domingo, 7 de fevereiro de 2016

Campeonato Mineiro 1959

Procópio, Amauri, Emerson, Hilton Oliveira, Nilsinho, Massinha, Cléver, Nelsinho, Dirceu, Raimundinho e Genivaldo

Carlos Henrique

CAMPEONATO MINEIRO 1959

Campanha do Cruzeiro
Turno
06/12 - 4 x 0 Renascença (Eucaliptos)
12/12 - 5 x 2 Meridional
17/12 - 2 x 1 Bela Vista-SL
20/12 - 0 x 1 Villa Nova (Bonfim)
27/12 - 1 x 2 América (Independência)
06/01/1960 - 3 x 0 Guarani
10/01/1960 - 3 x 0 Pedro Leopoldo (César Julião)
14/01/1960 - 3 x 1 Democrata (Duarte de Paiva)
17/01/1960 - 2 x 1 Siderúrgica
24/01/1960 - 2 x 1 Atlético (Independência)
Returno
31/01/1960 - 2 x 1 Pedro Leopoldo
05/02/1960 - 3 x 2 Guarani (Porto Velho)
07/02/1960 - 1 x 1 Meridional (Barrancos)
11/02/1960 - 0 x 0 Villa Nova
14/02/1960 - 2 x 1 Bela Vista (Santa Luzia)
21/02/1960 - 3 x 2 Atlético (Independência)
24/02/1960 - 1 x 0 Siderúrgica (Praia do Ó)
07/03/1960 - 3 x 0 Renascença
13/03/1960 - 2 x 1 América (Independência)
20/03/1960 - 3 x 1 Democrata

Classificação: 1º Cruzeiro (campeão); 2º America; 3º Democrata-SL e Villa Nova; 5º atletico; 6º Pedro Leopoldo e Renascença; 8º Meridional e Siderúrgica; 10º Bela Vista; 11º Guarani
*Cruzeiro classificado para o Campeonato Brasileiro de 1960, como campeão máximo de Minas Gerais
Artilheiro Máximo: Gunga (America) com 17 gols
Torneio Início: não houve
Campeão Amador da Cidade (DFA): Independente

Fórmula de disputa
Turno e Returno. Classificação definida no sistema de pontos corridos, sem acesso e rebaixamento, pois não havia Série B.

Critérios de participação
Equipes classificadas no Torneio Eliminatório

Sistema 2-3-5:
Genivaldo, Massinha e Procópio; Nilsinho, Amauri  e Clever; Raimundinho (Gradim), Abelardo, Nelsinho (Dirceu), Emerson e Hilton Oliveira. Técnicos: Adelino (4) e Niginho (16)

Quem jogou
Amauri, Clever, Emerson, Procópio e Raimundinho 20
Genivaldo e Nelsinho 18
Nilsinho 15
Massinha 14
Abelardo 11
Gradim 10
Dirceu e Hilton Oliveira 9
Orlando e Pireco 4
Nerival 3
Rossi (goleiro) e Vavá 2
Mirim 1

Quem marcou gols
Raimundinho 10
Emerson 9
Amauri e Nelsinho 6
Gradim 5
Abelardo 4
Dirceu e Orlando 2
Hilton Oliveira 1

Campeonato em discussão
As discussões quanto a criação de uma fórmula menos deficitária para o Campeonato permaneciam em 1959. O Sete propôs a anulação do Torneio eliminatório para indicar os participantes, já o Atletico queria a extinção do Campeonato. Celso Alvares (presidente do Siderúrgica) era a favor de todos os jogos disputados em Belo Horizonte.

Mais um clube do futebol de fábrica
A inscrição do Valério, de Itabira, foi aceita. Com isso aumentou para 17 o número de clubes na Divisão Extra de Profissionais. O Valerio pertencia a Cia Vale do Rio Doce e tornou-se o sexto "clube de futebol de fábrica" na divisão extra; os outros eram o Villa Nova (Mineração Morro Velho), Siderúrgica (Cia Belgo Mineira), Meridional (Mineração Morro da Mina); Metalusina (Cia Usinas Siderugicas) e Renascença (Fabrica de Tecidos Renascença).

Torneio Eliminatório
O conselho divisional decidiu aumentar de 8 para 11 o número de participantes do Campeonato. Entre 4 de julho a 15 de novembro foi disputado o torneio eliminatório que selecionou os participantes. O torneio foi dividido em três chaves regionais e disputado em turno e returno. Os classificados na Zona Centro foram pela ordem: 1º Cam; 2º America; 3º Cruzeiro; 4º Renascença; e os eliminados foram: 5º Uberaba; 6º Sete. Os classificados na Zona do Sertão foram pela ordem: 1º Democrata; 2º Pedro Leopoldo; 3º Bela Vista; 4º Guarani; e os eliminados foram: 5º Curvelo; 6º Asas. Os classificados na Zona Metalúrgica foram pela ordem: 1º Siderúrgica; 2º Villa Nova; 3º Meridional; e os eliminados foram: 4º  Valerio; 5º Metalusina. O torneio não fez parte do Campeonato (Diario da Tarde, 23/05/1959).

Volta aos pontos corridos
A formula turno e returno e o critério dos pontos corridos voltou a ser praticada no Campeonato, após 10 anos.

Conselho Divisional
O ex-presidente do America, Jorge Ibrahim, propôs uma fórmula discriminatória quanto ao peso dos votos dos clubes no conselho divisional. Não aceita igualdade dos clubes do interior com os da capital e propõe reformas nos estatutos da Federação. Ele sugeria o modelo do campeonato carioca com América, Atlético e Cruzeiro contando com 5 votos, um bloco intermediário formado por Sete, Siderúrgica e Villa Nova com 4 votos e o restante dos clubes do interior com apenas um voto (Estado de Minas, 13/12/1959).

Proposta de criação da Segunda Divisão
O presidente do EC Itaúna, José Lopes de Oliveira Filho, liderou um movimento para a criação de uma segunda divisão e a lei de acesso (Estado de Minas, 02/03/1960). 

Mudanças nas regras da FIFA
Passou a ser permitida a substituição de um atleta, até os 44 minutos de jogo, mais o goleiro em caso de contusão em qualquer momento da partida. A CBD determinou que as federações deveriam aplicar a nova regra, a partir de 1 de janeiro de 1960.(Estado de Minas, 04/02/1960).

America e Democrata
O jogo entre Democrata e America, em 17 de dezembro, pelo turno, foi interrompido aos 82 minutos, quando o placar apontava 2 a 1 para o time setelagoano. O resultado deste jogo ainda poderia interferir na tabela de classificação. É que o Cruzeiro encerrou o campeonato com um ponto de vantagem sobre o America e, caso os 8 minutos restantes do jogo fossem disputados e o America alcançasse o empate, provocaria uma decisão de título com o Cruzeiro. Caso o America virasse o placar, seria o campeão. O presidente do America, Wilson Gosling, pretendia desistir do recurso para não atrapalhar a excursão do time a Europa, que renderia um lucro estimado de Cr$ 1 milhão.

Em 15 de janeiro de 1960, o TJD decidiu que América e Democrata deveriam retornar a campo para a disputa dos 8 minutos restantes, mas não enviou o processo para a FMF fixar a data (Estado de Minas, 16/01/1960). Em 16 de março, o presidente da FMF, Francisco Castro Côrtes, anunciou que iria cumprir a determinação do TJD no prazo de 20 dias. Caso as equipes não voltem a campo para completar o tempo regulamentar, o jogo será considerado nulo, uma vez que as regras da Fifa e do Código Brasileiro de Futebol consideram que os jogos devem ter duração de 90 minutos. (Estado de Minas, 17/03/1960).

O árbitro Geraldo Toledo justificou que havia encerrado o jogo, após dado os descontos e que não restavam nenhum minuto a ser jogado. Ele foi suspenso por 60 dias pelo TJD (Estado de Minas, 29/03/1960). O caso foi parar no STJD, em 2 de junho de 1960. O America não enviou o processo e o Cruzeiro foi proclamado campeão e classificado para o Campeonato Brasileiro (Estado de Minas, 16/06/1960).
Postar um comentário