terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Campeonato da Cidade 1935


Carlos Henrique

CAMPEONATO DA CIDADE 1935

Campanha do Cruzeiro
Turno
31/03 - Cruzeiro 2 x 1 Retiro
07/04 - Cruzeiro 1 x 2 Villa Nova (Bonfim)
21/04 - Cruzeiro 3 x 4 América
05/05 - Cruzeiro 2 x 4 Cam (Lourdes)
19/05 - Cruzeiro 3 x 0 Siderúrgica
Returno
02/06 - Cruzeiro 5 x 7 Siderúrgica (Praia do Ó)
09/06 - Cruzeiro 1 x 1 América (Alameda)
16/06 - Cruzeiro 3 x 3 Villa Nova
07/07 - Cruzeiro 3 x 2 Cam
14/07 - Cruzeiro 0 x Wo Retiro (Retiro Saudoso)
*o Cruzeiro solicitou o adiamento do jogo contra o Retiro para outra data, em Nova Lima, porque alguns dos titulares não conseguiram salvo conduto para sair de Belo Horizonte. O Retiro recusou o adiamento e o Cruzeiro, então, comunicou a entrega dos pontos a AMF.

Classificação: 1º Villa Nova (campeão); 2º Cam; 3º Siderúrgica; 4º Cruzeiro; 5º America; 6º Retiro
Artilheiro Máximo: Mergulho (Villa Nova) com 12 gols
Campeão do Campeonato de Amadores: Cam
Campeão do Torneio Início: Villa Nova
Campeão do Campeonato de Sub-Profissionais: "considerado inexistente"

Sistema 2-3-5
Geraldo, Raul e Jovem (Chiquinho); Souza, Ferreira e Mundico; Piorra (Pantuzzo), Orlando, Niginho, Bengala e Alcides. Técnico: Matturio Fabbi

Quem jogou:
Alcides, Bengala, Ferreira, Geraldo e Souza 9
Mundico e Orlando 8
Raul 7
Jovem e Piorra 6
Chiquinho, Niginho e Pantuzzo 5
Zezé 4
Carlos Alberto 3
Antônio, Caieira, Chinda, Geraldo II e Hervé 1

Quem marcou gols:
Orlando 7
Bengala e Niginho 4
Alcides 3
Zezé 2
Carlos Alberto e Piorra 1

Fórmula de disputa
O Campeonato previa três turnos, sendo o último com todos os jogos disputados na Capital. A falta de interesse dos clubes, devido ao distanciamento do Villa Nova na tabela, fez com que a Associação Mineira suprimisse o 3º turno e proclamasse o Villa Nova Campeão. Classificação definida no sistema de pontos corridos. Sem acesso e rebaixamento, pois não havia Série B.

Critérios de participação
Clubes profissionais filiados a AMF, de BH, e inscritos no Campeonato.

Liga não oficial
A FAMA (nova nome da Liga Mineira) estava filiada a Federação Brasileira de Futebol (entidade criada para dirigir o futebol profissional) e não era reconhecida pela CBD e, consequentemente, pela FIFA.

Dois árbitros
A novidade no Campeonato de 1935 foi a inclusão de dois árbitros para dirigir os jogos. Um era responsável por cada parte do campo. A medida não deu certo e foi extinta no returno.

Nova categoria
A AMF criou o Campeonato da Sub-divisão de Profissionais. Os primeiros participantes foram Graphica, Carlos Prates, Fluminense, Marzagão, Tupynambás, Forluminas, Renascença e Commercial. Devido a vários problemas como jogos suspensos, recursos solicitando perda de pontos e anulação de jogos, o Campeonato foi cancelado e "considerado inexistente"


Cruzeiro rompe relações esportivas com o Siderúrgica
O Conselho de Julgamentos da AMF anulou a multa de 5 jogadores do Siderúrgica por prática de jogo violento no jogo contra o atlético, em 7 de abril. Devido a isso, a torcida do Cruzeiro incentivou seus jogadores a violência contra o time da Belgo, no Barro Preto, em 19 de maio: “Podem bater que a AMF, perdoa; abaixo o time do habeas corpus!”. A reação do clube da Belgo Mineira, no jogo do returno, em Sabará, foi violenta. O árbitro, Dunorte André, foi intimidado pelo comandante da polícia, capitão Corsino, antes do jogo: “_Se o senhor apitar bem, apanharei consigo; se atuar mal não me responsabilizarei pelo que suceder”. No segundo tempo, quando o Siderúrgica vencia por 7 a 3, ocorreu uma invasão de campo e os jogadores do Cruzeiro foram massacrados. A pancadaria não intimidou o time cruzeirense que, após os ânimos serenados, voltou a campo e diminuiu o placar marcando mais dois gols. O jornal Estado de Minas relatou que, se houvesse mais tempo, o Cruzeiro viraria o placar. Após o jogo, o Cruzeiro rompeu relações esportivas com o Siderúrgica. O saldo do conflito foi de mais de 20 feridos, entre jogadores, comissão técnica e torcedores
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