domingo, 2 de janeiro de 2011

Cruzeiro 90 anos colocando a bola no chão e os adversários na roda



A principal razão de ter me tornado cruzeirense foi, sem dúvida, o estilo de jogo que caracteriza os times formados pelo clube: o toque de bola, rápido e rasteiro.

O jogo começa lá atrás, com o lateral ou o zagueiro, passa pelo meio campo e chega até a cara do gol.

Nada de chutões despretensiosos e jogadas feitas ao acaso, como acontece com os times que adotam o estilo da raça.

Passam gerações e o Cruzeiro mantém o estilo, é o seu DNA, está na sua genética.

É um estilo que oferece liberdade ao jogador criativo e técnico produzir lances de rara habilidade como o que fez o meiocampo Kerlon naquele clássico contra o Atlético.

É por causa desse estilo que Joãozinho se sentiu a vontade para criar o drible da pedalada, Eduardo usar e abusar do drible da vaca, Ronaldo Fenômeno agitar a torcida com o drible da letra, sem falar nas tabelinhas e na movimentação rápida e envolvente dos atacantes.

Qualquer craque fica a vontade pra jogar no Cruzeiro. É no clube que ele pode colocar em prática aquilo que inventou numa brincadeira de treino. Sabe que a torcida aprova e exalta o valor técnico, mais do que a força de vontade.

E sempre foi assim. É só o time concluir uma jogada trabalhada, de toques envolventes, que alguém comenta: "esse é o Cruzeiro!"
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