sexta-feira, 18 de novembro de 2011

20 anos da conquista da Supercopa de 1991 - Parte 1

O ponta esquerda Marquinhos em ação no difícil início da campanha do título da Supercopa de 1991 contra o Colo Colo, do Chile, que era o atual campeão da Libertadores.


Carlos Henrique

ARRANCADA PARA O TÍTULO COMEÇOU CONTRA O CAMPEÃO DA LIBERTADORES

A Supercopa foi a melhor das competições organizadas pela Confederação Sulamericana, além da Taça Libertadores e que deixou muitas saudades entre os torcedores argentinos, uruguaios e brasileiros. O torneio reuniu entre 1988 e 1997 os campeões da Libertadores e por isso era uma competição de alto nível técnico.

A edição de 1991 foi a quarta da Supercopa e contou com um novo participante, o Colo Colo, do Chile, que havia conquistado a Libertadores no mesmo ano e que acabou sendo o primeiro adversário do Cruzeiro.

A Supercopa começou no mês de outubro e o Cruzeiro buscava se reabilitar na temporada, após ter feito campanhas fracas na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro no primeiro semestre. A confiança e o bom futebol foram resgatados com as contratações do treinador Ênio Andrade e do ponteiro direito, Mário Tilico, que havia sido o herói do São Paulo, na conquista do título brasileiro, ao marcar o gol tricolor na decisão contra o Bragantino.

A diretoria cruzeirense promoveu o jogo da estreia, no Mineirão, em 2 de outubro, espalhando outdoors na capital convocando a torcida para o desafio contra o campeão da Libertadores e até os ingressos foram personalizados com os escudos dos dois times, o que não era comum naquela época. 

Mais de 60 mil cruzeirenses responderam ao desafio e encheram o Mineirão. O Cruzeiro dominou toda a partida, mas não conseguiu traduzir a superioridade em gols e o placar não saiu do zero. 

Após o jogo, o presidente César Masci reclamou do árbitro Juan Carlos Crespi por ter anulado um gol do zagueiro Adilson, enquanto o técnico do Colo Colo, Mirko Jozic, protestou contra os coros de baixo calão da torcida do Cruzeiro. “Eu nunca vi uma torcida tão sem educação”, protestou Jozic que, embora croata, entendia o idioma português.

No jogo da volta em Santiago, em 9 de outubro, as equipes fizeram um jogo aberto e com lances de gols para cada lado, mas novamente terminou empatada sem gols. Na disputa de tiros livres o Cruzeiro venceu por 4 a 3 e se classificou. 

Os torcedores do Colo Colo sequer imaginavam que aquela seria a primeira de uma série de eliminações que o Cruzeiro iria impor ao time chileno nas competições sul-americanas.

CRUZEIRO 0 x 0 COLO COLO (CHI)
02/10/1991 - Supercopa (oitavas-de-final/1ª) - Mineirão (Belo Horizonte, MG)
Público: 60.196 (Cr$ 106.591.000,)
Árbitro: Juan Carlos Crespi (ARG)
Auxiliares: Juan Carlos Losteau (ARG) e Abel Gneco (ARG)
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Adilson, Paulão, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando, Mário Tilico, Charles, Marquinhos (Paulinho). T: Enio Andrade
Colo Colo: Morón, Peralta, Garrido, Miguel Ramírez, Salvatierra, Vilches, Adomaitis (Ormeño), Mendoza, Barticiotto, Patricio Yáñez, Ruben Martínez (Hugo Rubio). T: Mirko Jozic
CA: Paulão (C)

CRUZEIRO 0 x 0 COLO COLO (CHI)
09/10/1991 - Supercopa (oitavas-de-final/2ª) - David Arellano (Santiago, Chile)
Público: 40.606 (U$ 274.000,)
Árbitro: Francisco Lamolina (ARG)
Auxiliares: Ricardo Calábria (ARG) e Juan Carlos Biscay (ARG)
Cruzeiro: Paulo César, Zelão, Paulão, Adilson, Nonato, Ademir, Boiadeiro, Luiz Fernando, Mário Tilico, Charles, Marquinhos (Paulinho). T: Enio Andrade
Colo Colo: Morón, Mendoza, Vilches, Garrido, Miguel Ramírez, Peralta, Adomaitis (Dabrowsk), Barticiotto, Patricio Yáñez, Ruben Martínez, Luiz Pérez (Rubio). T: Mirko Jozic.
*Tiros livres: Cruzeiro 4 a 3 (Boiadeiro, Mário Tilico, Charles e Paulão converteram para o Cruzeiro, enquanto Martinez, Vilches e Dabrowsk converteram para o Colo Colo).
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