quarta-feira, 12 de abril de 2017

A aplicação do cartão amarelo nas comemorações de gol exageradas

Carlos Henrique



A aplicação do cartão amarelo aos jogadores que exageram na comemoração dos gols passou a valer no Brasil a partir de 1o abril de 1993. O presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Futebol-COBRAF, Ivens Mendes, expediu comunicado aos departamentos de arbitragem para punir os exageros. E o dirigente justificou: _a cobraf tem a obrigação de tomar medidas cabíveis para agilizar o jogo, e o que se tem observado, é que um time que sofre o gol fica um bom tempo esperando pela volta do adversário ao seu campo para ser dada a nova saída. E o que é pior: a cada momento inventam uma coisa nova e, se não houver uma trava, não se sabe a que ponto essas comemorações vão chegar. Houve um jogo em São Paulo em que o time ficou festejando o gol por quase um minuto. É o tipo de situação em que o árbitro deve aplicar o cartão amarelo, pelo exagero.


Até então os árbitros estavam orientados apenas para combater com a devida energia a saída de campo para abraçar os reservas, a subida nos alambrados para festejar com os torcedores e a retirada da camisa em campo. A mais recente forma de comemoração dos gols adotada pelos times, com diversas coreografias ensaiadas, os chamados trenzinhos, passariam a ser caracterizadas como uma atitude antiesportiva.

Em Minas, o primeiro jogador a ser punido com a nova determinação, foi o atacante Cleison, do Cruzeiro, ao comemorar o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Galo, no Mineirão, pelo Campeonato Mineiro, em 18 de abril de 1993. O árbitro Marco Antônio Cunha lhe aplicou o cartão amarelo por ter comemorado fora de campo, junto aos torcedores. Consequentemente, levou o vermelho, em seguida, pois era o segundo amarelo. No entanto, não havia aplicado, anteriormente, o cartão amarelo ao atacante Reinaldo, do Atlético, que também saiu de campo para comemorar o gol, junto a torcida.
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