sábado, 9 de maio de 2009

Em 1945 o estádio leva o nome de Juscelino Kubitscheck de Oliveira


Em 2004, quando eram executadas as obras de revitalização da sede campestre do Barro Preto, onde havia o estadio, um momento de emoção e saudosismo aconteceu quando os operários faziam o desmanche de uma antiga parede, retirando o reboco que a cobria. A medida que a velha massa de cimento e areia era retirada de um pilar, foi surgindo um grande cartaz com a imagem do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, ali fixado por volta de 1955. Era uma peça da campanha que o levou a presidencia da republica.

A GRATIDÃO A JUSCELINO

Em 1935 os estádios de América, Atlético e Cruzeiro foram hipotecados e os clubes trocaram por ações que jamais chegaram a valer e foram vendidas muito abaixo do custo. Houve uma tentativa de doação dos estádios por parte da Prefeitura para liberá-los do peso hipotecário.

Em julho de 1936, a prefeitura chegou a transferir a posse do estádio ao Sport Club Graphica. O Clube evitou a perda após recorrer ao governo do estado.

Em julho de 1945, Cruzeiro, Atlético e América pleitearam a liberação de seus estádios, junto ao governo estadual e contaram com o empenho do então prefeito, Juscelino Kubitscheck.

Em janeiro de 1946, foi assinada a liberação, no Palácio da Liberdade. O Governo Estadual comprou os estádios da prefeitura e os doou aos clubes com cláusulas de “inaliebilidade e impenhorabilidade” e o Cruzeiro tornou-se, novamente, dono do Estádio, em 31 de julho. A escritura foi assinada pelo interventor federal, João Beraldo, no Palácio da Liberdade.

Pelo empenho do então prefeito JK, o clube foi eternamente grato e o estádio foi reinaugurado em 1 de julho de 1945, no amistoso contra o Botafogo, com o nome "Estádio Juscelino Kubitschek de Oliveira". Quando foi governador JK ainda conseguiu liberar uma verba estadual para os três clubes da capital para a construção de suas respectivas sedes sociais.

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