quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Cruzeiro rebaixou o Bahia em 2003. E hoje, o tricolor pode dar o troco?

No último Cruzeiro e Bahia disputado em Salvador, o Cruzeiro e o meia Alex estabeleceram recordes e o tricolor da boa terra amargou o descenso para a segundona.

O confronto entre Bahia e Cruzeiro volta a ser disputado em Salvador, após quase oito anos. O último encontro, em 14 de dezembro de 2003, terminou em goleada - 7 a 0 para o Cruzeiro, que significou recordes para o time estrelado e o rebaixamento do Bahia. Após aquele jogo, o tricolor baiano levou sete anos para retornar a divisão de elite. O duelo de hoje a noite acontece num momento diferente daquele de 2003, pois é o Cruzeiro que precisa de uma vitória para se afastar da zona da degola e o Bahia é que pode complicar a permanência do time estrelado na série A. O Cruzeiro soma 30 pontos e se perder hoje, em Salvador, pode ser alcançado em número de pontos pelos Atléticos Paranaense e Mineiro, caso eles vençam amanhã,  Vasco e o Santos, respectivamente. Os Atléticos estão com 27 pontos cada.

A goleada de 2003 aconteceu na última rodada do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro já havia confirmado o título em duas rodadas anteriores e foi para o jogo com a meta de alcançar os 100 gols e os 100 pontos na tabela. O Bahia, que somava 46 pontos, disputava contra o Fortaleza, também com 46 e o Paysandu com 48, as duas vagas do descenso. Assim deveria vencer o Cruzeiro de todo jeito e ainda torcer para que Fortaleza e Paysandu não vencessem a Ponte Preta e o Atlético-PR, respectivamente.

O Bahia entrou em campo com camisas azuis e a troca do uniforme gerou um atraso de 17 minutos para o início do jogo. A tática era jogar sabendo dos outros resultados, que não eram favoráveis. Com 16 minutos o Paysandu ganhava do Furacão por 2 a 0. Com a bola rolando, o Cruzeiro venceu por 7 a 0 - a maior goleada do clube no Brasileirão, e rebaixou o Bahia para a segundona.

Nesta partida o Cruzeiro estabeleceu quatro recordes no Campeonato Brasileiro: maior número de pontos (100), de vitórias (31), de gols marcados (102) e de rodadas na liderança (18).

O meia Alex entrou para a história. Fez cinco gols no jogo e tornou-se o maior artilheiro do clube numa mesma partida do Brasileiro, igualando Ronaldo Fenômeno, que também havia feito cinco, contra o mesmo Bahia, no Brasileiro de 1994. Com 23 gols somados, Alex também se tornou o maior artilheiro cruzeirense numa mesma edição do Brasileiro. Outra curiosidade foi o meia ter feito quatro gols de pênalti na partida. Um fato que só havia ocorrido, curiosamente, com Ronaldo, num amistoso contra o Flamengo, de Santo Antonio do Monte-MG, em 1993, que o Cruzeiro venceu por 4 a 0.

O Bahia penou por um longo período fora da elite. Em 2005 caiu para a Série C, onde permaneceu por dois anos e só conquistou o acesso a Série A, no ano passado. Por coincidência do destino, sete anos após a histórica goleada, o Bahia pode dar o troco e complicar a situação do Cruzeiro na série A.


CRUZEIRO 7 x 0 BAHIA (BA)
14/12/2003 (Dom-16h) - Campeonato Brasileiro (returno/46ª) - Fonte Nova (Salvador, BA)
Público: 25.682 (R$ 135.835,)
Árbitro: Evandro Roman (PR)
Auxiliares: Altemar Domingues (PR) e Rogério Rolim (PR)
Gols: Alex (pênalti) 13’, (pênalti) 17’, (pênalti) 23’ e (pênalti) 38’; Felipe Melo 55’; Alex 66’; Mota 68’
Cruzeiro: Gomes, Maurinho, Cris, Edu Dracena, Leandro, Recife (Felipe Melo), Maldonado, Wendel (Zinho), Alex, Mota, Márcio Nobre (Alex Dias). T: Vanderlei Luxemburgo
Bahia: Emerson, Valdomiro, Gustavo Castro, Accioly, Paulinho (Ramos), Otacílio, Preto, Elias (Gilberto), Chiquinho, Cláudio (William), Didi. T: Edinho Nazareth
CA: Maldonado (C); Paulinho, Valdomiro, Emerson, Preto (B)

twitter: @henriqueribe
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