domingo, 19 de fevereiro de 2017

Campeonato Mineiro 1994


Este foi o time do Cruzeiro que derrotou a Patrocinense, no Mineirão, no returno do Estadual. Em pé: Paulo Roberto, Dida, Célio Lúcio, Helinho, Luizinho, Toninho Cerezo, Luís Inarra (preparador físico), Zé Maurício (preparador de goleiro), Ronaldo Nazaré (médico); Agachados: Teotônio (enfermeiro), Ademir, Macalé, Ronaldo, Cleison e Roberto Gaúcho.

Carlos Henrique

Turno
30/01 - Cruzeiro 4 x 2 Villa Nova (Bonfim, Nova Lima)
02/02 - Cruzeiro 0 x 0 Democrata-GV (Mineirão)
05/02 - Cruzeiro 2 x 0 Mamoré (Mineirão)
20/02 - Cruzeiro 4 x 2 Valério (Mineirão)
23/02 - Cruzeiro 2 x 0 Atlético Três Corações (Elias Arbex, Três Corações)
26/02 - Cruzeiro 3 x 0 Alfenense (Gigante da Avenida, Alfenas)
27/02 - Cruzeiro 1 x 0 Uberlândia (Parque do Sabiá, Uberlândia)
06/03 - Cruzeiro 3 x 1 Atlético (Mineirão)
13/03 - Cruzeiro 2 x 0 América (Mineirão)
20/03 - Cruzeiro 2 x 1 Patrocinense (Pedro Alves Nascimento, Patrocínio)
Returno
27/03 - Cruzeiro 8 x 0 Villa Nova (Mineirão)
03/04 - Cruzeiro 1 x 1 Mamoré (Waldomiro Pereira, Patos de Minas)
10/04 - Cruzeiro 4 x 1 Atlético Três Corações (Mineirão)
13/04 - Cruzeiro 3 x 1 Caldense (Mineirão) - jogo do turno
17/04 - Cruzeiro 1 x 1 Valério (Israel Pinheiro, Itabira)
24/04 - Cruzeiro 4 x 0 Uberlândia (Mineirão)
01/05 - Cruzeiro 1 x 1 Atlético (Mineirão)
08/05 - Cruzeiro 6 x 1 América (Mineirão)
11/05 - Cruzeiro 5 x 3 Caldense (Ronaldão, Poços de Caldas)
15/05 - Cruzeiro 1 x 0 Patrocinense (Mineirão)
19/05 - Cruzeiro 2 x 0 Alfenense (Mineirão)
22/05 - Cruzeiro 0 x 0 Democrata (Mamudão, Gov. Valadares)
Classificação Final: 1o Cruzeiro (Campeão)*, 2o Atlético*, 3o América, 4o Democrata-GV**, 5o Mamoré, 6o Caldense, 7o Valério, 8o Uberlândia, 9o Villa Nova***, 10o Atletico TC***, 11o Patrocinense***, 12o Alfenense***
*classificados para a Copa do Brasil 1995
**campeão do interior
***rebaixados para a 2ª divisão
Artilheiro Máximo: Ronaldo (Cruzeiro) com 22 gols

Critérios de Participação
Nove equipes classificadas no Torneio Seletivo (Supercopa Minas Gerais) de 1993, mais América, Atlético e Cruzeiro. Estes três últimos foram desobrigados de disputarem o Seletivo, porque participaram do Campeonato Brasileiro, que foi disputado no mesmo período. A Federação Mineira havia extinguido os módulos I e II da primeira divisão em 1993. Assim, um torneio eliminatório (Supercopa MG) apontaria os participantes do Campeonato Mineiro.

Sistema de disputa
Sistema de pontos corridos em turno e returno. Critérios de desempate pela ordem: maior número de vitórias, melhor saldo de gols, maior número de gols marcados, confronto direto e sorteio. Os quatro últimos colocados foram rebaixados para a 2a Divisão.

Sistema 4-3-3
Dida, Paulo Roberto, Célio Lúcio, Luizinho (Robson), Zelão (Nonato); Ademir, Macalé (Douglas) (Toninho Cerezo), Luiz Fernando (Careca); Cleison (Catê), Ronaldo, Roberto Gaúcho. Treinador: Ênio Andrade (17), Nelinho (4), Édson Gaúcho (1)

Quem jogou
Jogos
Jogadores
21
Dida
20
Luizinho
19
Roberto Gaúcho
18
Paulo Roberto, Ronaldo
17
Cleison
16
Célio Lúcio
14
Macalé
13
Ademir
12
Careca, Luiz Fernando
11
Catê, Douglas, Toninho Cerezo, Zelão
10
Nonato, Robson
6
Rogério Lage, Valdir, Webert
5
Helinho
1
Aelson, Arley Álvares, Donizete Amorim, Emerson, Harlei, João Carlos, Maguinho, Palhinha, Renatão, Ricardinho, William Andem
Quem marcou gols
Gols
Jogadores
22
Ronaldo
9
Cleison
8
Roberto Gaúcho
5
Macalé
4
Paulo Roberto
3
Luiz Fernando, Toninho Cerezo
2
Catê
1
Ademir, Careca, Nonato

Volta aos Pontos Corridos
A fórmula com turno e returno e os pontos corridos retornaram após 23 anos. O último campeonato estadual que havia adotado este sistema foi o de 1971.

Contrariando o favoritismo
O Cruzeiro disputou o Campeonato Mineiro, simultaneamente, com a Taça Libertadores e foi subestimado pela imprensa esportiva em ambas. Os “brilhantes” analistas esportivos deram como certa a eliminação do time estrelado, logo na primeira fase da Libertadores. Não acreditaram que os cruzeirenses superariam Palmeiras, Boca Juniores e Velez Sarsfield no grupo da morte. No entanto, o Cruzeiro se classificou para a fase seguinte superando os favoritos dos comentaristas esportivas e só foi eliminado nas oitavas de final, devido a uma arbitragem mal intencionada nos confrontos contra a Union Española, do Chile. Já no Campeonato Mineiro, não acreditavam que o time tivesse alguma chance contra o Galo. É que, no início daquele ano, o time de Lourdes foi contemplado com um “gesto generoso” do ex-governador Newton Cardoso, do PMDB. Com os “recursos” do político e “empresário”, o Galo contratou jogadores de peso e passou a ser chamado de “selegalo” pela imprensa esportiva. Previram que o time listrado atropelaria todos os adversários na temporada com facilidade. Contrariando o oba-oba dos jornalistas, o Cruzeiro sagrou-se campeão invicto com três rodadas de antecedência e com uma vantagem de 10 pontos sobre a “selegalo” na tabela de classificação.
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