terça-feira, 21 de março de 2017

A suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo

Carlos Henrique

Os cartões amarelos e vermelhos passaram a ser aplicados pelos árbitros de futebol a partir do Mundial de 1970 disputado no México. No entanto, apenas os jogadores punidos com o cartão vermelho sofriam sanções como, por exemplo, a suspensão por um ou mais jogos na mesma competição. Os cartões amarelos, até então, só serviam como advertência. A coisa mudou a partir do Campeonato Brasileiro de 1973. Naquela edição, a Confederação Brasileira do Desporto-CBD decidiu estender a suspensão automática para o jogador que somasse três cartões amarelos em um ou mais jogos na competição. Assim, quando completasse a série, sofreria a mesma sanção de um jogador punido pelo cartão vermelho, ou seja, ficaria impedido de disputar o jogo subsequente de sua equipe.

Zagueiro Perfumo foi o primeiro suspenso pelo Cruzeiro

O primeiro jogador cruzeirense a sofrer a suspensão automática pela soma de três cartões amarelos foi o zagueiro Perfumo. A sequência começou no empate sem gols contra o Coritiba, no Mineirão, em 23 de setembro de 1973, pela 8a rodada. Voltou a ser advertido no empate por 2 a 2 contra o Nacional, em Manaus, em 7 de outubro de 1973, pela 12a rodada. Finalmente, na derrota por 2 a 1 para o São Paulo, no Morumbi, em 14 de outubro de 1973, pela 13a rodada, levou o terceiro cartão amarelo. Cumpriu a suspensão automática no jogo seguinte contra o CRB, em 17 de outubro de 1973, em Maceió, pela 14a rodada, sendo substituído por Misael.

As suspensões automáticas por cartões não fazem parte da regra do jogo e sim dos regulamentos específicos das competições que estão sendo disputadas. Nas competições organizadas pela FIFA, a suspensão automática vale a partir do segundo cartão amarelo recebido em jogos diferentes.
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