segunda-feira, 16 de julho de 2012

AGENDA HISTÓRICA



Fotos: Célio Apolinário/Revista Placar
Pra lá e pra cá. Com o gingado de corpo e uma habilidade rara no drible,
o ponta esquerda Joãozinho deu um verdadeiro baile no lateral-direito
Pablo Comelles, do River Plate, no primeiro jogo 
da decisão da Libertadores de 1976


16/07/1997 - o Cruzeiro sofre a goleada mais atípica de sua história no Campeonato Brasileiro. Em pleno Mineirão, o time foi surpreendido pelo São Paulo e foi derrotado pelo placar de 5 a 0. O maior destaque foi o atacante Dodô que marcou todos os gols e de todos os jeitos possíveis, de falta, em cobrança de pênalti, de cabeça e finalização. No final da partida o atacante Marcelo Ramos desperdiçou a chance de marcar o gol de honra ao mandar uma cobrança de pênalti no travessão.

17/07/1961 - o zagueiro Procópio que, mesmo na reserva e atuando poucas partidas, chamou a atenção dos dirigentes do São Paulo que ofereceram Cr$ 4,5 milhões ao Cruzeiro para levá-lo para o Morumbi. Foi a maior negociação do futebol mineiro até então. Ele estava no Cruzeiro desde fevereiro de 1959, quando foi adquirido junto ao Renascença por Cr$ 31 mil.

19/07/1989 - com um melancólico empate sem gols contra o Botafogo-PB, no Mineirão, o Cruzeiro faz a sua estreia na Copa do Brasil. Era a primeira edição do torneio nacional que surgiu para indicar o representante número 2 do Brasil na Taça Libertadores. Até a criação da disputa, a vaga ficava com o vice-campeão brasileiro. O representante número 1 era o campeão brasileiro. O torneio de 1989 teve 32 participantes, sendo 22 campeões estaduais e os 10 vice-campeões dos estados com melhor média de público. Foi por causa deste último critério que o Cruzeiro entrou na competição, como vice-campeão mineiro de 1988. Eliminado nas oitavas de final pelo Bahia, o Cruzeiro terminou a disputa na 13a posição.

20/07/1947 - com gols de Alvinho e Sabu, o Cruzeiro vence o Valerio por 2 a 0, em Itabira. Foi a primeira partida entre as equipes. O alvi-rubro havia sido fundado pelos empregados da Vale do Rio Doce há pouco menos de cinco anos e ainda não disputava os campeonatos oficiais da Liga Mineira. O Valerio só entraria nas disputas estaduais a partir de 1958.

21/07/1976 - o Cruzeiro goleia o River Plate, da Argentina, por 4 a 1, na primeira partida decisiva da Taça Libertadores, no Mineirão. Foi uma das maiores exibições do futebol rápido e rasteiro do time em toda a sua história. O chocolate foi comandado pelo atacante Joãozinho que fez o que quis com o seu marcador, o lateral direito Pablo Comelles, pela ponta esquerda. E foi Joãozinho que começou uma das mais belas jogadas da história da Libertadores. Após driblar Comelles e o zagueiro Perfumo, ele cruzou para Palhinha na área. O artilheiro tocou levemente de cabeça para trás, onde estava Eduardo. O meia, que vinha na corrida, fez que ia chutar, mas mudou de idéia e foi a linha de fundo e cruzou para a pequena área. A bola encobriu o goleiro Fillol e Palhinha, de cabeça, empurrou para as redes. Era o terceiro gol do Cruzeiro. Uma obra prima do futebol rápido e rasteiro.

CRUZEIRO 4 x 1 RIVER PLATE  (ARG)
21/07/1976- Taça Libertadores (Final/1ª) - Mineirão
Público: 58.720 (Cr$ 1.633.680,)
Árbitro: Vicente Llobregat/VEN (Roque Cerullo/URU e Edison Pérez/PER)
Gols: Nelinho (falta) 21’ (1-0), Palhinha 29’ (2-0), Palhinha 40’ (3-0), Oscar Más (pênalti) 63’ (3-1), Valdo 80’ (4-1)
CRUZEIRO: Raul; Nelinho, Moraes, Darci e Vanderlei; Piazza (Valdo), Eduardo (Ronaldo) e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha e Joãozinho. T: Zezé Moreira
RIVER PLATE: Ubaldo Fillol (Landaburu); Pablo Comelles, Roberto Perfumo, Héctor Lonardi e Héctor López; Juan José López, Reinaldo Merlo e Alejandro Sabella; Pedro A. González, Leopoldo Luque e Oscar Más. T: Ángel Amadeo Labruna
CA: Moraes, Zé Carlos, Jairzinho (C); Lonardi, Perfumo (R)

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