terça-feira, 28 de junho de 2011

Rápido e rasteiro como o ataque do Cruzeiro!

No dia 27 de outubro de 1966 nasceu o bordão que mais identificou o time do Cruzeiro com a sua nação de torcedores: "Vamos embora, vamos ligeiro, rápido e rasteiro como o ataque do Cruzeiro". A frase fazia parte da marchinha "Can can do Mineirão", de autoria do maestro Jadir Ambrósio, interpretada por Haroldo Medina e a orquestra de Davi Barbosa. A música fazia parte de um disco compacto de vinil, de 33 rotações, que tinha no lado inverso o "Hino ao Campeão", que foi adotado como oficial do Clube. Os compactos foram vendidos na sede do Barro Preto e custaram 3 mil cruzeiros cada.

O refrão "rápido e rasteiro como o ataque do Cruzeiro" foi um sucesso nacional e traduzia em uma só linha o estilo acadêmico de futebol praticado pelo Cruzeiro. O gênio do humor brasileiro, Chico Anysio, foi um dos que contribuíram para nacionalizar o bordão em seu programa. O radialista Aldair Pinto, que comandava um dos programas de grande audiência nas rádios e emissoras da TV mineira, também foi um dos responsáveis pela popularização da frase junto a nação cruzeirense.

O Cruzeiro já disputou uma partida com a camisa do Sete de Setembro. Foi no dia 7 de junho de 1958,quando enfrentou o Meridional, de Conselheiro Lafaiete, pelo Torneio Eliminatório do Campeonato Mineiro, no estádio Independência. Ambos entraram em campo com camisas azuis. O árbitro José Maria Gomes solicitou que uma das equipes mudasse o uniforme e, após vários minutos de impasse, o Cruzeiro aceitou jogar com o uniforme branco do Sete de Setembro sob protestos. Pelo menos a camisa estrelada foi poupada da derrota. O time perdeu por 2 a 1 com gols de Atanázio e Cabo Frio para o Meridional. Nívio descontou para o Cruzeiro em cobrança de falta.

O atacante Oséas (foto acima) foi um dos maiores cabeceadores do futebol brasileiro, mas quando jogou pelo Palmeiras, usou a cabeça para marcar um gol contra a favor do Corinthians, pelo Campeonato Paulista de 1998. O clássico terminou 1 a 1 e Oséas foi o autor do empate corinthiano. Esse gol contra é motivo de piada e chacota até hoje.

Em 2000, o atacante veio para o Cruzeiro e repetiu o vacilo! Voltou a marcar um gol contra de cabeça. Foi a favor do Internacional e num jogo decisivo, no Beira Rio. Era a primeira partida pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro de 2000. Mas, desta vez, Oséas se redimiu a tempo. Três minutos depois, ele arrancou do meio de campo e driblou toda a defesa do Inter antes de empatar a partida. Um golaço que desmanchou o prazer dos humoristas de plantão.

CRUZEIRO 2 X 1 CORITIBA
25/06/2011 (Sab-21h) - Campeonato Brasileiro (Turno) - Arena do Jacaré (Sete Lagoas, MG)
Público: 5.256 (R$ 90.783,75)
Árbitro: Fabrício Neves Corrêa (RS)
Auxiliares: Altermir Hausmann (RS) e José Chaves Franco Filho (RS)
Gols: Montillo, de pênalti 52'e 83' (Cru)/ Marcos Aurélio 79' (Cor)
Cruzeiro: 1-Fábio; 2-Marquinhos Paraná, 3-Gil, 4-Leo, 6-Diego Renan; 8-Henrique (16-Dudu/38'), 5-Fabrício, 7-Everton, 10-Montillo; 11-Wallyson (15-Leandro Guerreiro/84'), 9-Anselmo Ramon (18-Brandão/69'). T: Joel Santana
Coritiba: 1-Edson Bastos; 2-Jonas, 3-Emerson, 4-Pereira, 6-Eltinho; 5-Willian, 8-Léo Gago, 7-Rafinha, 10-Davi (17-Marcos Aurélio/56'); 11-Everton Ribeiro (16-Everton Costa/61'), 9-Bill (18-Leonardo/69'). T: Marcelo Oliveira
CA: Fábio/44', Diego Renan/89' (Cru); Willian/43', Eltinho/51', Pereira/53', Everton Costa/65' (Cor)
*com o resultado o Cruzeiro subiu três posições e terminou a 6a rodada na 15a colocação. O volante Henrique fraturou o pulso direito aos 38 minutos de jogo.
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