quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Campeonato Mineiro 1962

Carlos Henrique

CAMPEONATO MINEIRO 1962

Campanha do Cruzeiro
Turno
22/07 - Cruzeiro 2 x 1 Valério (Israel Pinheiro)
29/07 - Cruzeiro 3 x 1 Villa Nova (Barro Preto)
05/08 - Cruzeiro 1 x 0 Democrata (Duarte de Paiva)
12/08 - Cruzeiro 0 x 1 Renascença (Eucaliptos)
19/08 - Cruzeiro 1 x 1 América (Independência)
26/08 - Cruzeiro 0 x 1 Pedro Leopoldo (Barro Preto)
02/09 - Cruzeiro 1 x 0 Guarani (Porto Velho, Divinópolis)
09/09 - Cruzeiro 0 x 2 Atlético (Independência)
16/09 - Cruzeiro 1 x 0 Uberaba (Barro Preto)
29/09 - Cruzeiro 1 x 0 Bela Vista (Barro Preto)
Returno
14/10 - Cruzeiro 8 x 4 Guarani (Barro Preto)
21/10 - Cruzeiro 3 x 3 Democrata (Barro Preto)
28/10 - Cruzeiro 0 x 0 Villa Nova (Bonfim, Nova Lima)
04/11 - Cruzeiro 1 x 1 Pedro Leopoldo (César Julião, P. Leopoldo)
11/11 - Cruzeiro 3 x 2 Bela Vista (Santa Luzia, Sete Lagoas)
15/11 - Cruzeiro 1 x 0 Siderúrgica (Praia do Ó, Sabará) - Jogo válido pelo Turno
18/11 - Cruzeiro 1 x 0 Siderúrgica (Barro Preto)
25/11 - Cruzeiro 2 x 0 Renascença (Independência)
02/12 - Cruzeiro 1 x 1 Valério (Independência)
09/12 - Cruzeiro 3 x 2 América (Independência)
16/12 - Cruzeiro 0 x 1 Atlético (Independência)
23/12 - Cruzeiro 1 x 0 Uberaba (Boulanger Pucci, Uberaba)
Decisão
10/02/1963 - Cruzeiro 1 x 0 Atlético (Independência)
13/02/1963 - Cruzeiro 1 x 2 Atlético (Independência)
15/02/1963 - Cruzeiro 1 x 2 Atlético (Independência)

Classificação: 1º Cam (campeão); 2º Cruzeiro; 3º America; 4º Villa Nova; 5º Uberaba; 6º Democrata; 7º Valerio; 8º Pedro Leopoldo; 9º Siderurgica; 10º Renascença; 11º Guarani; Rebaixado: 12º Bela Vista
*atletico indicado para o Campeonato Brasileiro de 1963 como campeão máximo de Minas Gerais de 1962
Artilheiro Máximo: Marco Antônio (América) com 21 gols
Campeão da 1ª Divisão (interior): Uberlândia
Campeão da Divisão Especial (Juiz de Fora): Sport

Fórmula de disputa
Turno e Returno. Classificação definida no sistema de pontos corridos. O último colocado foi rebaixado para a divisão do interior (Primeira Divisão).

Critérios de participação:
Clubes da Divisão Extra de Profissionais inscritos no Campeonato. O Renascença era amador e participou da divisão extra como agregado. O Itaú de Minas, campeão da divisão do interior (1ª divisão) de 1961, decidiu contra o Bela Vista, de Sete Lagoas, antepenúltimo colocado da divisão da capital (Divisão Extra) de 1961, a vaga de acesso para a divisão extra de 1962. Em 3 de junho, o Itaú venceu (1 a 0), em Itaú de Minas. Na partida de volta, em Sete Lagoas, em 10 de junho, o Bela Vista venceu (2 a 0). No terceiro jogo, em 13 de junho, houve empate (2 a 2) e o Bela Vista se classificou pelo saldo de gols.

Time campeão (Sistema 4-2-4):
Mussula, Massinha, Vavá, Dilsinho e Geraldino; Emerson e Norival; Antoninho, Rossi (Paulo), Dirceu (Elmo) e Nerival. Técnicos: Antonio Moises (4), Gérson (6) e Niginho (15)

Quem jogou
Vavá 25
Dilsinho 24
Geraldino e Mussula 22
Massinha 21
Emerson e Rossi 19
Antoninho e Nerival 18
Dirceu 15
Norival 14
Elmo 13
Paulo 12
Nuno 11
Raimundinho 8
Nelsinho 7
Juca e Tonho 5
Jairo e Orlando 4
Paulista 3
Raul Fernandes 2
Benito, Canhoteiro, Jadir e Procópio 1

Quem marcou gols:
Rossi 8
Nerival 6
Paulo 5
Antoninho, Dirceu e Elmo 4
Emerson 2
Massinha, Norival, Nuno e Raimundinho 1

Divisões Extra, Especial e Primeira
Com a reforma dos estatutos da Federação Mineira em 1961, o Campeonato de Juiz de Fora, que era um campeonato regional que incluía clubes das cidades das zonas da mata, vertentes e mantiqueira, passou a ter status de "Divisão Especial". A Liga Desportiva de Juiz de Fora continuou organizando este regional. O Campeonato do Interior foi dividido em zonas centro e do triângulo e passou a ter o status de "Primeira Divisão". Este campeonato foi organizado pela Federação Mineira. O Campeonato da Capital continuou como "Divisão Extra".

Rebaixamento e acesso
Os times da divisão especial preferiam disputar o próprio campeonato (Juiz de Fora) e, por isso, não concorreram ao acesso a divisão extra.

Título de campeão mineiro
Segundo artigo 53 do regulamento, o título mineiro e a Taça Minas Gerais seria disputado após terminados os campeonatos tratados pelos artigos 50, 51 e 52, Divisão Extra, Divisão Especial (Juiz de Fora) e Primeira Divisão, entre seus respectivos vencedores (Estado de Minas, 27/05/1962). Mais uma vez, a Federação Mineira de Futebol, não fez prevalecer os status e não organizou a disputa pelo título entre o atletico (campeão da divisão extra), o Uberlândia (campeão da divisão do interior - 1a divisão) e o Sport (campeão de juiz de fora - divisão especial). Como vinha fazendo desde 1959, a Federação Mineira indicou o campeão da divisão extra como o campeão máximo de Minas Gerais para a disputa do Campeonato Brasileiro. Conforme descrito no 2º parágrafo, do artigo 1º, do regulamento do Campeonato Brasileiro, “caso a Federação não promova o campeonato estadual, far-se-á representar pelo campeão da capital ou da cidade cuja hegemonia técnica seja notória” (Estado de Minas, 20/09/1959 – pag.4 – 2ª seção).


Título decidido na prorrogação
O Cruzeiro terminou o Campeonato com a mesma pontuação do atlético. Na época não havia critérios de desempate, como saldo de gols, número de vitórias, gols marcados e os líderes tiveram que decidir o título numa série decisiva de três jogos sagrando-se campeão o que primeiro somasse quatro pontos (melhor de 4 pontos). Na época, cada vitória valia dois pontos e o empate um. A definição do título só aconteceu no terceiro jogo e, pela primeira vez, na história da competição, com um gol na prorrogação. O regulamento previa mais uma prorrogação de 30 minutos, caso a primeira terminasse empatada. Se a igualdade permanecesse, uma quarta partida seria marcada. A quarta partida previa o tempo normal e, em caso de empate, duas prorrogações de 30 minutos e uma disputa de tiros livres da marca penal para definir o vencedor. (Estado de Minas, 13/02/1963)

Finais em tempo recorde
O Campeonato terminou em dezembro, mas devido à disputa do Campeonato Brasileiro de Seleções, as finais foram programadas para depois da competição nacional. A Seleção Mineira conquistou o título brasileiro de seleções e foi indicada pela CBD para representar a Seleção Brasileira na Copa América, em março. Foram convocados cinco titulares do Cruzeiro (Massinha, Geraldino, Dilsinho, Nerival e Rossi) e 6 do Atlético (Marcial, William, Procópio, Luiz Carlos, Fifi e Dinar). Devido aos preparativos para o torneio internacional, os clubes tiveram apenas cinco dias para programarem as três partidas decisivas. O terceiro jogo, por exemplo, foi disputado numa sexta-feira, à noite.
Postar um comentário