domingo, 12 de maio de 2013

A maior gafe cometida por um árbitro no futebol mineiro


O árbitro Mario Vianna (ao centro) com a camisa da Confederação Brasileira do
Desporto-CBD antes de uma partida em 1953. Ao seu lado esquerdo Geraldo Fernandes, 
da Federação Mineira e ao seu lado direito, Quirubim da Silva

Por Henrique Ribeiro

Não é de hoje que os árbitros mineiros são preteridos para dirigir os jogos decisivos de campeonatos estaduais. Em 1940, Cruzeiro e Atlético fizeram a primeira decisão da história do confronto. O time estrelado venceu a primeira partida por 3 a 1, mas a equipe alvinegra venceu a segunda por 2 a 1 provocando a realização de um terceiro jogo. Temendo que a arbitragem mineira não pudesse suportar a pressão do jogo, os dirigentes dos clubes decidiram escolher um árbitro carioca para comandar a decisão. Assim, o experiente Mário Vianna foi enviado pela Federação Carioca para apitar o terceiro jogo, que foi disputado em campo neutro, no estádio do América.

Curiosamente, Vianna cometeu a maior gafe já registrada na arbitragem em Minas. As equipes entraram no gramado e se postaram cada uma em seu campo. Vianna apitou o início da partida sem perceber que não havia bola. Foram necessários alguns minutos para que providenciassem uma bola para começar a partida. Apesar do erro inicial, Mario Vianna conduziu a partida sem atropelos. O Cruzeiro venceu por 2 a 0 e levantou o caneco.

A gafe de Mario Vianna originou uma marchinha de carnaval anos mais tarde com o seguinte verso: “vala-me Deus, vala-me Nossa Senhora, quem foi esse juiz, que apitou o jogo sem a bola?". Mario Vianna apitou a vitória da Espanha sobre os Estados Unidos, por 3 a 1, na Copa do Mundo de 1950 e da Suíça sobre a Itália por 2 a 1, na Copa do Mundo de 1954. Após o Mundial fez graves denúncias de corrupção na FIFA e foi expulso pela entidade.

Decisões com árbitro de outros estados no clássico
1940 - Mario Vianna/RJ (3o jogo)
1954 - Carlos Oliveira Monteiro/RJ (1o jogo), Alberto Gama Malcher/RJ (2o jogo), Antônio Viug/RJ (3o jogo), Mario Vianna/RJ (4o jogo)
1967 - Armando Marques/SP
1976 - José Roberto Wright/RJ (1o jogo) e Dulcídio Wanderley Boschilla/SP (2o jogo)
1977 - Dulcídio Vanderlei Boschilla/SP (1o jogo), Valquir Pimentel/RJ (2o jogo), Márcio Campos Salles/SP (3o jogo)
1985 - Arnaldo Cézar Coelho/RJ (1o jogo), Dulcídio Wanderley Boschilla/SP (2o jogo), Arnaldo Cézar Coelho/RJ (3o jogo)
1987 - Romualdo Arppi Filho/SP (1o jogo) e Ney Andrade Nunes Maia/BA (2o jogo)
1998 - Cláudio Cerdeira/RJ (1o jogo), Sidrack Marinho/SE (2o jogo)
2000 - Paulo César Oliveira/SP (1o jogo) e Oscar Roberto Godói/PR (2o jogo)
2008 - Paulo César de Oliveira/SP (1o jogo) e Evandro Rogério Roman/PR (2o jogo)
2009 - Paulo César Oliveira/SP (1o jogo) e Leonardo Gaciba/RS (2o jogo)
2011 - Paulo César de Oliveira/SP (1o jogo) e Wilson Luiz Seneme/SP (2o jogo)

Decisões com arbitragem mineira no clássico
1940, 1956, 1962, 1972, 1990, 2004 e 2007

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