sábado, 18 de junho de 2011

Dois Botafogos na trajetória de Ronaldo pelo Cruzeiro


Dois Botafogos marcaram a trajetória do atacante Ronaldo Fenômeno com a camisa cruzeirense. Foi contra o Fogão, que o artilheiro fez sua última partida pelo Cruzeiro, num amistoso, no Mineirão, em 7 de agosto de 1994. O Fenômeno havia acabado de retornar da Copa do Mundo, dos Estados Unidos, onde sagrou-se campeão como reserva. O craque já havia sido negociado ao PSV, da Holanda, por seis milhões de dólares, e despediu-se da torcida jogando apenas o primeiro tempo. Ele abriu o placar aos 10 minutos. O jogo terminou empatado em 1 a 1.

Ronaldo chegou ao Barro Preto em março de 1993. O Cruzeiro adquiriu 55% de seu passe, que pertencia a empresa do ex-jogador Jairzinho por 50 mil dólares. A estréia com a camisa cruzeirense foi na preliminar de Cruzeiro e Desportiva-ES, pela Copa do Brasil, em 23 de março. Ronaldo atuou pelo time júnior contra os amadores do Botafogo, de Matosinhos-MG. Na goleada de 4 a 1 sobre o Foguinho, Ronaldo marcou duas vezes.

Camardelli foi um zagueiro do time do Cruzeiro na campanha do vicecampeonato da cidade de 1922. Ele também atendia pelo apelido de Nêgo e veio do Atlético. No entanto, ele era mais que um ex-jogador do rival. Camardelli foi vice-presidente daquele clube em 1918. Naquela época podia, né! Após a campanha de 1922, ele retornou ao galo, onde passou a exercer outros cargos de diretoria.

Em 23 de agosto de 1986, o Cruzeiro disputou o troféu Cidade de Pamplona, contra o time do Osasuna, em Pamplona, na Espanha. O Cruzeiro que era treinado por Jair Bala vencia por 3 a 1, quando o time espanhol marcou seu segundo gol, aos 36 minutos do segundo tempo. Na saída de bola, Ronaldo Sereno tocou para Ernane que chutou do meio do campo e marcou um golaço. O árbitro Paz Garcia estava de costas no momento do gol e, mesmo ser ter visto o lance, marcou o tiro de meta. Ele alegou que a bola havia passado por cima da trave sob vaias da torcida no estádio El Sadar. A marcação surpreendeu até o goleiro do Osasuna, que apanhou a bola de dentro do gol (!!!) e cobrou o tiro de meta. A partida terminou 3 a 2 para o Cruzeiro, que levou o troféu.

O zagueiro Arley Álvares, que surgiu nas categorias de base do Cruzeiro, foi dispensado do Clube, no início de 1995, junto com outros jogadores, por ter participado de uma balada na cidade de Sabará. Ele foi negociado ao Vitória de Guimarães e, em junho de 1996, quando passava férias em Belo Horizonte, foi dar um rolé de carro com o atacante Luiz Gustavo, que também começou na base do Cruzeiro e estava no Belenenses, de Portugal. Os jogadores passeavam na companhia de duas amigas e, quando passavam pela rua Tamoios com avenida Afonso Pena, furaram uma blitz do Batalhão de Trânsito. Além de não obedecerem a ordem para parar o carro, eles se viraram de costas para os policiais, tiraram as calças e fizeram bunda-lelê. O carro saiu em alta velocidade, sendo interceptado na avenida Contorno, na Floresta. Foram conduzidos ao Juizado Especial Criminal, no Fórum Lafayette e foram liberados, após pagarem multa.

Em janeiro de 1995, chegou ao Cruzeiro o atacante camaronês Wanga, do Union Douala, por indicação do goleiro William Andem. Ele era um ex-corredor, que ganhou várias provas em seus país, e mudou de esporte quando foi convidado a jogar futebol. Foi testado num amistoso do Cruzeiro contra o Ideal, de Ipatinga. Correu muito pela ponta direita, mas não achou a bola. Como tinha 19 anos, a idéia era deixá-lo treinando no plantel júnior para ser melhor observado, mas acabou dispensado. Wanga era muito ingênuo e não tinha a menor noção do que era estar numa categoria de base. Pra ficar no Cruzeiro ele exigiu contrato com salário de R$ 5 mil, luvas de R$ 30 mil e o aluguel de um apartamento!!!

twitter: @henriqueribe
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