sábado, 28 de maio de 2016

Campeonato Mineiro 1981

Carlos Henrique

CAMPEONATO MINEIRO 1981

Primeira Fase
31/05/1981 - Cruzeiro 3 x 0 Esportiva Guaxupé (Mineirão)
07/06/1981 - Cruzeiro 1 x 0 Guarani (Farião/Divinópolis)
14/06/1981 - Cruzeiro 1 x 2 América (Mineirão)
17/06/1981 - Cruzeiro 2 x 0 Democrata (Mineirão)
21/06/1981 - Cruzeiro 0 x 1 Uberlândia (Juca Ribeiro/Uberlândia)
28/06/1981 - Cruzeiro 0 x 0 C.a.m. (Mineirão)
01/07/1981 - Cruzeiro 2 x 0 Uberaba (Uberabão)
05/07/1981 - Cruzeiro 1 x 1 Valério (Mineirão)
12/07/1981 - Cruzeiro 1 x 1 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
23/07/1981 - Cruzeiro 2 x 0 Villa Nova (Mineirão)
26/07/1981 - Cruzeiro 4 x 1 Tupi (Mineirão)
06/09/1981 - Cruzeiro 2 x 0 Esportiva (Carlos Costa Monteiro/Guaxupé)
13/09/1981 - Cruzeiro 2 x 1 Guarani (Mineirão)
20/09/1981 - Cruzeiro 1 x 1 América (Mineirão)
24/09/1981 - Cruzeiro 1 x 1 Democrata (Mamudão/Gov. Valadares)
27/09/1981 - Cruzeiro 1 x 1 Uberlândia (Mineirão)
30/09/1981 - Cruzeiro 1 x 0 Uberaba (Mineirão)
04/10/1981 - Cruzeiro 2 x 0 Valério (Israel Pinheiro/Itabira)
07/10/1981 - Cruzeiro 2 x 0 Caldense (Mineirão)
11/10/1981 - Cruzeiro 1 x 0 C.a.m. (Mineirão)
14/10/1981 - Cruzeiro 0 x 0 Villa Nova (Mineirão)
18/10/1981 - Cruzeiro 1 x 0 Tupi (Salles de Oliveira/Juiz de Fora)
Classificação: 1º Cruzeiro, 2º C.a.m., 3º America, 4º Uberaba, 5º Villa Nova, 6º Caldense, 7º Valerio, 8º Democrata, 9º Uberlândia, 10º Tupi, 11º Guarani, 12º Esportiva Guaxupé

Fase Final
25/10/1981 - Cruzeiro 2 x 0 América (Mineirão)
31/10/1981 - Cruzeiro 3 x 1 Uberaba (Mineirão)
05/11/1981 - Cruzeiro 4 x 2 Villa Nova (Mineirão)
08/11/1981 - Cruzeiro 1 x 1 C.a.m. (Mineirão)
12/11/1981 - Cruzeiro 1 x 0 Caldense (Mineirão)
15/11/1981 - Cruzeiro 3 x 3 América (Mineirão)
18/11/1981 - Cruzeiro 0 x 1 Villa Nova (Mineirão)
22/11/1981 - Cruzeiro 1 x 1 Uberaba (Uberabão)
25/11/1981 - Cruzeiro 3 x 0 Caldense (Ronaldão)
29/11/1981 - Cruzeiro 0 x 2 C.a.m. (Mineirão)
Classificação Final: 1º C.a.m. (Campeão), 2º Cruzeiro, 3º America, 4º Uberaba, 5º Villa Nova, 6º Caldense, 7º Valerio, 8º Democrata, 9º Uberlândia, 10º Tupi, 11º Guarani; rebaixado: 12º Esportiva Guaxupé
*Cam e Cruzeiro classificados para o Campeonato Brasileiro de 1982; America e Uberaba classificados para o módulo Taça de Prata do Campeonato Brasileiro de 1982
Artilheiro Máximo: Wagner (America) com 16 gols

Critérios de participação:
Os 8 primeiros colocados do Estadual de 1980 mais os quatro classificados pelo Torneio Seletivo: Caldense, Tupi, Uberlândia e Villa Nova

Sistema de disputa:
Duas fases: na primeira, os 12 participantes se enfrentaram em turno e returno. A fase final foi disputada pelas 6 melhores equipes da primeira fase em turno e returno. O vencedor da Fase Final foi o “Campeão Mineiro”. O campeão e o vice garantiram a participação no Campeonato Brasileiro de 1982.

Sistema 4-3-3:
Gasperin, Nelinho, Luiz Carlos Teixeira (Abel), Wagner, Claudio Mineiro; Toninho, Jair (Remi), Eudes; Carlinhos (Zé Henrique), Edmar, Macedo. Técnicos: Procópio (9), Cento e Nove (3), Didi (20)

Quem jogou:
Wagner 30
Macedo 29
Edmar, Eudes 28
Claudio Mineiro, Gasperin 27
Carlinhos 24
Nelinho 23
Jair, Toninho 21
Luiz Carlos Teixeira 20
Remi 18
Zé Henrique 17
Abel 14
Mundinho 13
Luiz Carlos Oliveira 12
Carioca, Joãozinho 9
Jacinto 8
Ilton Brunis 7
Luiz Antônio 5
Eduardo, Marquinhos 4
Adam Machado, Calu 2
Douglas, Edu Lima, Salomão 1

Quem marcou gols:
Edmar 14
Eudes 8
Nelinho 6
Vagner 5
Carlinhos, Luiz Carlos Oliveira 3
Macedo 2
Abel, Jacinto, Jair, Joãozinho, Remi, Zé Henrique 1
Gols contra: Carlos Alberto (Valerio) e Deco (Caldense) 1

Legião Estrangeira:
"O Cruzeiro virou time de estrangeiros. Vem um jogador lá do Ceará, outro do Sul, outro de Recife, se juntam mas não se entendem. Os costumes, a alimentação, a maneira de jogar, tudo é diferente. E todos, logo ao chegarem, são obrigados a resolver os problemas do Cruzeiro" (Piazza - revista Placar de 1981). Foi o primeiro time formado pelo Cruzeiro com a maioria do plantel titular sem origem no futebol mineiro. Uma ruptura de 60 anos da história do clube. O clube aderiu a política de contratações marcando o fim da filosofia da “escola cruzeirense de futebol”, que sempre o caracterizou. Atletas como Gasperin, Remi e Wagner (Internacional), Jair (ex-Internacional), Abel (ex-Vasco), Eudes (Portuguesa), Zé Henrique (Vila Nova-GO), Carioca (River-PI), Jacinto (Ferroviário-CE), Adam Machado (ex-Penarol), dentre outros, foram contratados e levaram o time a ser chamado de “legião estrangeira”.

Rendas do mandante
Na reunião do Conselho arbitral ficou definido que as rendas dos jogos seriam do mandante. No clássico de 28 de junho, o Cruzeiro foi o mandante e para prejudicar a renda, o galo escalou um time reserva. Assim pouco mais de 38 mil ingressos foram vendidos. O Cruzeiro deu o troco no clássico de 30 de outubro em que o galo foi o mandante. Surpreendentemente os reservas do Cruzeiro venceram o jogo por 1 a 0. Pouco mais de 30 mil ingressos foram vendidos.

Vitória do time do povo no desafio das torcidas
No primeiro clássico da fase final, em 8 de novembro, os clubes revogaram a medida que destinava a renda ao mandante. O presidente da Ademg (Administração de Estádios de Minas Gerais), Afonso Celso Raso, lançou o “desafio das torcidas” e mandou confeccionar ingressos diferenciados para atleticanos e cruzeirenses para saber quem seria maioria no clássico. Na apuração a nação cruzeirense venceu a torcida do galo por uma diferença de 2.245 ingressos. A vitória foi definida no setor de geral, de valores mais baixos, que teve uma diferença de 3.254 ingressos a favor dos cruzeirenses. Isto levou o diretor da ademg a concluir que o Cruzeiro é que tinha a verdadeira torcida do povão na cidade.

Exportação cancelada

O Cruzeiro pretendia estender a sua excursão pelas Americas em setembro, mas foi obrigado a retornar ao Brasil, porque a Esportiva Guaxupé recusou-se a aceitar o remanejamento da data do confronto entre as equipes pelo Estadual. Assim, o Cruzeiro adiou o amistoso contra o Cobreloa, em 3 de setembro, e demais jogos em El Salvador, Honduras, Haiti e Guatemala. Desde 1970, o clube havia adotado a política do "Cruzeiro Exportação". Uma alusão ao fajuto modelo econômico da ditadura militar que tentava motivar as exportações, como uma forma de atrair dinheiro para o país e, consequentemente, o desenvolvimento. Assim, durante duas décadas, o Cruzeiro exportou seu futebol disputando amistosos pelo exterior em troca de cachês em dólares, que serviam para tampar o rombo nos cofres provocado pelo deficitário campeonato mineiro.
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