terça-feira, 21 de junho de 2011

Um atacante cruzeirense no Clube da Esquina

O Meia atacante Clayton, que jogou no Cruzeiro entre 1978 e 1979, não era lá um jogador muito comum. Era formado em Direito e primo do compositor Wagner Tiso. Como era nascido em Três Pontas, terra de Milton Nascimento, garantia que chegou a compor algumas músicas com a rapaziada do Clube da Esquina.

Entre 1945 e 1963, os torcedores do Cruzeiro viajavam de trem para o interior acompanhar o time nos jogos do Campeonato. O "Trem da Vitória", como ficou conhecido, foi uma iniciativa do diretor de futebol do Clube, José Fialho Pacheco. A medida foi extinta em 1963, porque a Tabela Dirigida foi adotada no Campeonato e as partidas no interior ficassem escassas.

O zagueiro Fontana nunca teve papas na língua e falava o que bem entendia, doe a quem doer. Ele havia saído do Cruzeiro em 1972 e, no dia 10 de maio de 1974, foi a Toca visitar os ex-companheiros. Numa conversa com os jornalistas sobre a Seleção Brasileira ele fez críticas ao treinador Zagallo, dizendo que ele estava perdido sem Pelé, Gérson e Tostão para ajudá-lo na escalação do time e nas instruções dentro de campo.

Toda vez que o time profissional treina com os juniores ocorre algumas desavenças entre os velhos e os mais novos. Em 1973, havia no júnior do Cruzeiro um jogador chamado Caio. Num treino contra os profissionais ele aplicou um drible no experiente ponta-esquerda Lima, que lhe perguntou:
_Por acaso você é o Pelé branco?
E Caio, respondeu:
Sou sim. Quer o meu autógrafo?
Saíram na porrada!

Em 11 de junho de 1944, Cruzeiro e Atlético fizeram um clássico pelo Campeonato da Cidade. O técnico Bengala prometeu surpreender o rival com a "marcação cerrada" - um sistema de jogo introduzido no Brasil pelo treinador húngaro, Krushener, também conhecido como "o chantagista do futebol”. O esquema já era praticado pelos clubes de Rio e São Paulo e obrigava todos os jogadores, inclusive os atacantes, a exercerem a marcação.

O técnico do Atlético, Gregório Suarez, tentou ludibriar os cruzeirenses trocando os números das camisas dos jogadores de seu time, mas falhou na estratégia, pois o esquema consistia na marcação da posição e não do jogador. Em três minutos, o Cruzeiro decidiu o jogo. Os atacantes roubaram duas bolas dos defensores adversários, que resultaram nos gols de Alcides e Braguinha. A vitória por 2 a 1 colocou o Cruzeiro na liderança da tabela.

twitter: @henriqueribe

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