sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Edilson Capetinha na mira da Polícia Federal


Por Carlos Henrique

O atacante Edilson, que atuou com a camisa do Cruzeiro em 2002, virou manchete policial, este mês. O ex-jogador é alvo de uma investigação da Polícia Federal que deflagrou um esquema de desvios de milhões de reais de bilhetes de loterias premiados e que não foram resgatados pelos seus ganhadores.

Edilson Silva Ferreira, o Edilson Capetinha, é baiano de Salvador e nasceu em 17 de setembro de 1970. Foi o principal reforço do Cruzeiro para a temporada de 2002. Chegou ao Cruzeiro num acordo firmado entre as diretorias do Cruzeiro e do Flamengo. O time estrelado acertou uma dívida de R$ 300 mil que o rubronegro devia a agência detentora dos direitos de imagem do jogador (Noslide Intermediações de Negócios), mais outros R$ 100 mil de gastos de agenciamento. O Cruzeiro também pagou uma dívida de R$ 244 mil que o Fla tinha com o jogador. O rubronegro ficou com R$ 156 mil que restou do total de R$ 700 mil da negociação. O contrato de empréstimo vigoraria até julho de 2004.

Edilson era da Seleção Brasileira, que se preparava para a disputa da Copa do Mundo de 2002, e sua presença na equipe estrelada atrai uma média de 33 mil torcedores nas partidas em que atuou no Mineirão. Sua estreia foi na vitória por 1 a 0 sobre o Juventude, no Mineirão, e ele perdeu um pênalti aos 51 minutos. Mas o Capetinha iria se redimir nas partidas restantes ao balançar por 12 vezes as redes adversárias em 16 jogos que atuou com a camisa azul.

Após a conquista da Copa Sul Minas, o atacante foi convocado para a disputa da Copa do Mundo disputada na Coréia e no Japão. Tornou-se o 7º atleta cruzeirense a defender o Brasil no Mundial e o 5º a conquistar a Copa com a camisa canarinho. Durante o Mundial, as diretorias de Cruzeiro e Flamengo acertaram o empréstimo do jogador ao Kashiwa Reysol, do Japão. O Cruzeiro lucrou R$ 620 mil com o negócio. O time estrelado também recebeu R$ 105 mil pela cessão do atleta para a Copa.

Ex-jogador Edilson é investigado por fraudes em pagamentos de loteria

Segundo o jornal 'A Tarde', o primo do Capetinha foi preso pela Polícia Federal na operação desta quinta-feira

O DIA
Bahia - Edilson Capetinha, ex-jogador de Flamengo e Vasco, está com problemas com a Polícia Federal. Nesta quinta-feira, os agentes da PF desencadearam a Operação Desventura em cinco estados (Bahia, Goiás, Paraná, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal) para desarticular uma quadrilha especializada em fraudar pagamentos de loterias da Caixa por meio da validação bilhetes falsos.

Segundo o jornal "A Tarde", da Bahia, Edilson estaria envolvido no esquema. A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do ex-jogador, em Salvador, na manhã desta quinta-feira. Um primo do Capetinha acabou sendo preso durante a operação.

O esquema desviava milhões de reais de bilhetes premiados não sacados, dinheiro que deveria ser destinado ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Em 2014, ganhadores da loteria deixaram de resgatar 270,5 milhões em prêmios da Mega-Sena, Loteca, Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla-sena e Timemania.

De acordo com investigações, correntistas com grande movimentação financeira recrutavam gerentes da instituição. O esquema consistia na validação de bilhetes falsos por gerentes da Caixa, que repassavam o prêmio para os "contratantes" por meio de suas senhas.

Segundo a PF, um integrante da quadrilha foi preso quando tentava negociar o saque de um bilhete de loteria no valor de R$ 3 milhões com um gerente. Alguns dias depois de ser liberado, o homem foi executado. A polícia ainda investiga o caso.

No total, na Operação Desventura, são cumpridos 54 mandados judiciais são cumpridos em Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e Distrito Federal. Foram efetuadas cinco prisões preventivas, oito temporárias, 22 conduções coercitivas e 19 buscas.

Caso sejam condenados, os suspeitos da fraude responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público e evasão de divisas.

Não é a primeira vez que Edilson enfrenta problemas com a Justiça. Em março de 2014, o Capetinha passou três dias preso por conta de atrasos no pagamento de pensão alimentícia.


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