiro na temporada. O primeiro havia sido no empate em 1 a 1, em 24 de fevereiro, pela 1ª fase, do Campeonato Brasileiro.

O primeiro exame anti-doping
do Cruzeiro foi realizado no confronto contra o Corinthians, em 20 de setembro de 1972, pelo Campeonato Brasileiro. A medida foi tomada naquele ano pela Confederação Brasileira do Desporto-CBD em que uma partida da rodada era escolhida para os exames. O lateral direto Lauro e atacante Lima foram os jogadores cruzeirenses escolhidos para o exame, enquanto o Corinthians teve três jogadores selecionados por ter sido o vencedor do jogo.

Nos estádios de todos os rivais paulistas
o Corinthians enfrentou o Cruzeiro nos confrontos em São Paulo. As equipes já se enfrentaram no Palestra Itália, do Palmeiras, em 1970, no Canindé, da Portuguesa, em 2014 e, no Morumbi, do São Paulo, em 1978, 1989 e 1998.

Dois recordes do Campeonato Brasileiro

foram estabelecidos pelo Cruzeiro na vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, no Pacaembu, em 24 de setembro de 2003. O time estrelado passou a ser o time que mais somou pontos e que mais marcou gols na história dos Campeonatos Brasileiros. Ao alcançar 64 pontos na tabela de classificação, o Cruzeiro superou os 62 pontos do Palmeiras, no Brasileiro de 1973. O time estrelado também chegou aos 70 gols e ultrapassou a marca de 69 marcados pelo Vasco no Brasileiro de 1997.

A volta sem sentido da Copa Sul Minas

 Carlos Henrique

Quem vence o campeonato brasileiro recebe o título de campeão brasileiro
Quem vence a Libertadores recebe o título de campeão sulamericano
Quem vence o Mundial recebe o título de campeão mundial
E quem vence a Sul a Minas recebe que título ?

Quem vence o Campeonato Brasileiro vai disputar a Libertadores.
Quem vence a Libertadores vai disputar o Mundial
E quem vence o Mundial chegou ao topo da temporada
Quem vence a Sul Minas vai disputar a Copa dos Campeões, mas peraí ... a Copa dos Campeões acabou! E quem vencia a Copa dos Campeões disputava a Libertadores, né! 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

As conquistas cruzeirenses do mês de agosto

Por Carlos Henrique

O mês de agosto marca alguns fatos históricos na vida do Cruzeiro. Foi neste período do calendário que o time estrelado conquistou quatro títulos, sendo o da Libertadores de 1997, o mais importante. Confira:

CAMPEÃO MINEIRO DE 1987

2/8/1987 - Cruzeiro 2 x 0 Lourdes - Mineirão - Decisão do Campeonato Mineiro
Após empate sem gols no primeiro jogo da decisão, em 29 de julho, o Cruzeiro derrotou o time de Lourdes, por 2 a 0, no segundo jogo da final, em 2 de agosto, e conquistou o título do Campeonato Mineiro de 1987. Foi um jogo bastante tumultuado, que contou com seis interrupções no segundo tempo e definido nos descontos dados pelo árbitro.

O primeiro tempo foi apático, mas após o lateral esquerdo João Luiz fraturar a perna do atacante Vanderlei, nos minutos finais do primeiro tempo, os ânimos ficaram acirrados. Logo no primeiro minuto da etapa final, o meia Careca abriu o placar num chute de fora da área. Após o gol, o jogo teve várias interrupções por conta de brigas entre os jogadores.  O árbitro expulsou dois atletas de cada lado. O ponteiro Robson ampliou o placar para 2 a 0, aos 6 minutos de descontos, que confirmou a vitória e o título.

O Estadual daquele ano teve 16 participantes e foi disputado em dois turnos distintos. O Cruzeiro sagrou-se campeão do primeiro e o time de lourdes do segundo turno e, por isso, decidiram o título em duas partidas.

TRICAMPEÃO DA CIDADE DE 1930

10/8/1930 - Cruzeiro 8 x 0 Sete - Barro Preto - Returno do Campeonato da Cidade
O Cruzeiro garantiu o tricampeonato da cidade na 12ª rodada, após golear o Sete de Setembro por 8 a 0, no Barro Preto. Os gols foram marcados por Ninão (4), Carazo (3) e Armandinho.

O time de Lourdes, mimizento desde aquela época, abandonou a disputa na 11ª rodada, quando ainda tinha quatro jogos a cumprir. Justificou que não concordava com a suspensão imposta a um de seus atletas. Assim, não compareceu ao clássico contra o América. O curioso é que o Cruzeiro havia perdido o seu principal jogador, o atacante Ninão, que foi suspenso por 6 partidas, ainda no turno, mas mesmo assim não desistiu da disputa.

Com a desistência do time de Lourdes, que estava a quatro pontos do Cruzeiro na tabela, o America assumiu a vice-liderança isolada. Mas com a vitória do Cruzeiro sobre o Sete, o alviverde não pode mais alcançar a pontuação do time estrelado.

O Campeonato de BH contou também com as participações de Guarany, Palmeiras, Sport Calafate e Villa Nova. Foi disputado no sistema de pontos corridos em turno e returno. O Cruzeiro conquistou o titulo de forma invicta e com 100% de aproveitamento.



CAMPEÃO SULAMERICANO DE 1997

13/8/1997 - Cruzeiro 1 x 0 Sporting Cristal - Mineirão - Decisão da Libertadores
Com um chute de fora da área do meia Elivelton, aos 75 minutos de jogo, o Cruzeiro derrotou os peruanos do Sporting Cristal por 1 a 0, em 13 de agosto de 1997, e levantou o segundo titulo sulamericano de sua história. A conquista foi no Mineirão diante de quase 100 mil cruzeirenses no estádio. O primeiro jogo das finais, havia sido disputado, em Lima, no Peru, em 6 de agosto, e terminou empatado sem gols.

A Libertadores de 1997 seguia um formato diferente do atual e era mais enxuta. Foi disputada por clubes de 10 países, sendo dois de cada, mais o campeão do ano anterior que entrava na disputa a partir das oitavas de final.

O título cruzeirense foi o resultado da maior reação de uma equipe em toda a história do sulmericano. O time estrelado teve um começo desastroso com três derrotas consecutivas que o deixou na lanterna de seu grupo. Ainda assim, superou a má fase e as previsões desfavoráveis e, após três vitórias consecutivas, obteve a classificação para as oitavas. Para chegar à decisão ainda passou de forma dramática por El Nacional e Colo Colo, somente na disputa de tiros livres, que consagrou o goleirão Dida.

BICAMPEÃO MINEIRO DE 1973

19/8/1973 - Cruzeiro 1 x 0 Lourdes - Mineirão - Fase Final do Campeonato Mineiro
Com um gol marcado pelo meia Dirceu Lopes, aos 6 minutos, o Cruzeiro derrotou o time de Lourdes e levantou o bicampeonato mineiro de 1973, no Mineirão, em 19 de agosto de 1973. O título foi conquistado na rodada dupla mais emocionante da história do Estadal e do Mineirão.

Antes da rodada derradeira, a tabela de classificação apontava o Cruzeiro na liderança isolada com 6 pontos, mais America e Uberaba dividindo a vice-liderança, com 5 pontos. O time de lourdes, com 4 pontos, já havia confirmado a sua condição de 4ª força do futebol de Minas. Na preliminar o alviverde venceu o time do triângulo por 1 a 0 e contava com um resultado negativo do time estrelado, que acabou não acontecendo.

O Campeonato Mineiro ainda teve as participações de Atletico Tricordiano, Caldense, Nacional (Muriaé), Nacional (Uberaba), União Tijucana (Ituiutaba), Uberaba, Uberlândia, Valerio e Villa Nova. Foi disputado em três fases, sendo a última pelos dois melhores colocados de cada grupo da 2ª fase.

domingo, 16 de agosto de 2015

O meteoro Apodí

Por Carlos Henrique

O nome da última rodada do turno do Campeonato Brasileiro foi o lateral direito Apodí. O defensor da Chapecoense foi o autor do gol mais bonito da rodada e que deu a vitória aos catarinenses, por 2 a 1, sobre o time de Lourdes, na Arena Condá. Muitos não se lembram, mas o jogador foi lançado pelo Cruzeiro, onde teve uma rápida passagem em 2008. Curiosamente, ele foi um dos investimentos mais altos do clube na década passada.

O lateral que carrega o nome de sua cidade natal, no Rio Grande do Norte, chama-se Luiz Diallisson de Souza Alves. Ele nasceu em 13 de dezembro de 1986 e foi apresentado como jogador do Cruzeiro, em 29 de setembro de 2007, pelo diretor de futebol Eduardo Maluf. O Cruzeiro desembolsou R$ 900 mil junto ao Vitória, pela metade dos seus direitos econômicos.

Chegou com a moral em alta na Toca da Raposa, após ter sido eleito o melhor em sua posição no Brasileirão da Série B. Sua maior característica era a velocidade, mas desperdiçava as jogadas que ganhava na corrida contra os marcadores adversários com os cruzamentos defeituosos e passes errados. Com isso a sua passagem acabou sendo meteórica pelo clube. Após ter participado de 19 partidas e marcado um gol foi trocado pelo lateral esquerdo, Carlinhos, do Santos. Após sair do time da Vila Belmiro, ainda rodou por São Caetano-SP, Vitória, Bahia, Guarani-SP, Tokyo Verdy (Japão) e Ceará, até o encerramento do seu vínculo em dezembro de 2012.

Em dezembro de 2009, o presidente Zezé Perrella ainda tentou recuperar o prejuízo com a contratação do jogador. Chegou a negociá-lo para um grupo de investidores espanhóis por US$ 1 milhão (R$ 1,7 milhão no período). No entanto, os empresários pagaram ao Cruzeiro US$ 100 mil (R$ 175 mil no período) para terem prioridade na compra do jogador, mas desistiram do negócio.



Todos os jogos de Apodí com a camisa do Cruzeiro
*27/1/2008 - 4 x 0 Uberaba - Campeonato Mineiro - Mineirão
10/2/2008 - 3 x 0 Democrata-SL - Campeonato Mineiro - Mineirão
*13/2/2008 - 3 x 0 Real Potosí (BOL) - Taça Libertadores - Mineirão
16/2/2008 - 3 x 2 Guarani - Campeonato Mineiro - Farião
24/2/2008 - 3 x 2 Villa Nova - Campeonato Mineiro - Mineirão
1/3/2008 - 2 x 1 Social - Campeonato Mineiro - Lamegão
13/3/2008 - 0 x 1 Rio Branco - Campeonato Mineiro - Mineirão
18/3/2008 - 1 x 1 Caracas (VEN) - Taça Libertadores - Olímpico
22/3/2008 - 2 x 1 Democrata-GV - Campeonato Mineiro - Mamudão (1)
27/3/2008 - 1 x 1 Boa - Campeonato Mineiro - Fazendinha
*30/3/2008 - 2 x 0 Ipatinga - Campeonato Mineiro - Mineirão
3/4/2008 - 3 x 1 San Lorenzo (ARG) - Taça Libertadores - Lamegão
6/4/2008 - 2 x 1 Tupi - Campeonato Mineiro - Municipal
*12/4/2008 - 4 x 4 Boa - Campeonato Mineiro - Mineirão
*7/5/2008 - 1 x 2 Boca Juniors (ARG) - Taça Libertadores - Mineirão
*17/5/2008 - 1 x 0 Botafogo - Campeonato Brasileiro - Mineirão
Obs: em asterisco antes da data, os jogos que o atacante começou como reserva; o número de gols que marcou está entre parêntesis, após o local da partida


sábado, 15 de agosto de 2015

Piá é manchete policial novamente


Por Carlos Henrique

O meiocampista Piá, que atuou com a camisa do Cruzeiro em 1995, virou manchete policial, novamente. Ontem, o ex-jogador foi preso no interior de S. Paulo ao ser flagrado roubando caixas eletrônicos em agências bancárias. O jogador foi uma das primeiras contratações do presidente Zezé Perrella, em sua primeira gestão como mandatário cruzeirense.

Piá, que se chama Reginaldo Revelino Jandoso, é paranaense de Cornélio Procópio e nasceu em 28 de novembro de 1973. Indicado pelo treinador Carlos Alberto Silva, o meiocampista foi apresentado na Toca da Raposa em 7 de abril de 1995. Ele estava atuando pelo Operário de Várzea Grande-MT, mas seu vínculo era com o Internacional de Limeira-SP, que o emprestou ao Cruzeiro, até dezembro de 1995 por R$ 30 mil. Sua estreia foi na derrota por 2 a 1, para o Democrata, no Mineirão. Ele entrou no decorrer da partida na vaga de Missinho. Marcou apenas um gol com a camisa estrelada no empate em 2 a 2 com o Guarani, em Divinópolis. Foi o gol de empate.

Em sua curta passagem, Piá foi titular em seis partidas pelo Estadual e formou o meiocampo com Belletti, Pingo e Luiz Fernando Gomes. Devido a má campanha do time, Carlos Alberto Silva deixou o clube e Ênio Andrade retornou ao comando técnico. Com o novo treinador e o retorno de Ademir ao time, Piá foi para a reserva. Rescindiu contrato e retornou a Inter de Limeira, em 15 de agosto de 1995.

Todos os jogos de Piá pelo Cruzeiro
16/04/1995 - 1 x 2 Democrata, de Valadares - Mineirão - Campeonato Mineiro
19/04/1995 - 2 x 2 Guarani, de Divinópolis - em Divinópolis - amistoso
01/05/1995 - 1 x 0 Valerio - Independência - Campeonato Mineiro
05/05/1995 - 1 x 1 Uberlândia - Mineirão - Campeonato Mineiro
14/05/1995 - 1 x 1 America - Mineirão - Campeonato Mineiro
20/05/1995 - 0 x 0 Mamoré - Mineirão - Campeonato Mineiro
24/05/1995 - 2 x 2 Caldense - Poços de Caldas - Campeonato Mineiro



Ex-jogador do Corinthians, Santos e Ponte, Piá é preso em Bauru

Junto com comparsa, ele foi preso ‘pescando’ depósitos de caixas eletrônicos na cidade

Por Thiago Vendrami

Piá, ex-jogador do Corinthians, Santos e Ponte Preta, foi preso em flagrante “pescando” envelopes depositados em um caixa eletrônico no interior de agência bancária na Vila Falcão, em Bauru, na noite dessa sexta-feira (14). Um pouco antes, segundo a PM, ele havia cometido o mesmo crime no Bela Vista. Outro homem também foi preso.

A polícia recebeu a informação, por volta das 21h, de que o alarme de uma agência na esquina das ruas Carlos Marques com Padre Anchieta, no Bela Vista, estava disparado. Lá, encontraram indícios do uso de instrumentos para “pescar” envelopes de depósitos, o popular “chupa-cabra”.

Poucos minutos depois, disparou o alarme de uma agência na quadra 8 da Rua dos Andradas, Vila Falcão. Lá, policiais da Força Tática flagraram Piá, Reginaldo Revelino Jandoso e seu comparsa, Humberto de Oliveira Leite, ambos de 41 anos, resgatando os envelopes.

Com a dupla, foram encontrados os envelopes, ferramentas e peças utilizadas para “pesca” com um elástico. Até o final da noite dessa sexta-feira (14) não havia informação do valor furtado. A ocorrência estava sendo apresentada na Polícia Civil de Bauru.

Mais crimes

Conforme o JC apurou, é a terceira vez que Piá se envolve no mesmo tipo de crime. Em abril deste ano, ele foi flagrado e preso pela PM em um banco de Americana. No ano passado, agiu em Campinas.

Os problemas do ex-jogador com a polícia não são de hoje. Ele tem passagens por porte de drogas e de arma. Foi  também julgado como coautor de um homicídio ocorrido em Limeira em 1999. Piá, contudo, foi absolvido.


O ex-meia abandonou os campos em 2011 e depois trabalhou como auxiliar técnico. Chegou a disputar fases eliminatórias dos principais campeonatos nacionais. Além de Corinthians e Santos, jogou pela Ponte Preta (onde viveu sua melhor fase) e outros clubes de renome, como Portuguesa, Santa Cruz, Coritiba,  Bragantino, entre outros.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O carrasco Leonardo

Por Carlos Henrique

Em julho de 2001, o Cruzeiro acertou a contratação do artilheiro, que havia entrado para a história do Mineirão: o atacante Leonardo. Ele havia marcado cinco gols na goleada do Sport Recife, por 6 a 0, sobre o time de lourdes, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2000. Custou R$ 1,5 milhão aos cofres do barro preto. Um valor alto para o período. Apesar do alto investimento e do feito que carregava em seu currículo, sua chegada ao clube foi ofuscada com o anúncio de outros três reforços de peso: o atacante Edmundo, o volante colombiano Rincón e o meia Alex. Com a chegada destes três jogadores, o Cruzeiro ganhou até a condição de favorito ao título.

No entanto, em campo o time não mostrou aquilo que representava no currículo de seus atletas. Realizou uma péssima campanha e encerrou a disputa na 21ª colocação. O recordista Leonardo tornou-se um dos atacantes de pior aproveitamento da história do clube em Campeonatos Brasileiros. Foram minguados 5 gols em 19 jogos disputados. Uma ridícula média de 0,2 gols por jogo. Passou 16 partidas em branco, dentre elas, o clássico contra o time de lourdes. O carrasco das lourdinhas foi, definitivamente, um foguete molhado.

Mas o jogador era mesmo um predestinado a entrar para as estatísticas. Apesar da temporada pífia, o atacante ainda deixaria o seu nome registrado, como o maior artilheiro em um só jogo nos confrontos contra o Internacional. Leonardo foi o único jogador a marcar três gols neste clássico. Seu feito foi na última rodada, no Mineirão, em 2 de dezembro de 2001. O Cruzeiro, já eliminado, entrou em campo para cumprir tabela, enquanto o colorado dependia da vitória para sonhar com a vaga para as quartas de final. Leonardo dissipou de vez as esperanças da gauchada ao marcar os três gols da vitória por 4 a 2, no primeiro tempo. E foi só. No ano seguinte foi envolvido numa negociação com mais outros dois jogadores na troca pelo volante Claudinei, do america.

Jogos e Gols de Leonardo Pereira Silva (Picos, PI, 13/06/1974) pelo Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 2001:
1/8/2001 - 0 x 1 Paraná - Vila Capanema
*5/8/2001 - 1 x 2 - Atlético-PR - Independência
8/8/2001 - 0 x 0 Ponte Preta - Independência
*15/8/2001 - 0 x 3 América - Ipatinga
19/8/2001 - 2 x 3 Coritiba - Couto Pereira
26/8/2001 - 1 x 0 Sport Recife - Ilha do Retiro
30/8/2001 - 1 x 1 Bahia - Independência (1)
8/9/2001 - 4 x 1 Santa Cruz - Mineirão (1)
15/9/2001 - 0 x 2 Guarani - Campinas
19/9/2001 - 1 x 2 Goiás - Mineirão
22/9/2001 - 1 x 1 Gama - Mané Garrincha
*6/10/2001 - 2 x 2 Lourdes - Mineirão
21/10/2001 - 1 x 0 Fluminense - Mineirão
28/10/2001 - 0 x 3 Botafogo - Taguatinga
*4/11/2001 - 1 x 0 São Caetano - Mineirão
11/11/2001 - 2 x 4 Santos - Vila Belmiro
*15/11/2001 - 3 x 1 Portuguesa - Canindé
25/11/2001 - 1 x 2 Palmeiras - Palmeiras
4/12/2001 - 4 x 2 Internacional - Mineirão (3)

Obs: em asterisco antes da data, os jogos que o atacante começou como reserva; o número de gols que marcou está entre parêntesis, após o local da partida.

Despedida do Independência

Por Carlos Henrique

Há 50 anos, no dia 14 de agosto de 1965, o Cruzeiro disputou sua última partida no estádio Independência, antes da inauguração do Mineirão, que se tornaria o seu mando de campo dali pra frente. O jogo foi contra o América, pela 6ª rodada do turno, do Campeonato Mineiro. Vitória cruzeirense por 2 a 1 com gols de Wilson Almeida e Dirceu Lopes contra um de Jair Bala. O Cruzeiro teve o zagueiro Vavá expulso.

A vitória estrelada no clássico pôs fim a invencibilidade e a sequência de cinco vitórias do alviverde no Estadual. O Cruzeiro passou a dividir a terceira colocação com o time de Lourdes, que foi derrotado pelo Siderúrgica, de Sabará, por 3 a 1. Os sabarenses, que buscavam o bicampeonato, passaram a dividir a liderança com o america.

A tabela de classificação do Campeonato Mineiro de 1965 ficou assim, após o desfecho da 6ª rodada:
1º america e Siderúrgica 10 pts
3º Lourdes e Cruzeiro 9 pts
5º Valerio 7 pts
6º Democrata-SL e Uberaba 7 pts
8º Villa Nova 4 pts
9º Nacional-Ubr, Renascença e Uberlândia 3 pts
12º Guarani-Div 2 pts.
Obs: ainda não existiam os critérios de desempate. Eram computados dois pontos por vitória e um por empate. O Campeonato estadual seguia o sistema dos pontos corridos. O sistema de tabela dirigida transferia o mando de campo dos confrontos entre adversários que somavam o maior número de pontos na rodada para o estádio de maior capacidade do estado, o Independência.

O Cruzeiro só retornaria a disputar partidas oficiais, no Independência, 21 anos depois, após uma reforma feita no estádio. Foi contra o Villa Nova, em 26 de março de 1986, pelo 2º turno, do Estadual, que terminou empatado em 1 a 1.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A volta a Joinville, após 13 anos

O primeiro jogo. Ficha técnica:
CRUZEIRO 2 x 1 JOINVILLE
08/03/1980 - Campeonato Brasileiro - Mineirão
Ingressos: 13.012 (Cr$ 789.910,)
Arbitragem: Wilson Carlos dos Santos/RJ (Osmar Camilo/MG e Valdemar Firme/MG)
Gols: Wagner (falta) 10’ (0-1), Eli Carlos 41’ (1-1), Eli Carlos 74’ (2-1)
Cruzeiro: Luiz Antônio, Nelinho, Zezinho Figueroa, Bianque, Luiz Cosme, Nélio (Mundinho), Alexandre (Erivelto), Eli Carlos, Eduardo, Tião, Joãozinho. T: Ílton Chaves
Joinville: Raul Bosse, Clóvis, Wagner, Jorge Carraro, Ladinho, Jorge Luiz, Lico, Valdo, Britinho (Mateus), Zé Carlos Paulista, Ademir (Edilson). T: Velha

Uma visita de jupiterianos
havia sido anunciada por um lunático na mesma data do primeiro jogo entre Cruzeiro e Joinville. Mas os extraterrestres deram bolo e frustraram uma multidão de curiosos e jornalistas que foram até uma fazenda em Casimiro de Abreu, no interior do Rio, dar boas vindas aos discos voadores.

2 gols
de Eli Carlos decretaram a virada cruzeirense no primeiro jogo entre as equipes.

Marcelo Ramos
tornou-se o outro artilheiro, que também marcaria duas vezes num mesmo confronto. Foi na vitória por 4 a 0, pela Copa Sul Minas, em 7 de fevereiro de 2001, no Independência.

0 4 a 0 no Horto
pela Copa Sul Minas foi a maior goleada do confronto.

O goleiro Bosco
ainda defendeu um pênalti cobrado por Perdigão, aos 23 minutos, evitando que os catarinenses abrissem o placar, no Independência.

13 anos
é o período que o Cruzeiro ficou sem jogar em Joinville. A última vez foi na vitória por 2 a 1, pela Copa Sul Minas, em 30 de janeiro de 2002.

O meia Vander
abriu o placar, aos 14 minutos. Foi o primeiro gol dele com a camisa do Cruzeiro. Vander havia sido contratado como um dos reforços para a temporada de 2002,

Foi a única vitória
do Cruzeiro sobre o Joinville nas três partidas que disputaram na cidade catarinense. Os outros dois jogos terminaram empatados (1 a 1, em 1/2/1987 e 0 a 0, em 31/1/2001)

No mesmo dia
terminou o sequestro do empresário hoteleiro Roberto Benito Júnior, após quatro meses confinado num cativeiro. Entre 2000 e 2002 uma onda de sequestros atingiu o estado de s. paulo. Foram registrados 563 casos no período.

Mata-mata no Brasileirão
Os confrontos mais importantes foram pelas oitavas de final do Brasileirão de 1986, que foi disputada no ano seguinte. Ambas as partidas terminaram empatadas em 1 a 1 e os resultados classificaram o Cruzeiro, que havia somado mais pontos nas duas fases anteriores. O primeiro confronto foi em Joinville, em 1 de fevereiro de 1987. Hamilton abriu o placar para o Cruzeiro, aos 60 minutos, e Alfinete empatou, aos 71. O segundo jogo foi no Mineirão, em 5 de fevereiro de 1987. Hamilton, novamente, abriu o placar aos 20 minutos e os catarinenses empataram com Paulo Egídio, aos 78.

Maior Público pagante
foi registrado na segunda partida pelas oitavas de final do Brasileirão de 1986, no Mineirão. Segundo o borderô da ADEMG foi registrado o público de 53.303 torcedores pagantes.

Enquanto o Cruzeiro comemorava a classificação

após a segunda partida do mata-mata, a Associated Press divulgava uma pesquisa revelando que três em cada 10 americanos possuíam armas de fogo e que pouco mais da metade deles confiava no desempenho da polícia.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Wallyson


Por Henrique Ribeiro

O atacante Wallyson foi um dos jogadores de trajetória rápida, porém marcante com a camisa do Cruzeiro. Chegou ao Cruzeiro no returno do Campeonato Brasileiro de 2010, após ter o seu passe adquirido por um grupo de empresários. Wallyson era visto como uma promessa no futebol brasileiro, após se destacar no ABC de Natal, onde saiu como ídolo ainda garoto, e na Copa BH de Juniores, quando atuou pelo time sub-20 do Atlético Paranaense.

Em sua primeira temporada com a camisa estrelada foi lançado nos minutos finais das partidas pelo Campeonato Brasileiro, durante a campanha do vice-campeonato de 2010. Marcou o gol da vitória sobre o Palmeiras na última rodada, que poderia ter dado o título ao time estrelado, caso o Fluminense não tivesse vencido o Goiás. Assim demonstrou que estava predestinado aos gols importantes.

Wallyson é um atacante habilidoso que costuma jogar pelos lados do campo. Se destaca pela velocidade e pelo arremate preciso a gol. Ganhou a condição de titular na temporada de 2011 e sagrou-se o artilheiro da Libertadores com 7 gols. Na única decisão do Campeonato Mineiro contra o rival o Atlético disputada no interior, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, Wallyson marcou o gol do título, na vitória por 2 a 0, e entrou para a história do clube e do futebol mineiro.

Sua passagem pelo Cruzeiro foi abreviada, devido a uma grave contusão que sofreu numa partida contra  o Internacional, no Beira-Rio, pela 15a rodada do Campeonato Brasileiro. Num lance isolado fraturou o tornozelo esquerdo, que o deixou sete meses afastado dos gramados. Apesar de jovem não teve uma recuperação rápida como se esperava e voltou a sofrer novas contusões em 2012. No final da temporada a direção cruzeirense não renovou seu contrato e o jogador foi liberado.

Wallyson Ricardo Maciel Monteiro, nasceu em Macaíba-RN, em 17 de outubro de 1988. Ao todo disputou 88 partidas com a camisa cruzeirense e marcou 27 gols. Sagrou-se campeão mineiro de 2011.

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ronaldo


Por Henrique Ribeiro

O presidente Felício Brandi prometia contratações de impacto para a disputa da Taça Libertadores de 1976 e uma lista de nomes de jogadores em destaque no futebol brasileiro e do exterior chegou a ser divulgada pela diretoria estrelada. No entanto, no dia 23 de fevereiro, o dirigente cruzeirense surpreendeu e anunciou o atacante Ronaldo, de 27 anos, como um dos reforços do time estrelado. Ele havia recebido a liberação do Palmeiras, onde havia construído sua história com os títulos brasileiros de 1972 e 1973.

Ronaldo era um jogador polivalente e atuava em todas as posições do ataque e a sua carreira foi marcada pelos gols decisivos.  Mais do que isso ele era primo do craque Tostão. Ambos haviam começado a carreira juntos, no infantil do Cruzeiro em 1962, mas Ronaldo se transferiu para o rival Atlético dois anos depois. No alvinegro foi campeão brasileiro de 1971.

Por causa do erro de uma funcionária da Confederação Brasileira do Desporto-CBD, Ronaldo não foi inscrito na primeira fase da Libertadores e só entrou na disputa a partir da segunda fase. O jogador foi extremamente importante na reta final da Libertadores e foi dele o passe para o gol de Eduardo, o segundo da vitória por 3 a 2 sobre o River Plate, na decisão do título. Foi ele também quem iniciou a briga com os jogadores argentinos, após o terceiro gol marcado por Joãozinho, para esfriar o ânimo do adversário e provocar a expulsão de um de seus jogadores.

Ronaldo Gonçalves Drummond nasceu em Belo Horizonte, no dia 2 de agosto de 1948. O atacante disputou 33 jogos e marcou 9 gols com a camisa cruzeirense. Foi campeão mineiro de 1975 (fase final disputada em 1976) e da Libertadores de 1976. Encerrou a carreira no time estrelado, em 1979, aos 31 anos.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A tri-artilharia de Ninão repleta de recordes históricos


Por Henrique Ribeiro

O atacante Ninão, que atuou na era Palestra do Cruzeiro, foi o primeiro tri-artilheiro de um campeonato regional em Minas. Entre 1928 e 1930 ele liderou o quadro de artilheiros com as impressionantes médias de 2,5 a 3 gols por jogo. Apenas Tostão, também do Cruzeiro, conseguiu a igualar a façanha de Ninão ao se tornar três vezes artilheiro consecutivamente de um campeonato. No entanto as outras marcas estabelecidas por Ninão são imbatíveis até os dias atuais.

O "tanque", como era chamado, por causa do estilo rompedor, começou a escrever o seu nome na história no Campeonato da Cidade de 1928. Ele encerrou a disputa com 43 gols marcados e tornou-se o maior artilheiro da história do campeonato. Como participou de 14 partidas, o atacante estabeleceu uma média de 3 gols por jogo. Uma marca inimaginável nos dias atuais.

O número de gols e a média ainda poderiam ter sido maiores se as partidas contra o Palmeiras, pelo turno, e contra o Guarany, pelo returno, tivessem acontecido. É que ambos os adversários comunicaram a Liga Mineira a entrega dos pontos dias antes dos jogos. E ainda teve a partida de estreia contra o Syrio, que o Cruzeiro goleou por 8 a 2, no Barro Preto. Neste jogo Ninão marcou três gols. No entanto, o time da colônia palestina da capital, desistiu de disputar o returno e saiu do Campeonato. Assim, seus jogos foram anulados e transformados em amistosos.

Ninão ainda deixaria outra marca exclusiva naquele campeonato. Ele marcou 10 gols na goleada de 14 a 0 sobre o Alves Nogueira, de Sabará, e tornou-se o maior artilheiro em uma só partida na história do futebol mineiro.

No ano seguinte, em 1929, Ninão repetiu a artilharia do Campeonato da Cidade. Marcou 33 gols em 13 jogos que participou e, novamente, estabeleceu uma alta média de 2,5 gols por partida.

Mais uma vez, o número de gols e a média só não foram maiores porque uma das partidas contra o Sport Calafate não aconteceu, porque o rubro negro do Prado desistiu de disputar o confronto pelo returno. Além, é claro, de uma disputa nos tribunais, pela vaga do acesso entre Palmeiras e Santa Cruz, que forçaram a decisão da Liga Mineira de colocá-los na disputa apenas no returno. Assim, o Cruzeiro só os enfrentou nesta fase do Campeonato.

No entanto, Ninão não deixaria por menos e estabeleceu uma façanha espetacular no Campeonato de 1929. Ele marcou gols em todos os jogos que participou!

Em 1930, o tanque palestrino concluiria a sua tri-artilharia. Ele tornou-se líder do quadro de goleadores do Campeonato da Cidade ao marcar 18 vezes em 7 partidas que participou. Uma média de 2,5 gols por jogo.

Aquele ano marcou a estreia do código de futebol que prometia acabar com a indisciplina dos jogadores nos gramados. Ninão foi a primeira vítima do novo documento. Na partida contra o Atlético, pelo turno, ele dirigiu ofensas ao árbitro que foram relatadas em súmula pelo delegado do jogo. O tanque recebeu a punição mais severa da temporada: suspensão de seis jogos.

Assim, o tanque ficou impedido de marcar seus gols nos jogos do turno contra o Guarany, America e Sete, e do returno, contra o Palmeiras, Sport Calafate e Villa Nova. Ninão retornou nas últimas três partidas, quando estava na quarta colocação da tabela de artilheiros. No entanto, marcou 9 gols nas partidas restantes e encerrou o campeonato como líder do quadro de goleadores.

Naquele campeonato, o confronto contra o Atlético, pelo returno, não aconteceu, porque o alvinegro abandonou a disputa na reta final em protesto contra a suspensão de dois jogos, do atacante Cunha, pelo código do futebol.

Os gols de Ninão no Campeonato de 1928

Turno
06/05 - 3 x 1 Villa Nova
[Ninão/3 (Cru); Carvalho (Vil)]
03/06 - 11 x 0 Sport Calafate
[Ninão/6, Bengala/4 e Zezinho]
17/06 - 14 x 0 Alves Nogueira
[Ninão/10, Bengala/3 e Zezinho]
08/07 - 9 x 1 Sete
[Bengala/4, Ninão/3 e Zezinho/2 (Cru); Ovídio (Set)]
05/08 - 6 x 4 América
[Ninão/4, Bengala e Zezinho (Cru); Sátiro 2, Cunha, Teixeira (Ame)]
12/08 - 11 x 1 Guarany
[Bengala/4, Ninão/4, Zezinho/2 e Nereu; Júlio (Gua)]
Returno
11/11 - 8 x 1 Alves Nogueira
[Bengala/4 e Ninão/4 (Cru); Belém (Alv)]
02/12 - 6 x 1 Sport Calafate
[Bengala/2, Ninão, Piorra, Zezinho e Eduardo-contra (Cru); Lalau (Spo)]
09/12 - 2 x 1 América
[Canhoto (Ame); Bengala e Ninão (Cru)]
16/12 - 2 x 2 Atlético
[Armandinho e Ninão (Cru); Dalmi e Said (Atl)]
23/12 - 11 x 1 Palmeiras
[Ninão/4, Bengala/4, Armandinho/2 e Zezinho; Paulino (Pal)]
06/01/1929 - 6 x 1 Villa Nova
[Bengala/4 e Ninão/2 (Cru); Carvalho (Vil)]

Os gols de Ninão no Campeonato de 1929

Turno
05/05 - 12 x 0 Alves Nogueira
[Ninão/5, Bengala/4, Zezinho/2 e Piorra]
26/05 - 7 x 2 Guarany
[Zezinho/3, Ninão/2, Bengala e Piorra (Cru); Brandão e Farinelli (Gua)]
09/06 - 3 x 1 Atlético
[Ninão/2 e Bengala]
23/06 - 3 x 0 Sport Calafate
[Bengala/2 e Ninão (Cru); Jairo (Atl)]
30/06 - 5 x 3 Sete
[Ninão/2, Armandinho, Bengala e Zezinho (Cru); Zé Maria/2 e Lelo (Set)]
07/07 - 3 x 0 América
[Ninão/2 e Bengala]
Returno
28/07 - 8 x 0 Palmeiras
[Ninão/4, Zezinho/2, Bengala e Carazo]
11/08 - 11 x 0 Alves Nogueira
[Ninão/3, Bengala/2, Carazo/2, Piorra/2, Nereu e Zezinho]
18/08 - 10 x 2 Santa Cruz
[Bengala/4, Carazo/3 e Ninão/3 (Cru); Articum e Walfrido (San)]
25/08 - 8 x 1 Guarany
[Ninão/4, Zezinho/3 e Carazo (Cru); Lauro (Gua)]
08/11 - 3 x 1 América
[Armandinho/2 e Ninão (Cru); Jorivê (Ame)]
17/11 - 5 x 2 Atlético
[Ninão/2, Armandinho, Bengala e Binga-contra (Cru); Jairo e Orlando (Atl)]
24/11 - 5 x 0 Sete
[Ninão/4 e Carazo]

Os gols de Ninão no Campeonato de 1930

Turno
20/04 - 11 x 0 Palmeiras
[Ninão/4, Bengala/4, Armandinho, Carazo e Pires]
27/04 - 6 x 0 Sport Calafate
[Ninão/4, Carazo e Niginho]
04/05 - 3 x 2 Villa Nova
[Bengala, Ninão e Pires (Cru); Lêra e Moore (Vil)]
Returno
03/08 - 8 x 0 Guarany
[Ninão/4, Bengala/2 e Carazo/2]
10/08 - 8 x 0 Sete
[Ninão/4, Carazo/3 e Armandinho]
31/08 - 2 x 0 América
[Ninão e Piorra]

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Geovanni


Por Henrique Ribeiro

Geovanni foi um dos ídolos da torcida cruzeirense que teve um sucesso meteórico em sua carreira. O atacante surgiu na base do Cruzeiro, como jogador de meio de campo, e rapidamente se destacou como uma das grandes promessas do futebol brasileiro. Com presença constante nas convocações para as seleções brasileiras de base despertou a atenção da torcida cruzeirense, quando foi deslocado para o ataque pelo técnico Toninho Barroso, durante as disputas do Campeonato Sulamericano e Mundial Sub-17 em 1997, em que o Brasil levantou o título em ambas as competições.

A partir dali sua chance no time principal passou a ser cobrada por torcedores, que entendiam que o clube estava revelando um novo fenômeno para o futebol. No entanto, foi no final da temporada de 1999, que Geovanni ganhou uma posição de titular no ataque estrelado. Suas principais características eram a velocidade e o arremate preciso para o gol. Não bastou alguns meses para se transformar num herói garoto, como é tradição no clube estrelado. Na decisão da Copa do Brasil de 2000, o atacante entraria para a história ao marcar, numa cobrança de falta, no último minuto de jogo, o gol da vitória sobre o São Paulo, por 2 a 1, no Mineirão, que significou o tricampeonato da competição. O lance foi apenas o desfecho de uma das finais mais dramáticas da história desta copa.

Geovanni seguiu a temporada como um das peças mais importantes do ataque cruzeirense e que acabou despertando a atenção dos clubes europeus. Em agosto de 2001, após participação de destaque na Taça Libertadores, foi negociado ao Barcelona, da Espanha, por US$ 18 milhões. A maior negociação de um jogador para o futebol estrangeiro em toda a história do Cruzeiro.

Após cinco anos na Europa, se desligou do Benfica e acertou o seu retorno ao Cruzeiro, em 29 de maio de 2006, para receber o maior salário do plantel. Esta última passagem não foi brilhante e o jogador rescindiu o contrato em 20 de junho de 2007.

Geovanni Deiberson Maurício nasceu em Acaiaca, MG, em 11 de janeiro de 1980. Ao todo disputou 185 jogos com a camisa cruzeirense e marcou 44 gols. Sagrou-se campeão invicto da Copa do Brasil de 2000, da Recopa Sulamericana de 1999, das Copas Sul Minas de 2001 e Centro Oeste de 1999, dos Campeonatos Mineiros de 1997 e 1998 e da Copa dos Campeões Mineiros de 1999.

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O tricampeonato da Taça Minas Gerais e a posse definitiva do troféu

Após derrotar o Atlético na decisão os jogadores cruzeirenses
dão a volta olímpica no Mineirão com a Taça Minas Gerais de 1983. 
No ano seguinte o time conquistaria a posse definitiva do troféu

Por Henrique Ribeiro

Um tricampeonato do Cruzeiro que representou a posse definitiva de um troféu foi o da Taça Minas Gerais. A sequência aconteceu entre os anos de 1982 e 1984 quando a Taça foi colocada em disputa nas fases classificatórias do Campeonato Mineiro.

O troféu foi instituído pela Federação Mineira em 1973 para ser disputado num torneio preliminar ao Campeonato Estadual. E o Cruzeiro foi o campeão da primeira edição. Segundo o regulamento, o time que conquistasse o troféu cinco vezes alternadas ou três consecutivas tornaria-se o detentor absoluto.

O Cruzeiro saiu na frente com o título de 1973. Em 1974, 1978 e 1981 a Taça não foi colocada em disputa. Em 1975, 1976 e 1979, o Atlético levantou o troféu. O Villa Nova faturou o troféu em 1977 e o Uberaba em 1980.

Em 1982 a taça foi colocada em disputa na primeira fase do Campeonato Mineiro, que teve 12 equipes participantes. Os times se enfrentaram em turno e returno e os 8 melhores colocados se classificaram para o octogonal final. O vencedor da fase levava um ponto de bônus para o octogonal.

O Cruzeiro levantou a taça na penúltima rodada com o empate em 1 a 1 com o Democrata, de Governador Valadares, que foi o suficiente para manter os três pontos de vantagem sobre o vice-líder Atletico. No entanto, na última rodada, o time estrelado comandado por Yustrich acabou derrotado pelo rival por 2 a 1, no Mineirão, com um gol de Toninho Cerezo. A torcida cruzeirense ocupou 95% dos espaços da arquibancada do estádio numa das maiores supremacias já vistas na história dos clássicos no estádio.

O time base campeão de 1982 teve a seguinte formação: Luiz Antônio, Celso Roberto, Zezinho Figueroa, Ozires e Luiz Cosme; Douglas, Eudes e Tostão; Carlinhos, Mauro e Jésum. O treinador foi Yustrich.

Em 1983, o Cruzeiro conquistaria novamente o troféu e, desta vez, num jogo decisivo contra o Atlético. A Taça Minas Gerais foi colocada em disputa no segundo turno da primeira fase, que teve a participação de 12 equipes. A Taça do Governador foi colocada em disputa no primeiro turno.

Cruzeiro e Atlético terminaram o segundo turno empatados em número de pontos e tiveram que realizar uma partida desempate em 9 de outubro, no Mineirão. Com um gol marcado por Carlinhos Sabiá, logo aos 10 minutos, o Cruzeiro levantou o título da Taça.

Naquele ano o time contou com a volta dos ídolos Palhinha e Joãozinho. O plantel campeão de 1983 teve a seguinte formação: Vitor, Alves, Zezinho Figueroa, Aílton e Luiz Cosme; Douglas, Palhinha e Eduardo; Carlinhos, Paulinho Batistote e Joãozinho. O treinador foi Orlando Fantoni.

A conquista definitiva da Taça Minas Gerais veio em 1984, quando o time estrelado levantou o troféu pela terceira vez consecutiva. Neste ano, a Taça foi colocada em disputa no primeiro turno do Campeonato Mineiro, que foi disputado por 14 equipes. Os quatro primeiros colocados se classificavam para uma fase semifinal em mata-mata e os vencedores disputaram o título da fase.

Apesar da campanha irregular, o time estrelado terminou o turno como líder, enquanto o rival Atlético sequer se classificou encerrando a fase na sexta colocação. Após eliminar o Villa Nova na semifinal, o Cruzeiro derrotou o América duas vezes na decisão e confirmou o tricampeonato consecutivo da Taça Minas Gerais e a sua posse definitiva.

O time base campeão de 1984 teve a seguinte formação: Vitor, Carlos Alberto, Eugênio, Aílton e Ademar; Douglas, Tostão (Palhinha) e Eduardo; Carlinhos, Carlos Alberto Seixas e Joãozinho. Os treinadores foram Oswaldo Brandão e João Francisco.

TAÇA MINAS GERAIS DE 1982
PRIMEIRA FASE DO CAMPEONATO MINEIRO

Turno
10/07 - 2 x 2 Democrata-SL
[Abel, Tostão (Cru); Dinei, Larri (Dem)]
15/07 - 2 x 1 Democrata-GV
[Eudes, Tostão (Cru); Jairo (Dem)]
18/07 - 0 x 0 Uberlândia
21/07 - 0 x 0 Guarani
24/07 - 1 x 0 Uberaba
[Gilvan-contra (Cru)]
28/07 - 2 x 1 Tupi
[Ronaldo (Tup); Édson, Tostão (Cru)]
01/08 - 2 x 0 Caldense
[Luiz Carlos Oliveira, Tostão (Cru)]
02/09 - 1 x 0 Valerio
[Celso Roberto (Cru)]
05/09 - 0 x 0 Atletico
07/09 - 0 x 0 Villa Nova
09/09 - 2 x 1 America
[Celso Roberto, Eudes (Cru); Luiz Carlos Gaúcho (Ame)]

Returno
12/09 - 1 x 1 Valerio
[Luiz Carlos (Val); Eudes (Cru)]
16/09 - 4 x 0 Tupi
[Tostão/2, Zezinho Figueroa, Simão-contra (Cru)]
19/09 - 1 x 0 Villa Nova
[Mauro (Cru)]
22/09 - 1 x 1 Democrata-SL
[Rogério (Dem); Mauro (Cru)]
26/09 - 3 x 0 Caldense
[Eduardo, Eudes, Tostão (Cru)]
30/09 - 2 x 2 Uberlandia
[Tostão/2 (Cru); Paulo Borges, Péricles (Ubl)]
03/10 - 2 x 0 Guarani
[Mauro, Tostão (Cru)]
07/10 - 1 x 1 Uberaba
[Celso Sá (Ubr); Sávio (Cru)]
10/10 - 2 x 1 America
[Sávio, Tostão (Cru); Paulinho (Ame)]
12/10 - 1 x 1 Democrata-GV (jogo do título)
[Giba (Dem); Sávio (Cru)]
17/10 - 1 x 2 Atletico
[Bira, Toninho Cerezo (Atl); Sávio (Cru)]

Quem marcou gols: Tostão (11), Eudes e Sávio (4), Mauro (3), Celso Roberto (2), Édson, Eduardo, Luiz Carlos Oliveira e Zezinho Figueroa (1)

Quem jogou: Luiz Antônio (19), Gomes (4), Bocaiúva (1); Celso Roberto (17), Chiquito (9) e Luiz Cosme (22); Zezinho Figueroa (18), Abel (1), Ozires (22), Eugênio (1); Geraldo (11), Eudes (16), Douglas (14), Eduardo (12), Tostão (20); Carlinhos (8), Ivan (5), Édson (9), Paulinho (5), Rubens (1), Fernando Macaé (1), Ricardo (4), Sávio (4), Mauro (20), Luiz Carlos Oliveira (7), Edu Lima (10), Jesum (16)

Classificação: 1-Cruzeiro (32), 2-Atletico (31), 3-Uberlandia (31), 4-Villa Nova (24), 5-Democrata-GV (22), 6-America (21), 7-Uberaba (21), 8-Guarani (19), 9-Democrata-SL (19), 10-Caldense (17), 11-Tupi (16), 12-Valerio (11)

Quadro de artilheiros:
1-Tostão (Cruzeiro) e Reinaldo (Atletico) / 11
3-Binga (Uberaba)/ 9
4-Simões (Uberaba)/ 8
5-Formiga (Tupi) e Paulo Borges (Uberlândia)/ 7
7-Jairo (Democrata-GV), Péricles (Uberlândia)/ 6
9-Paulinho (America), Bira (Atletico) e Zé Carlos (Valerio)/ 5

TAÇA MINAS GERAIS DE 1983
SEGUNDO TURNO DO CAMPEONATO MINEIRO
14/08 - 2 x 0 Villa Nova
[Edmar 2 (Cru)]
21/08 - 4 x 1 Democrata-GV
[Joãozinho 2, Edmar, Tostão (Cru); Gaúcho (Dem)]
28/08 - 2 x 0 Democrata-SL
[Carlinhos, Eduardo (Cru)]
31/08 - 1 x 1 Nacional
[Givaldo (Nac); Mauro (Cru)]
04/09 - 3 x 1 Uberaba
[Nei (Ubr); Eduardo, Joãozinho, Paulinho Batistote (Cru)]
07/09 - 0 x 0 Uberlândia
11/09 - 3 x 0 Valerio
[Ailton, Alves, Joãozinho (Cru)]
18/09 - 1 x 1 America
[Almir (Ame); Ailton (Cru)]
22/09 - 3 x 0 Caldense
[Carlinhos, Douglas, Tostão (Cru)]
25/09 - 1 x 0 Guarani
[Palhinha (Cru)]
02/10 - 2 x 2 Atletico
[Carlinhos, Palhinha (Cru); Heleno, Paulinho (Atl)]

DECISÃO
09/10 - 1 x 0 Atletico
[Carlinhos (Cru)]

Quem marcou gols: Carlinhos e Joãozinho (4), Edmar (3), Ailton, Eduardo, Palhinha e Tostão (2), Alves, Douglas, Paulinho Batistote (1)

Quem jogou: Vítor (10) e Gomes (2); Zezinho Figueroa (12), Eugênio (4) e Ailton (12); Alves (9), Celso Roberto (2), Carlos Alberto (1), Ademar (2) e Luiz cosme (10); Douglas (12), Palhinha (11), Orlando (5), Mauro (5), Tostão (5) e  Eduardo (10); Paulinho Batistote (12), Carlinhos (11), Edmar (2), Ivan (1), Geraldinho (2), Edu Lima (3) e Joãozinho (10).

Classificação: 1-Cruzeiro (18), 2-Atletico (18), 3-America (14), 4-Valerio (12), 5-Uberlândia (12), 6-Villa Nova (12), 7-Uberaba (10), 8-Democrata-GV (8), 9- Nacional (8), 10-Democrata-SL (8), 11-Guarani (7), 12-Caldense (5)

Quadro de artilheiros:
1-Formiga, Paulinho (Atletico)/ 5
3-Carlinhos, Joãozinho (Cruzeiro) e Naldo (Valerio)/ 4
6-Adilson, Almir (America), Edmar (Cruzeiro), Jairo (Democrata-GV), Gilson (Guarani), Paulo Luciano (Uberlandia), Nei (Uberaba), Osmar (Villa Nova)/ 3

TAÇA MINAS GERAIS DE 1984
PRIMEIRO TURNO DO CAMPEONATO MINEIRO
03/06 - 4 x 2 Guarani
[Seixas/2, Palhinha, Tostão (Cru); Alisson, Carlinhos (Gua)]
09/06 - 1 x 0 America
[Tostão (Cru)]
24/06 - 0 x 3 Uberlândia
[Geraldo Touro, Sérgio Ramos, Vivinho (Ubl)]
01/07 - 2 x 1 Uberaba
[Eduardo, Tostão (Cru); Netinho (Ubr)]
08/07 - 0 x 3 Democrata-GV
[Jairo, Paulo Roberto, Rubinho (Dem)]
15/07 - 3 x 0 Caldense
[Eduardo, Joãozinho, Seixas (Cru)]
22/07 - 2 x 0 Villa Nova
[Quirino, Tostão (Cru)]
29/07 - 1 x 0 Atletico
[Luizinho-contra (Cru)]
05/08 - 1 x 0 Valerio
[Seixas (Cru)]
12/08 - 1 x 1 Democrata-SL
[Rogério (Dem); Seixas (Cru)]
02/09 - 3 x 0 Tupi
[Joãozinho 2, Seixas (Cru)]
09/09 - 1 x 0 Nacional
[Carlinhos (Cru)]

SEMIFINAL
12/09 - 1 x 1 Villa Nova
[Erivelto (Vil); Carlinhos (Cru)]
16/09 - 3 x 2 Villa Nova
[Ademar, Eduardo, Tostão (Cru); Elísio, Osmar (Vil)]

FINAL
19/09 - 2 x 1 America
[Almir (Ame); Carlinhos, Seixas (Cru)]
23/09 - 2 x 1 America
[Seixas 2 (Cru); Adilson (Ame)]

Quem marcou gols: Seixas (9), Tostão (5), Carlinhos e Eduardo (3), Ademar, Joãozinho, Palhinha e Quirino (1)

Quem jogou: Vitor (13) e Ademir (4); Carlos Alberto (12), Luiz Cosme (11), Ismar (1) e Ademar (17); Eugenio (10), Evandro (4), Geraldão (5), Ailton (16); Douglas (16), Orlando (2), Palhinha (13), Arildo (9), Tostão (16) e Eduardo (17); Carlinhos (12), Maninho (1), Quirino (2), Seixas (16), Edu Lima (1), Geraldinho (3) e Joãozinho (12).

Quadro de artilheiros:
1-Seixas (Cruzeiro)/ 9
2-Almir (America)/ 8
3-Sérgio Ramos (Uberlandia)/ 7
4-Carlinhos (Guarani)/ 6
5-Jairo (Alfenense), Roberto Biônico (Atletico), Tostão (Cruzeiro), Rogerio (Democrata-SL)/ 5
6-Adilson (America), Nelinho (Atletico), Paulo César (Guarani), Vivinho (Uberlandia), Elísio (Villa Nova)/4

Classificação:
1-Cruzeiro (27), 2-America (19), 3-Guarani (18), 4-Villa Nova (17), 5-Uberlândia (15), 6-Atletico (14), 7-Democrata-SL (14), 8-Tupi (13), 9-Uberaba (12), 10-Democrata-GV (11), 11-Alfenense (10), 12-Nacional (10), 13-Caldense (9), 14-Valerio (5)

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