sábado, 9 de maio de 2009

Em 1945 o Barro Preto tornou-se o maior de Minas Gerais

O amistoso entre Cruzeiro e Botafogo em 1 de julho de 1945 reinaugurou o estádio do Barro Preto. A partida terminou empatada em 1 a 1 e foi recorde de renda em Minas Gerais. Na foto o goleiro Oswaldo saiu do gol para fazer uma defesa sendo observado pelo atacante Nogueirinha.


Em 1945 o clube reconstruiu o velho estadinho e o modernizou. As arquibancadas de madeira das gerais que abrangiam a Av. Augusto de Lima, rua Ouro Preto e parte da rua dos Guajajaras foram substituídas por 11 degraus de cimento e passou a ter uma extensão de 250 metros. As arquibancadas de madeira das sociais destinadas aos sócios torcedores na rua Guajajaras foram substituídas por cimento e área foi ampliada.

A capacidade de público do estádio passou para 15 mil torcedores tornando-se o maior de Belo Horizonte até a construção do Estádio Independência construído para sediar os jogos da Copa do Mundo, em 1950, com capacidade para 25 mil.

A lateral do campo foi deslocada para a avenida augusto de lima e no espaço que sobrou no quarteirão foram construídas a piscina e as quadras de basquete e vôlei.

Uma particularidade era a drenagem do campo, que passou a ter do centro até suas extremidades um declive de 35 centímetros para garantir o rápido escoamento da água, em dia de chuva. O declive era imperceptível, porque ele chegava a zero nos extremos, de maneira proporcional.

O empreendimento foi bancado pelo próprio clube, através da campanha dos Mil sócios junto aos torcedores, onde cada um contribuiu com mil cruzeiros.

A reinauguração do Estádio aconteceu no dia 1 de julho de 1945, num amistoso contra o Botafogo, do Rio, e que serviu como tira teima entre dois dos maiores atacantes do futebol brasileiro: Heleno de Freitas, pelo Botafogo, e o internacional, Niginho, pelo Cruzeiro. O amistoso bateu o recorde de renda de todos os jogos de futebol disputados no estado superando a do amistoso entre Atlético e Corinthians, em 24/06/1945, que foi de Cr$ 61.300,00.

CRUZEIRO 1 x 1 BOTAFOGO (RJ)
Motivo: amistoso
Data: 01/07/1945
Estádio: Barro Preto (Belo Horizonte-MG)
Renda: Cr$ 91.000, (recorde)
Árbitro: Carlos Potengy (RJ)
Gols: Niginho 20/1º; Heleno 41/2o
Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Azevedo, Bituca, Bibi, Juca, Juvenal, Nogueirinha (Gabriche), Selado, Niginho, Ismael, Braguinha (Alcides). T: Chico Trindade.
Botafogo: Oswaldo, Gérson (Lusitano), Sarno (Laranjeira), Ivan, Spinelli, Negrinhão, Lula, Tovar, René, Heleno, Tim (Otávio), Bené. T: Bengala
*Sinval levou o gol.
Preliminar (juvenis): Cruzeiro 3 x 1 Guarani AC – Taça “Campeão Absoluto”

O BARRO PRETO ILUMINADO

O Estádio também recebeu postes de iluminação para sediar jogos noturnos. O projeto das reformas teve um custo de 100 mil cruzeiros. O Flamengo foi convidado para inaugurar os refletores do estádio, em 14 de novembro. Mas o mau tempo impediu o avião do Flamengo aterrisar no campo de aviação de Lagoa Santa. No entanto, não vieram mesmo devido aos desfalques. Na ocasião, o América, do Rio veio substituir o Flamengo para fazer a primeira partida noturna do Estádio.

CRUZEIRO 4 x 0 AMÉRICA (RJ)
Motivo: amistoso
Data: 21/11/1945
Estádio: Barro Preto (Belo Horizonte-MG)
Renda: Cr$ 35.000,
Árbitro: Aristides Filgueiras (RJ)
Gols: Braguinha 20/1º; Braguinha 13/2o; Niginho 21/2o; Braguinha 37/2o
Cruzeiro: Geraldo II, Azevedo (Ismael), Bituca, Adelino, Hemetério, Juvenal, Bibi, Nogueirinha, Selado, Niginho, Ismael, Braguinha. T: Chico Trindade.
América: Vicente, Paulo, Grita, Oscar, Álvaro, Amaro, China, Maneco, Maxwel, Lima, Wilton (Ubaldo)
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