terça-feira, 26 de julho de 2016

Os números e os nomes dos jogadores nos uniformes

Carlos Henrique

No futebol brasileiro, os números nos uniformes foram implantados em alguns estados em 1947. Eram utilizados às costas das camisas. A novidade levou três anos para chegar ao futebol mineiro, quando a Federação Mineira determinou a sua obrigatoriedade a partir do Campeonato da Cidade de 1950. Isto, porque a partir daquele ano, a numeração passou a fazer parte das regras da FIFA.

Assim, o primeiro uniforme do Cruzeiro com a numeração nas costas foi utilizado na rodada de estreia do Campeonato da Cidade de 1950, na vitória (2 a 1) sobre o Metalusina, de Barão de Cocais, no Barro Preto, em 28 de maio. Cada número correspondia a posição de cada jogador. Por exemplo: 1-goleiro, 2-lateral direito, 3-zagueiro central, 4-quarto zagueiro, 5-volante, 6-lateral esquerdo, 7- ponta direita, 8-meia direita,  9-centro-avante, 10 meia esquerda e o 11-ponta esquerda.

No jogo contra o Metalusina, o treinador Souza, escalou o time titular cruzeirense assim: 1-Geraldo II, 2-Duque, 3-Bené, 4-Adelino, 5-Vicente, 6-Ceci, 7-Nonô II, 8-Paulo Florencio, 9-Bororó, 10-Guerino e 11-Sabu.

Os números nos calções foram exigidos pela FIFA a partir do Mundial de 1974, na Alemanha. O Cruzeiro só foi utilizar essa identificação na Libertadores de 1994, na estreia contra o Palmeiras, no Palestra, em 2 de março. Os números não correspondiam mais a posição dos jogadores. O treinador Ênio Andrade escalou assim os titulares contra o Palmeiras: 1-Dida, 2-Paulo Roberto, 3-Célio Lúcio, 4-Luisinho, 6-Nonato, 14-Ademir, 5-Douglas, 10-Cleison, 15-Macalé, 9-Ronaldo e 11-Roberto Gaúcho.

Os números na parte direita da frente da camisa e os nomes dos jogadores às costas da camisa foram adotados a partir do Mundial de 1994, nos Estados Unidos. A primeira vez que o Cruzeiro utilizou o uniforme com esta identificação foi na decisão da Taça Europeia-Sulamericana contra o Borussia Dortmund, em Tóquio, no Japão, em 2 de dezembro de 1997. O técnico Nelsinho escalou o time assim: 1-Dida, 2-Vítor, 13-João Carlos, 4-Gonçalves, 6-Elivelton, 5-Fabinho, 8-Ricardinho, 9-Cleison, 10-Roberto Palácios (18-Marcelo Ramos), 7-Bebeto, 11-Donizete

A importante numeração do uniforme no futebol

Cassio Zirpoli (Diario de Pernambuco)

Demorou setenta anos a partir da criação do futebol até que alguém tivesse a ideia de numerar os uniformes. Colaborou para isso a polêmica nos jogos com atletas semelhantes, súmulas confusas, etc. Em 1933, a federação inglesa, bem à frente no profissionalismo do esporte, inovou logo na decisão da Copa da Inglaterra.

No dia 29 de abril, no estádio Wembley, o Everton venceu o Manchester City por 3 a 0. Curiosamente, os jogadores do Everton atuaram com as camisas do 1 ao 11, enquanto o City jogou do 12 a 22.

Na temporada seguinte, a entidade britânica liberou a utilização dos mesmos números para os dois times em campo. Viu que não confundia no acompanhamento dos jogos.

A Fifa demorou a aceitar a novidade (Muitos jogadores eram contra a idéia de usar número nas costas - diziam que ficariam parecidos com presidiários). O primeiro Mundial com identificação numérica foi em 1950, no Brasil. Por sinal, os clubes do país já vinham utilizando o novo recurso visual desde 1947.

Até então não havia qualquer preferência por número. Até um tal de Pelé, aos 17 anos, eternizar a camisa 10 em 1958, transformando o número em sinônimo de craque.

À parte disso, a Fifa passou a exigir em 1994 até os nomes dos atletas no Mundial, além da numeração fixa. Contudo, isso ainda não é regra para os clubes.

Para o Mundial de 1994, nos Estados Unidos, a Fifa obrigou as equipes a colocar o número também na frente das camisas, além do nome nas costas - o que facilita muito a vida de locutores esportivos e fotógrafos ao tentar identificar os jogadores em campo.

domingo, 24 de julho de 2016

Campeonato Mineiro 1988

Carlos Henrique

Primeiro Turno
31/01 - Cruzeiro 3 x 1 Sport Juiz de Fora (Mineirão)
03/02 - Cruzeiro 0 x 1 Valério (Mineirão)
14/02 - Cruzeiro 1 x 1 Nacional (Mineirão)
21/02 - Cruzeiro 1 x 1 Villa Nova (Mineirão)
28/02 - Cruzeiro 1 x 1 Tupi (Salles de Oliveira, Juiz de Fora)
02/03 - Cruzeiro 2 x 1 Caldense (Mineirão)
06/03 - Cruzeiro 3 x 0 América (Mineirão)
10/03 - Cruzeiro 1 x 1 Uberaba (Uberabão)
13/03 - Cruzeiro 1 x 0 Uberlândia (Parque do Sabiá)
17/03 - Cruzeiro 3 x 0 Rio Branco (Mineirão)
20/03 - Cruzeiro 4 x 1 Esportivo (Starling Soares, Passos)
23/03 - Cruzeiro 6 x 1 Fabril (Mineirão)
27/03 - Cruzeiro 3 x 0 Minas (Joaquim Vilela, Boa Esperança)
03/04 - Cruzeiro 2 x 1 Atlético (Mineirão)
06/04 - Cruzeiro 1 x 1 Democrata-SL (Duarte de Paiva, Sete Lagoas)
Classificação: 1º C.a.m., 2º Cruzeiro, 3º Fabril, 4º Uberlandia, 5º Valerio, 6º Uberaba, 7º Caldense, 8º Tupi, 9º Democrata-SL, 10º America, 11º Nacional, 12º Villa Nova, 13º Esportivo, 14º Sport, 15º Rio Branco, 16º Minas

Segundo Turno
10/04 - Cruzeiro 4 x 2 Sport Juiz de Fora (Procópio Teixeira, Juiz de Fora)
16/04 - Cruzeiro 4 x 0 Democrata-SL (Mineirão)
20/04 - Cruzeiro 2 x 0 Uberaba (Mineirão)
24/04 - Cruzeiro 0 x 2 Fabril (Juventino Dias, Lavras)
30/04 - Cruzeiro 3 x 1 Uberlândia (Mineirão)
08/05 - Cruzeiro 2 x 0 Esportivo (Mineirão)
15/05 - Cruzeiro 0 x 0 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
22/05 - Cruzeiro 3 x 1 Tupi (Mineirão)
08/06 - Cruzeiro 1 x 0 Minas (Mineirão)      
23/06 - Cruzeiro 3 x 0 Valério (Israel Pinheiro, Itabira)
26/06 - Cruzeiro 2 x 2 América (Mineirão)
29/06 - Cruzeiro 0 x 1 Rio Branco (Parque do Azulão, Andradas)
03/07 - Cruzeiro 2 x 0 Nacional (Uberabão)
06/07 - Cruzeiro 4 x 0 Villa Nova (Mineirão)
10/07 - Cruzeiro 0 x 1 Atlético (Mineirão)
Classificação: 1º C.a.m., 2º Cruzeiro, 3º Esportivo, 4º America, 5º Democrata-SL, 6º Valerio, 7º Fabril, 8º Uberlandia, 9º Rio Branco, 10º Sport, 11º Villa Nova, 12º Minas, 13º Caldense, 14º Tupi, 15º Nacional, 16º Uberaba

Classificação Final: 1º C.a.m. (campeão), 2º Cruzeiro, 3º Fabril, 4º Valerio, 5º Uberlandia, 6º Esportivo, 7º America, 8º Democrata-SL, 9º Caldense, 10º Tupi, 11º Uberaba, 12º Villa Nova, 13º Rio Branco, 14º Nacional, 15º Sport, 16º Minas
*Atlético e Cruzeiro classificados para a Copa do Brasil de 1989
Artilheiro Máximo: Hamilton (Cruzeiro) com 16 gols

Critérios de Participação
O Campeonato de 1988 foi disputado por 16 clubes. O Minas de Boa Esperança e o Sport Juiz de Fora, campeão e vice, da divisão de acesso de 1987 substituíram Atlético Três Corações e o Democrata de Valadares que foram rebaixados.

Sistema de disputa
Dividido em dois turnos distintos. Os vencedores de cada turno disputaram o título numa final e, caso os dois turnos tivessem o mesmo vencedor, este seria proclamado  Campeão Mineiro.

Minas x Pouso Alegre
O Minas, de Boa Esperança, como campeão da 2a Divisão, faria a sua estréia contra o Atlético. O Pouso Alegre ganhou um recurso na CBF e cassou o registro profissional de seu concorrente, obrigando a Federação a cancelar o jogo entre ambos na 1a rodada (Diario da Tarde, 01/02/1988). O Minas de Boa Esperança volta a 1a Divisão (Diario da Tarde, 05/02/1988)

Sistema 4-3-3:
Wellington, Balu, Gilmar Francisco, Heraldo, Wladimir; Ademir (Édson Souza), Heriberto (Éder), Careca (Ramon); Robson, Hamilton, Édson. Técnicos: Formiga (6), Carlos Alberto Silva (19), Lacerda (1), Zé Carlos (4)

Quem jogou:
Hamilton 30
Wladimir 27
Ademir, Wellington 26
Gilmar Francisco 25
Balu, Careca, Heraldo, Robson 23
Heriberto 21
Éder, Édson 18
Édson Souza, Ramon 15
Vilmar 14
Agnaldo 12
Ronaldinho 10
Amarildo, Vanderlei 8
Gomes 6
Catita 5
Genilson 3
Anderson 2
Jerry, Jordan 1

Quem marcou gols:
Hamilton 16
Careca 11
Robson 7
Édson 6
Gilmar Francisco, Heraldo, Ramon 3
Agnaldo, Heriberto 2
Ademir, Amarildo, Anderson, Balu, Jerry, Vanderlei, Vilmar, Wladimir 1

Vaga para a Copa do Brasil
A partir de 1986, os campeonatos estaduais deixaram de indicar os representantes de cada estado no Campeonato Brasileiro. Com a criação da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro em 1989, os estaduais passaram, então, a indicar os representantes de cada estado para a disputa de um novo torneio: a Copa do Brasil. Duas vagas foram destinadas para Minas Gerais e a Federação Mineira optou pelos dois primeiros colocados do Estadual. O vencedor da Copa do Brasil passaria a substituir a partir de 1990, o vicecampeão brasileiro, na segunda vaga reservada ao Brasil na Taça Libertadores.

Concorrência com a Supercopa
O Cruzeiro disputou a primeira edição da Supercopa - torneio criado pela Confederação Sulamericana para ser disputado entre os campeões da Taça Libertadores. A Supecopa foi disputada, simultaneamente, com o Campeonato Mineiro. Assim, o time estrelado priorizou a competição internacional e sagrou-se vicecampeão.

Desfalques na reta final
O volante Ademir e o meia Careca foram convocados para os jogos olímpicos, assim como toda a comissão técnica cruzeirense. Os desfalques fizeram falta na reta final do Estadual e o time estrelado acabou amargando o vicecampeonato.

terça-feira, 19 de julho de 2016

GILBERTO

Carlos Henrique

25/04/1976 Gilberto Silva Melo nasce no Rio de Janeiro, RJ.

25/12/1997 O lateral-esquerdo de 21 anos é anunciado como um dos reforços para a temporada. Veio por empréstimo do Flamengo e assinou contrato de um ano. Gilberto, mais o lateral-direito Gustavo e o atacante Marques foram incluídos na troca pelo meiocampista Cleison. O Cruzeiro ainda recebeu R$ 1,6 milhão na negociação.

29/01/1998 Estreia na vitória (5 a 3) sobre o Uberaba, em jogo-treino, no Uberabão.

01/02/1998 Estreia oficialmente com a camisa do Cruzeiro no empate (0 a 0) contra o Guarani, pelo Campeonato Mineiro, no Mineirão.

19/05/1998 Leva o primeiro cartão vermelho, dado pelo árbitro brasiliense, Luciano Almeida, na vitória (2 a 0) sobre o Vasco, pela Copa do Brasil, no Mineirão.

11/06/1998 Conquista o primeiro título com a camisa do Cruzeiro. Após o empate (0 a 0) contra o Atlético, no segundo jogo da decisão do Estadual, Gilberto sagra-se campeão mineiro. Ele também participou da vitória (3 a 2) sobre o rival, no primeiro jogo da final, no Mineirão.

05/08/1998 Marca o primeiro gol com a camisa estrelada na vitória (4 a 2) sobre a Ponte Preta, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro.

09/12/1998 Com a vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa, no Canindé, o Cruzeiro se classifica para a final do Campeonato Brasileiro, após 23 anos. Gilberto foi um dos destaques do time estrelado sendo escolhido pela imprensa nacional, como o lateral esquerdo da Seleção do Campeonato.

29/12/1998 Faz o último jogo de sua primeira passagem pelo Cruzeiro na derrota (1 a 0) para o Palmeiras, no Palestra Itália, pela decisão da Copa Mercosul. Ao todo foram 74 jogos e 5 gols. Gilberto só ficou de fora de 6 jogos na temporada.

22/06/2006 Como jogador do Hertha Berlin, Gilberto estreia no Mundial na vitória (4 a 1) sobre o Japão, em Dortmund, na Alemanha. Marcou o terceiro gol do Brasil. Foi o único dos 5 jogos da campanha da Copa do Mundo de 2006 que participou.

17/07/2009 O lateral de 33 anos, é anunciado como reforço do Cruzeiro para o Campeonato Brasileiro, dois dias após a perda do título da Libertadores para o Estudiantes. "É um atleta excepcional, está inteiro, não tem nenhuma contusão em seu histórico", observou o presidente Zezé Perrella. O jogador estava no Tottenham, da Inglaterra, onde não teve boa passagem.

28/07/2009 Se apresenta oficialmente na Toca da Raposa e assina contrato de dois anos. Gilberto relembra sua primeira passagem pelo clube: “Era menino quando cheguei aqui e tínhamos jogadores consagrados como Valdo, Djair, Marcelo Djian, Gottardo. Hoje eu chego para ser o que esses jogadores foram para mim na época. Um espelho, um exemplo”.

09/08/2009 Reestreia com a camisa cruzeirense na vitória (3 a 1) sobre o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, no Couto Pereira. Ele entrou na vaga de Athirson, aos 52 minutos.

30/08/2009 Marca seus primeiros gols no retorno ao clube no empate (3 a 3) contra o Vitória, no Barradão, pelo Campeonato Brasileiro. Foram os dois primeiros gols do jogo, aos 2 e aos 64 minutos. No entanto, ao contrário de sua primeira passagem, o jogador passou a atuar na armação de jogadas no meio de campo.

21/11/2009 Leva o seu primeiro cartão vermelho, desde o seu retorno ao clube, dado pelo árbitro paulista, Paulo César Oliveira, no empate (1 a 1) contra o Atlético, em Curitiba, pelo Campeonato Brasileiro.

06/12/2009 Com a vitória (2 a 1) sobre o Santos, na Vila Belmiro, o Cruzeiro termina o Campeonato Brasileiro na 4ª colocação e se classifica para a Taça Libertadores. Gilberto cumpria suspensão e não participou do jogo.

27/01/2010 É expulso pelo árbitro peruano Victor Rivera, aos 22 minutos de jogo, após agredir com um soco o atacante Yecerotte, do Real Potosí, na Bolívia, pela Taça Libertadores. Pela primeira vez o jogador recebe o cartão vermelho direto em sua passagem pelo Cruzeiro.

09/02/2010 Convocado para defender a Seleção Brasileira no amistoso contra a Irlanda, em Londres - penúltima convocação antes da Copa. Gilberto era um dos jogadores com maior número de convocações (18 ao todo) do treinador Dunga. No entanto, a última havia sido em 15 de junho de 2008. Participou de 22 jogos.

10/02/2010 É expulso pelo árbitro uruguaio Martín Vázquez, logo aos 2 minutos, após uma dividida com o volante Cubero, do Velez Sarsfield, em Buenos Aires, pela Taça Libertadores. É o segundo cartão vermelho direto que recebe na competição.

05/03/2010 “Mesmo não jogando, é importante demais ter o nome lembrado para disputar uma Copa do Mundo", afirmou Gilberto, assim que retornou de Londres para o Brasil, após o amistoso em que a Seleção Brasileira venceu (3 a 0) a Irlanda.

11/05/2010 É convocado pelo treinador Dunga, da Seleção Brasileira, para a disputa da Copa do Mundo. Embora atuando nas últimas temporadas como armador, foi relacionado como lateral esquerdo. Torna-se o 8º jogador do Cruzeiro convocado pela Seleção Brasileira para a disputa de uma Copa do Mundo e o 10º cruzeirense a disputar o Mundial.

26/05/2010 Embarca com a Seleção Brasileira para a disputa do Mundial na África do Sul.

07/06/2010 Participa da goleada (5 a 1) da Seleção Brasileira sobre a Seleção da Tanzânia, em jogo-treino, em Dar-Es-Salaam, na Tanzânia.

28/06/2010 Como jogador do Cruzeiro participa da goleada (3 a 0) da Seleção Brasileira sobre o Chile, pelo Mundial, em Joanesburgo, na África do Sul. Foi um dos dois jogos que participou da campanha da Seleção na Copa.

24/07/2010 Sofre uma lesão muscular na panturrilha esquerda e uma inflamação no tendão de Aquiles. A contusão o afasta dos gramados por quase três meses. Neste período desfalcou a equipe estrelada em 19 rodadas do Campeonato Brasileiro, que equivalia ao número de jogos de um turno inteiro.

17/10/2010 Recuperado da lesão retorna a equipe na derrota (2 a 1) para o Grêmio, em Porto Alegre, pelo Campeonato Brasileiro. Gilberto entrou na vaga do lateral Pablo, aos 60 minutos. Mesmo com a derrota o Cruzeiro permaneceu na liderança do Campeonato.

05/12/2010 O Cruzeiro vence (2 a 1) o Palmeiras, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, e se confirma como vice-campeão brasileiro. Curiosamente, Gilberto era remanescente do último vice-campeonato do clube em 1998.

21/01/2011 O treinador Cuca revela o time que irá enfrentar o Uberlândia, num jogo-treino, no Parque do Sabiá, com Gilberto escalado entre os titulares. O meia Roger não concorda com o critério do treinador e revela sua insatisfação com a reserva de Gilberto, já que havia terminado a temporada de 2010 como titular.

30/01/2011 No intervalo do jogo contra a Caldense, na Arena do Jacaré, pelo Campeonato Mineiro, Gilberto se incomoda com as vaias da torcida, que pede a escalação de Roger, e desabafa: “entendo que se tudo tivesse sido resolvido internamente, talvez hoje a torcida não teria gritado o nome do Roger, nem reclamado pelo time não ter jogado bem no 1º tempo. Tem jogador que gosta de aparecer, de falar. Eu sou um jogador avesso a isso, procuro fazer aquilo que é melhor para mim dentro de campo e nos treinos. Titularidade se conquista dentro de campo e não fora, dando declaração”, comentou. “Eu nunca vi o Ronaldinho, o Zico, o Raí reclamar, o grande jogador se faz no dia a dia, dentro de campo”, finalizou.

15/05/2011 Conquista o segundo título com a camisa do Cruzeiro. Após a vitória (2 a 0) sobre o Atlético, no segundo jogo da decisão do Estadual, na Arena do Jacaré, Gilberto sagra-se campeão mineiro. Gilberto marcou o segundo gol em cobrança de falta.

04/09/2011 Após o empate (1 a 1) contra o Palmeiras, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro, anuncia que vai encerrar a carreira. Culpou a perseguição do árbitro Leandro Vuaden pela sua decisão. O árbitro havia lhe dado cartão amarelo no minuto final do jogo. No último jogo do Cruzeiro que o árbitro dirigiu, na vitória (1 a 0) sobre o Corinthians, no Pacaembu, Vuaden deu cartão amarelo aos 45 minutos e depois um vermelho, aos 72, para Gilberto.

10/09/2011 Faz seu último jogo com a camisa do Cruzeiro na derrota (1 a 0) para o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Nesta segunda passagem disputou 79 jogos e marcou 16 gols.

11/09/2011 Discute acirradamente com torcedores no desembarque do time no aeroporto de Confins. Afirma que outros jogadores deveriam ser cobrados, inclusive o "craque da galera", título recebido pelo meia Roger, em votação popular, no Campeonato Mineiro.

20/09/2011 Gilberto e seu empresário Reinaldo Pitta rescindem contrato com o Cruzeiro, que iria até dezembro de 2012.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Os cartões amarelos e vermelhos

Carlos Henrique

A regra dos cartões amarelos e vermelhos passou a ser aplicada a partir do Campeonato Brasileiro de 1971. O primeiro jogo do Cruzeiro em que o árbitro advertiu os jogadores com cartões amarelos foi no empate (1 a 1) contra o Atlético, no Mineirão, em 10 de outubro de 1971. O árbitro carioca José Marçal Filho aplicou as advertências no lateral direito Pedro Paulo e no zagueiro Perfumo, ambos do Cruzeiro, além do atacante Romeu, do atletico. Os primeiros cartões vermelhos foram no empate (0 a 0) contra o Bahia, no Mineirão, em 19 de setembro de 1971. Os atacantes, Palhinha (Cruzeiro) e Caldeira (Bahia), receberam as punições do árbitro paulista Armando Marques. Naquela época, o cartão amarelo era uma mera advertência. O árbitro poderia aplicá-lo mais de uma vez para um mesmo jogador, no mesmo jogo, sem a necessidade de aplicar o cartão vermelho na sequência, como acontece atualmente.

A origem dos cartões amarelo e vermelho na regra do futebol

Por Salvio Spinola, do ESPN.com.br

O dia 23 de julho marca 49 anos do polêmico jogo entre Inglaterra x Argentina, válido pelas quartas de final do Mundial de 1966, no estádio de Wembley.

O capitão argentino Rattín contestou a marcação de uma falta com o árbitro alemão Rudolf Kreitlein, que não entendia nada de espanhol e decidiu usar o dedo indicador para colocar o jogador para fora, expulsando-o de campo diante da reclamação acintosa.

Em fúria, o argentino chegou a pedir um tradutor em campo, mas não adiantou, já estava expulso.

Para polemizar, Rattín sentou na cadeira reservada para a Rainha, que naquele dia não foi ao estádio, e ainda quebrou o mastro da bandeirinha inglesa do escanteio.

Com três idiomas em campo: o inglês da seleção anfitriã, o espanhol dos argentinos e o alemão do árbitro, criou-se um problema de comunicação que precisava de solução.

O chefe dos árbitros na Copa de 70, o inglês Keen Aston, ficou com o desafio de resolver o problema. Ao desembarcar na Cidade do México encontrou a solução.

No seu deslocamento do aeroporto ao hotel, andando no táxi, viu o motorista reduzir a velocidade quando o semáforo ficou amarelo e parar quando acedeu o vermelho, cores com referência mundial: atenção e pare.

Pronto. na Copa do México, foi introduzido o cartão amarelo para advertência, e o vermelho para expulsões, solucionando o problema de comunicação entre árbitros e jogadores.

Em uma das vezes que estive com o árbitro argentino Ángel Coerezza, que apitou três jogos na Copa de 70, inclusive o jogo de quartas de final entre Alemanha x Inglaterra, ele me disse que não foi fácil convencer os árbitros a utilizarem os cartões. Achavam que era falta de autoridade do árbitro, e a maioria não gostava do gesto de levantar o cartão - ele, inclusive, foi contra.

Veja o que diz atualmente a regra 12 na parte disciplinar:

Sanções disciplinares:
O cartão amarelo é utilizado para informar ao jogador, ao substituto e ao jogador substituído, que o mesmo foi advertido.

O cartão vermelho é utilizado para informar ao jogador, ao substituto e ao jogador substituído, que o mesmo foi expulso.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Campeonato Mineiro 1987

O time que entrou em campo no jogo decisivo do título de 1987, no Mineirão: Ademir, Balu, Vilmar, Genilson, Gilmar Francisco e Gomes; Robson, Vanderlei, Careca, Douglas e Edson

Carlos Henrique

PRIMEIRO TURNO

Primeira Fase
07/03 - Cruzeiro 4 x 0 Tupi (Mineirão)
15/03 - Cruzeiro 2 x 1 Atlético Três Corações (Elias Arbex, Três Corações)
19/03 - Cruzeiro 1 x 0 Caldense (Mineirão) 
22/03 - Cruzeiro 1 x 2 América (Independência)
26/03 - Cruzeiro 2 x 0 Nacional (Uberabão)
29/03 - Cruzeiro 0 x 1 Uberaba (Uberabão)
01/04 - Cruzeiro 1 x 0 Democrata-SL (Mineirão)
05/04 - Cruzeiro 1 x 0 Rio Branco (Mineirão)
12/04 - Cruzeiro 0 x 1 Esportivo (Starling Soares, Passos)
15/04 - Cruzeiro 0 x 0 Valério (Mineirão)
19/04 - Cruzeiro 1 x 0 Fabril (Juventino Dias, Lavras)
22/04 - Cruzeiro 5 x 1 Villa Nova (Mineirão)
26/04 - Cruzeiro 2 x 0 Democrata (Mamudão, Gov. Valadares)
29/04 - Cruzeiro 2 x 0 Uberlândia (Mineirão)
03/05 - Cruzeiro 1 x 0 Atlético (Mineirão)
Semifinal
06/05 - Cruzeiro 2 x 0 Valério (Mineirão)
Final
10/05 - Cruzeiro 2 x 3 Atlético (Mineirão)
Classificação: 1º atletico, 2º Cruzeiro, 3º Uberaba, 4º Valerio, 5º America, 6º Esportivo, 7º Uberlandia, 8º Tupi, 9º Rio Branco, 10º Fabril, 11º Atletico TC, 12º Caldense, 13º Democrata-SL, 14º Villa Nova, 15º Democrata-GV, 16º Nacional-U

SEGUNDO TURNO

Primeira Fase
16/05 - Cruzeiro 0 x 0 Villa Nova (Independência)
24/05 - Cruzeiro 1 x 0 Nacional-U (Mineirão)
28/05 - Cruzeiro 0 x 0 Rio Branco (Parque do Azulão, Andradas)
31/05 - Cruzeiro 1 x 0 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
03/06 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético Três Corações (Mineirão)
07/06 - Cruzeiro 0 x 1 Democrata (Duarte de Paiva, Sete Lagoas)
14/06 - Cruzeiro 1 x 0 América (Mineirão)
17/06 - Cruzeiro 1 x 0 Esportivo (Mineirão)
21/06 - Cruzeiro 0 x 0 Fabril (Mineirão)
24/06 - Cruzeiro 2 x 0 Uberlândia (Parque do Sabiá)
28/06 - Cruzeiro 3 x 2 Valério (Israel Pinheiro, Itabira)
05/07 - Cruzeiro 2 x 1 Atlético (Mineirão)
08/07 - Cruzeiro 1 x 1 Uberaba (Mineirão)   
12/07 - Cruzeiro 1 x 2 Tupi (Salles de Oliveira, Juiz de Fora)
18/07 - Cruzeiro 3 x 0 Democrata-GV (Mineirão)
Semifinal
22/07 - Cruzeiro 0 x 0 Villa Nova (Mineirão)
Final
26/07 - Cruzeiro 0 x 0 Tupi (Mineirão)
Classificação: 1º Cruzeiro, 2º Tupi, 3º Caldense, 4º Villa Nova, 5º Uberlandia, 6º atletico, 7º America, 8º Democrata-SL, 9º Fabril, 10º Nacional-U, 11º Democrata-GV, 12º Esportivo, 13º Rio Branco, 14º Uberaba, 15º Atletico TC, 16º Valerio

DECISÃO
29/07 - Cruzeiro 0 x 0 Atlético (Mineirão)
02/08 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético (Mineirão)   
Classificação Final: 1º Cruzeiro (campeão), 2º atletico, 3º Tupi, 4º Uberlandia, 5º America, 6º Uberaba, 7º Esportivo, 8º Caldense, 9º Valerio, 10º Villa Nova, 11º Fabril, 12º Rio Branco, 13º Democrata-SL, 14º Nacional-U, 15º Atletico TC, 16º Democrata-GV
*o Fabril perdeu 5 pontos por ter escalado o jogador Vladimir, que pertencia a Olímpica de Lavras, na vitória de 1 a 0 sobre o Tupi, em 18/03. Julgamento em 14/04.
Artilheiros Máximos: Luizão (Tupi) e Carlos Henrique (Uberlândia) com 12 gols cada

Critérios de Participação
O Campeonato de 1987 foi disputado por 16 clubes. O Atlético Três Corações e o Rio Branco de Andradas, campeão e vice, da divisão de acesso de 1986 substituíram Guarani e XV de Novembro que foram rebaixados.

Sistema de disputa
Dividido em dois turnos distintos. Cada turno teve uma fase de classificação com todos se enfrentando. Os quatro melhores se classificavam para uma fase semifinal: o primeiro colocado enfrentava o quarto colocado e o segundo colocado enfrentava o terceiro colocado. As semifinais foram disputadas em jogo unico no mando de campo da equipe com melhor campanha no turno. Uma prorrogação de 30 minutos estava prevista nos jogos pelas semifinais, caso o empate prevalecesse no tempo normal. O time de melhor campanha tinha a vantagem do empate na prorrogação. Os vencedores dos confrontos da semifinal fizeram a disputa pelo título do turno, também em jogo único. Os vencedores de cada turno disputaram o título estadual em dois jogos.

Rebaixamento
O Conselho Nacional do Desporto-CND determinou que os quatro últimos colocados fossem rebaixados para a divisão de acesso

Sistema 4-3-3:
Gomes, Balu, Gilmar Francisco, Vilmar, Genilson, Ademir, Eduardo (Heriberto), Careca, Robson, Hamilton (Vanderlei), Edson. Técnicos: Carlos Alberto Silva (1), Raul (8), João Avelino (8), Toninho de Jesus (1), Paulinho de Almeida (5), Rui Guimarães (13) 

Quem jogou
Gomes 35
Balu, Édson, Genilson 34
Robson 32
Ademir 31
Careca, Vilmar 26
Eduardo, Hamilton 25
Gilmar Francisco 23
Heriberto 21
Vanderlei 18
Ernani, Gil 16
Eugênio 13
Douglas 10
Catita 8
Ademir Patrício 6
Geraldão 4
Adil, Tito 3
João Batista, Léo Manivela, Ronaldinho 2
Gilmar Padilha, Jordan 1

Quem marcou gols
Ernani, Robson 7
Hamilton, Vanderlei 6
Édson 5
Careca, Eduardo, Gil 3
Heriberto 2
Ademir Patrício, Balu, Genilson, Gilmar Francisco, Vilmar 1

Seis técnicos
O Cruzeiro teve quatro mudanças de treinadores durante a campanha. A primeira delas foi pela convocação de Carlos Alberto Silva para a Seleção Brasileira. Ele comandou o time apenas na primeira rodada. Foi substituído pelo diretor de futebol, Raul Plasmann, até a contratação de João Avelino. Após criticar os jogadores pela derrota na decisão do 1º turno, João Avelino foi dispensado pela diretoria. O preparador físico, Toninho de Jesus, comandou a equipe interinamente, na primeira rodada do segundo turno, até a contratação de Paulinho de Almeida, que durou apenas cinco jogos no cargo. O ex-treinador do júnior, Ruy Guimarães, assumiu o comando técnico da equipe até a conquista do título.

Final tumultuada
O clássico que decidiu o título do Estadual foi o mais tumultuado da história. Uma entrada violenta do lateral Jorge Luiz, do C.a.m., no atacante Vanderlei, do Cruzeiro, nos minutos finais do 1º tempo, acirraram os ânimos entre as equipes. No intervalo ficou constatada uma fratura na perna do atacante, que foi substituído por Hamilton. O Cruzeiro abriu o placar, logo no primeiro minuto, do 2º tempo, com um gol do armador Careca. A partir daí, o jogo sofreu várias paralisações provocadas por desentendimentos entre os jogadores. Ao todo foram 14 minutos para atendimentos de jogadores contundidos, substituições, reclamações e brigas, no tempo normal, e mais 5 minutos, por causa das invasões de campo, no período de descontos. O árbitro Ney Andrade deu 4 cartões vermelhos, sendo 2 para cada lado. Aos 6 minutos dos descontos, o ponta direita Robson marcou o segundo gol. O árbitro cumpriu apenas 12 minutos de descontos e, com o placar praticamente definido, não quis estender o período

terça-feira, 5 de julho de 2016

JULIO BAPTISTA

Carlos Henrique

01/10/1981 Júlio César Clemente Baptista nasce em São Paulo, SP.

25/06/2010 Como atleta da Roma estreia no Mundial no empate (0 a 0) contra Portugal, em Durban, na África do Sul. Foi o único dos 5 jogos da Seleção Brasileira na campanha da Copa do mundo de 2010 que Julio Baptista participou.

23/07/2013 O meia-atacante de 31 anos é anunciado como reforço do Cruzeiro para a disputa do Campeonato Brasileiro. Ele veio substituir Diego Souza, que havia sido negociado ao Metalist, da Russia. Julio estava no Málaga, da Espanha, desde janeiro de 2011, e ajudou a equipe a escapar do rebaixamento. No entanto, ficou 16 meses afastado por conta de duas cirurgias no pé direito. Havia retornado aos campos, em 3 de fevereiro. Sua volta aos gramados chegou a ser posta em dúvida.

26/07/2013 Desembarca no aeroporto de confins com muita festa dos torcedores. Na sede do Barro Preto, o jogador assina contrato de dois anos. O jogador custará mensalmente R$1 milhão aos cofres do clube, entre salários (quase R$ 400 mil) e uma dívida do jogador (luvas) com o Málaga, que o Cruzeiro assumiu.

28/07/2013 É apresentado oficialmente a torcida cruzeirense, no Mineirão, no clássico contra o Atlético, pelo Campeonato Brasileiro. O jogador chegou ao gramado dentro de um carro forte com a inscrição “Patrimônio do Sócio do Futebol”. O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares explicou: “o Julio é uma joia rara”. Julio Baptista completou: “o sócio do Cruzeiro ajudou para que estivesse aqui e o Cruzeiro retribuiu".

21/08/2013 Estreia na vitória (2 a 1) sobre o Flamengo, pela Copa do Brasil. O meia entra na vaga do atacante Willian aos 66 minutos. O jogador ainda não estava em suas melhores condições físicas e, por isso, só estreou três semanas após sua chegada ao clube.

01/09/2013 Marca o primeiro gol com a camisa do Cruzeiro. Foi o terceiro da vitória (5 a 3) sobre o Vasco, em cobrança de falta, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Este também foi o primeiro jogo que começou como titular.

13/11/2013 Conquista o primeiro título pelo Cruzeiro. Com a vitória (3 a 1) sobre o Vitória, no Barradão, Júlio Baptista sagra-se campeão brasileiro. Ele marcou o segundo gol, aos 70 minutos, quando o placar estava em 1 a 1. Praticamente marcou o gol do título.

23/11/2013 Envolve-se numa polêmica na derrota (2 a 1) para o Vasco, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro. Quando o time estrelado perdia (2 a 0), Júlio teria dito ao zagueiro Cris, do Vasco: “faz logo outro gol, porra!”. Pelo fato do Vasco estar ameaçado de rebaixamento, muitos entenderam que o Cruzeiro estava entregando o jogo, para beneficiar o time carioca.

25/11/2013 Julio Baptista divulga uma carta de desabafo sobre o lance contra o Vasco. “Pesquisem meu passado. Nunca estive envolvido em nenhuma polêmica que pudesse ferir o meu caráter. O Cruzeiro perdia (2 a 0) e, aos 4 minutos, do segundo tempo, em um escanteio, o Cris me provoca e diz para eu “amaciar”. Falei duro com ele para ir lá e fazer um gol”. O Cruzeiro, não levou nenhum gol no segundo tempo. Na verdade fizemos dois gols, sendo um anulado. Por isso, não faz sentido o que estão dizendo! Quero contar com o apoio de vocês para superar com a devida honra uma tamanha injustiça!”

22/02/2014 O meiocampista se lesiona no joelho direito na vitória (3 a 1) sobre o Boa, em Varginha, pelo Campeonato Mineiro.

16/03/2014 Retorna contra a Tombense e marca o primeiro gol da vitória (3 a 0), em Tombos. Foi o primeiro gol dele no Campeonato Mineiro.

13/04/2014 Conquista o segundo título pelo Cruzeiro. Com o empate (0 a 0) contra o Atletico, no Mineirão, Júlio Baptista sagra-se campeão mineiro. O primeiro jogo, em 6 de abril, no Independência, também terminou empatado (0 a 0). O Cruzeiro jogou com a vantagem dos resultados iguais na final por ter feito a melhor campanha na 1ª fase.

14/05/2014 Com o empate (1 a 1) contra o San Lorenzo, no Mineirão, o Cruzeiro é eliminado da Libertadores e Júlio Baptista perde a titularidade.

22/07/2014 O jogador deixa o treino reclamando de dores na panturrilha esquerda. Um exame de imagens confirma a lesão

21/08/2014 Após quatro meses, começa um jogo como titular, na vitória (1 a 0) sobre o Gremio, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro.

07/09/2014 Marca seu último gol com a camisa do Cruzeiro. No empate (3 a 3) contra o Fluminense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, ele os dois primeiros gols cruzeirenses no jogo: aos 11 minutos, em cobrança de pênalti e, aos 44 minutos.

17/09/2014 Sai no intervalo do jogo contra o Atlético-PR, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro, com uma lesão muscular na coxa esquerda.

02/11/2014 Retorna na vitória (2 a 1) sobre o Botafogo, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro

20/11/2014 A vitória (2 a 1) sobre o Grêmio, em Porto Alegre, pelo Campeonato Brasileiro, foi o último jogo em que Julio Baptista começou como titular. Foram 28 jogos e, entre todos estes, a única derrota foi para o San Lorenzo, em Buenos Aires, pela Libertadores, em 7 de maio de 2014.

23/11/2014 Conquista o terceiro título pelo Cruzeiro. Com a vitória (2 a 1) sobre o Goiás, no Mineirão, Julio Baptista sagra-se campeão brasileiro de 2014. Não participou do jogo decisivo.

20/02/2015 Após uma consulta, em São Paulo, com o médico Rene Abdalla, o jogador decide embarcar para Barcelona, na Espanha, para se submeter a uma cirurgia no joelho direito, com o médico Ramon Cugar. O atacante fica afastado 7 meses dos gramados.

22/07/2015 A diretoria cruzeirense prorroga o contrato de Julio Baptista, até dezembro. Seu vínculo encerraria em 31 de julho. Um contrato por produtividade é assinado e Julio concorda em reduzir seu salário nos dois primeiros meses, até estar em plenitude técnica. O Cruzeiro teria de ficar com ele até o fim da recuperação por causa da legislação esportiva.

08/09/2015 Recuperado da cirurgia o jogador é liberado pelo departamento médico e participa de um treino com bola com os reservas na Toca da Raposa.

26/09/2015 Foi relacionado para o jogo contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. Entrou no segundo tempo da vitória (2 a 0). Teve um edema na coxa direita e precisou de um mês para se recuperar

31/10/2015 Faz seu último jogo com a camisa cruzeirense no empate (1 a 1), contra o Avaí, em Florianópolis, pelo Campeonato Brasileiro. Entrou aos 67 minutos. Reclamou de dores na coxa direita, após o jogo.

03/11/2015 O médico do Cruzeiro, Sérgio Freire Júnior, confirma a terceira lesão de Julio Baptista na temporada e culpa o estado encharcado do campo no Avaí, após a chuva. Júlio esteve em campo em apenas três jogos oficiais em 2015. Em nenhum deles, permaneceu em campo por mais de 45 minutos.

23/11/2015 O jogador fatura R$ 40 mil em três torneios de poker pela internet. Com o nick @julio.B19@ ele conquistou uma primeira colocação no $109Turbo, um 3º lugar no $215Turbo e outro 3º lugar no TheHot44.

03/12/2015 Júlio Baptista deixa o Cruzeiro, após encerrar o seu vínculo contratual. Foi homenageado na Toca da Raposa II. Ao todo disputou 56 jogos e marcou 16 gols.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Jogos do Cruzeiro na Bahia


Carlos Henrique

Total de Jogos na Bahia: 60
Vitórias do Cruzeiro: 25
Empates: 14
Vitorias dos baianos: 21
Total de Gols: 174
Gols do Cruzeiro: 91
Gols dos baianos: 83

CAMPEONATO BRASILEIRO
15/10/1969 - Cruzeiro 1 x 2 Bahia (Fonte Nova)
17/07/1974 - Cruzeiro 1 x 0 Bahia (Fonte Nova)
12/02/1978 - Cruzeiro 2 x 2 Bahia (Fonte Nova)
13/06/1978 - Cruzeiro 1 x 0 Vitória (Fonte Nova)
16/07/1978 - Cruzeiro 0 x 1 Bahia (Fonte Nova)
14/10/1979 - Cruzeiro 4 x 2 Vitória (Fonte Nova)
30/03/1980 - Cruzeiro 0 x 3 Bahia (Fonte Nova)
03/02/1982 - Cruzeiro 0 x 3 Bahia (Fonte Nova)
26/10/1986 - Cruzeiro 0 x 1 Bahia (Fonte Nova)
13/11/1988 - Cruzeiro 1 x 2 Bahia (Fonte Nova)
03/03/1991 - Cruzeiro 0 x 0 Vitória (Fonte Nova)
12/09/1993 - Cruzeiro 3 x 1 Bahia (Fonte Nova)
28/08/1994 - Cruzeiro 1 x 2 Bahia (Fonte Nova)
27/11/1994 - Cruzeiro 0 x 2 Vitória (Barradão)
14/09/1996 - Cruzeiro 2 x 1 Bahia (Fonte Nova)
26/10/1997 - Cruzeiro 1 x 1 Vitória (Barradão)
29/09/1999 - Cruzeiro 1 x 4 Vitória (Barradão)
23/08/2000 - Cruzeiro 3 x 1 Bahia (Fonte Nova)
02/09/2001 - Cruzeiro 2 x 2 Vitória (Barradão)
09/10/2002 - Cruzeiro 2 x 4 Vitória (Barradão)
25/05/2003 - Cruzeiro 1 x 2 Vitória (Barradão)
14/12/2003 - Cruzeiro 7 x 0 Bahia (Fonte Nova)
08/08/2004 - Cruzeiro 2 x 3 Vitória (Barradão)
10/05/2008 - Cruzeiro 2 x 0 Vitória (Barradão)
30/08/2009 - Cruzeiro 3 x 3 Vitória (Barradão)
07/11/2010 - Cruzeiro 1 x 0 Vitória (Barradão)
12/10/2011 - Cruzeiro 0 x 0 Bahia (Pituaçú, Salvador)
11/08/2012 - Cruzeiro 1 x 0 Bahia (Pituaçú, Salvador)
04/09/2013 - Cruzeiro 3 x 1 Bahia (Fonte Nova)
13/11/2013 - Cruzeiro 3 x 1 Vitória (Barradão)
20/04/2014 - Cruzeiro 2 x 1 Bahia (Fonte Nova)
19/10/2014 - Cruzeiro 1 x 0 Vitória (Barradão)

Total de Jogos (pelo Campeonato Brasileiro): 32
Vitórias do Cruzeiro: 14
Empates: 06
Vitorias dos baianos: 12
Total de Gols: 96
Gols do Cruzeiro: 51
Gols dos baianos: 45



COPA DO BRASIL
29/07/1989 - Cruzeiro 0 x 2 Bahia (Jóia da Princesa, Feira de Santana)
28/04/1995 - Cruzeiro 1 x 2 Bahia (Pituaçú, Salvador)
14/05/1998 - Cruzeiro 0 x 1 Vitória (Barradão)
12/04/2006 - Cruzeiro 1 x 2 Vitória (Barradão)
06/07/2016 - Cruzeiro 2 x 1 Vitória (Barradão)

TORNEIO SELETIVO LIBERTADORES
16/12/1999 - Cruzeiro 2 x 1 Vitória (Barradão)

AMISTOSOS
21/07/1946 - Cruzeiro 3 x 2 Guarani (Graça, Salvador)
*foi o único confronto entre as equipes
24/07/1946 - Cruzeiro 2 x 5 Vitória (Graça, Salvador)
28/07/1946 - Cruzeiro 2 x 2 Bahia (Graça, Salvador)
27/05/1958 - Cruzeiro 2 x 2 Vitória (Fonte Nova)
30/05/1958 - Cruzeiro 4 x 2 Botafogo (Fonte Nova)
*foi o único confronto entre as equipes
01/06/1958 - Cruzeiro 2 x 1 Vitória (Fonte Nova)
03/06/1958 - Cruzeiro 1 x 2 Bahia (Fonte Nova)
10/05/1959 - Cruzeiro 2 x 1 Vitória (Fonte Nova)
12/05/1959 - Cruzeiro 0 x 1 Bahia (Fonte Nova)
14/05/1959 - Cruzeiro 1 x 1 Ipiranga (Fonte Nova)
*foi o único confronto entre as equipes
17/05/1959 - Cruzeiro 0 x 0 Fluminense (Jóia da Princesa, Feira de Santana)
*foi o único confronto entre as equipes
20/05/1959 - Cruzeiro 0 x 1 Bahia (Fonte Nova)
11/06/1962 - Cruzeiro 0 x 0 Bahia (Fonte Nova)
14/02/1968 - Cruzeiro 2 x 0 Bahia (Fonte Nova)
16/02/1968 - Cruzeiro 3 x 2 Bahia (Fonte Nova)
04/04/1971 - Cruzeiro 3 x 1 Galícia (Fonte Nova)
*foi o único confronto entre as equipes
07/04/1971 - Cruzeiro 1 x 0 Bahia (Fonte Nova)
12/12/1971 - Cruzeiro 2 x 1 Bahia (Fonte Nova)
29/07/1973 - Cruzeiro 1 x 1 Bahia (Luiz Viana Filho, Itabuna)
06/04/1976 - Cruzeiro 1 x 1 Bahia (Fonte Nova)
15/05/1984 - Cruzeiro 2 x 2 Bahia (Fonte Nova)
02/02/1986 - Cruzeiro 0 x 1 Vitória (Fonte Nova)

JOGO TREINO
25/05/1994 - Cruzeiro 1 x 0 Jequié (Waldomiro Borges, Jequié)