sexta-feira, 1 de julho de 2011

O jogador e torcedor Renato Gaúcho

A torcida que apresentou o modo mais esquisito de comemorar gols em jogos do Cruzeiro foi a do Nacional do Amazonas nos anos 1970. No dia 7 de outubro de 1973, o Cruzeiro foi enfrentar aquele time, no estádio Vivaldão, pelo Campeonato Brasileiro. Logo, aos 22 minutos, os manauaras abriram o placar com um gol marcado pelo ponta esquerda Reis. Foi então que, de repente, a torcida eufórica atirou garrafas, pedras e laranjas dentro do campo. Palhinha empatou o jogo aos 2 minutos do segundo tempo, mas Bené voltou a colocar o Nacional na frente, aos 11. E tome chuva de objetos no campo! Eduardo marcou aos 34 e a partida terminou em 2 a 2 com o gramado cheio de entulho!

O atacante Renato Gaúcho (no centro da foto acima) teve uma passagem meteórica pelo Cruzeiro em 1992. Foram apenas seis meses. Tempo que durou o seu empréstimo junto ao Botafogo, mas o suficiente para fazer história e ficar marcado na memória da nação cruzeirense. Renato era um jogador que vestiu a camisa cruzeirense, como se fosse um torcedor. Fazia questão de ser querido pela sua torcida e odiado pelos adversários.

No dia 9 de dezembro de 1992, o Mineirão recebeu uma rodada dupla válida pelo jogo de volta das semifinais do Campeonato Mineiro. Na preliminar o Cruzeiro massacrou o Rio Branco de Andradas por 8 a 1. Renato marcou três gols e se dirigiu a torcida do América sinalizando silêncio. O Coelho faria o jogo principal da rodada dupla, contra o Atlético, apenas para cumprir tabela, pois já estava classificado para a final. Na saída de campo, ele prometeu:
_Os três gols que fiz hoje foram apenas o aperitivo para os três gols que vou marcar neles, domingo!

E Renato cumpriu a ameaça. No domingo (13 de dezembro), o Cruzeiro venceu o América por 3 a 2, no primeiro jogo da final. Renato fez os três gols, sendo o terceiro marcado no último minuto. E como um bom jogador-torcedor que era, não perdeu a chance. Foi lá onde estava a torcida do Coelho e sinalizou silêncio, mais uma vez!

No dia 24 de agosto de 1982, o Cruzeiro fez a sua estréia no Torneio de Valladolid, na Espanha, contra o Salamanca e saiu na frente no placar, aos 36 minutos, com um gol de pênalti do meiocampista Tostão. O árbitro espanhol Manuel Fanjo Hernandez tentou ajudar o time da casa e inventou um pênalti aos 43 minutos, que foi tão descarado, que a própria torcida espanhola vaiou a marcação. O goleiro Luiz Antônio defendeu a cobrança do atacante Brizola. Aos 8 minutos do segundo tempo, Tostão fez 2 a 0 para o Cruzeiro. Quando ainda restavam nove minutos, o árbitro estranhamente encerrou a partida. O motivo: os jogadores do Salamanca estavam cansados.

VASCO 0 x 3 CRUZEIRO
29/06/2011 (Qua-19:30h) - Campeonato Brasileiro (Turno) - São Januário (Rio de Janeiro, RJ)
Público: 5.474 (R$ 128.825,)
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA)
Gols: Leandro Guerreiro 53', Montillo 89', Roger, de pênalti 90'
Vasco: 1-Fernando Prass, 23-Fagner, 26-Dedé, 25-Anderson Martins, 32-Márcio Careca (33-Ramon/72'), 28-Eduardo Costa (19-Leandro/79'), 37-Rômulo, 6-Felipe, 10-Diego Souza, 7-Éder Luís, 9-Alecsandro (39-Elton/72'). T: Ricardo Gomes
Cruzeiro: 1-Fábio, 2-Vitor, 3-Gil, 4-Naldo, 6-Diego Renan, 8-Leandro Guerreiro, 5-Fabrício, 7-Marquinhos Paraná, 10-Montillo (17-Roger/90'), 11-Thiago Ribeiro (15-Dudu/72'), 9-Wallyson (16-Ortigoza/85'). T: Joel Santana
CA: Vitor/28', Thiago Ribeiro/40', Marquinhos Paraná/46', Wallyson/77' (C)/ Márcio Careca/63', Felipe/84', Leandro/84', Elton /84' (V)
*com este resultado o Cruzeiro subiu cinco posições na tabela de classificação e agora está na 10ª posição do Campeonato Brasileiro.

twitter: @henriqueribe
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