sexta-feira, 21 de abril de 2017

NECA




Carlos Henrique

15/04/1950 Antônio Rodrigues Filho, o Neca, nasce em Rio Grande, RS.

06/01/1977 O ponta de lança de 26 anos é anunciado como o novo reforço para o ataque do Cruzeiro na temporada. Custou Cr$ 1,2 milhão - mesmo valor que os paulistas pagaram ao Grêmio. Seu passe estava fixado em Cr$ 1,5 milhão, mas o Corinthians concorda em descontar Cr$ 300 mil para que pudesse ter prioridade na contratação do atacante Palhinha, do Cruzeiro. “Fomos amáveis com o Cruzeiro e agora esperamos a retribuição” – declara o presidente corintiano, Vicente Mateus. Neca estava entre os 40 jogadores da lista do treinador Oswaldo Brandão, da Seleção Brasileira.

11/01/1977 O atacante apresenta-se na Toca da Raposa. Carregava a fama de ter afinado em duas decisões de Campeonato Gaúcho e Brasileiro e avisou: _se eu fosse isso que dizem de mim, o Cruzeiro não teria me comprado. Eu sou um goleador. Teve o seu passe colocado à venda após ter se recusado a dividir uma parte da premiação do vice-campeonato brasileiro aos reservas e funcionários do Corinthians; também foi acusado de escrever ofensas à diretoria no quadro negro do departamento de futebol e, por isso, ficou sem ambiente no clube.

16/01/1977 Estreia foi na goleada (1 a 4) sofrida para a Seleção Uruguaia, em Montevidéu. Foi derrubado por Pedro Graffina no lance que originou o pênalti convertido por Moraes.

09/02/1977 Marca o primeiro gol na vitória (2 a 0) sobre o Atlético Nacional, em amistoso disputado, em Medellin (Colômbia). O gol foi aos 27 minutos. Marcou o segundo gol do jogo, aos 67 minutos.

16/04/1977 Faz seu primeiro jogo oficial com a camisa do Cruzeiro na goleada (5 a 1) sobre o Valério, no Mineirão, na rodada de estreia do Campeonato Mineiro.

28/08/1977 Marca o último gol pelo Cruzeiro na goleada (4 a 1) sobre o São Cristóvão-RJ, em amistoso, no Mineirão. Ao todo marcou 17 gols com a camisa azul.

11/09/1977 Contra o Boca Juniors, marca um gol, aos 21 minutos, pelo segundo jogo decisivo da Taça Libertadores, no Mineirão. No entanto, o árbitro peruano Cézar Orozco, cede às reclamações dos jogadores boquenses e anula o gol, que consagraria a sua passagem pelo Cruzeiro.

14/09/1977 Faz seu último jogo pelo Cruzeiro no empate (0 a 0) contra o Boca Juniors, pelo terceiro jogo decisivo da Taça Libertadores, em Montevidéu. Converte a segunda cobrança do Cruzeiro na disputa de tiros livres, que não foi necessária para evitar a derrota (5 a 4). Com o resultado sagrou-se vice-campeão da Libertadores. Ao todo disputou 46 jogos com a camisa estrelada.

20/09/1977 Perde a posição de titular para Erivelto, após o treinador Yustrich anunciar mudanças no sistema tático e na escalação para os jogos decisivos do Campeonato Mineiro contra o Atlético. Neca e Eli Carlos são duramente criticados pela pouca eficiência em jogos contra grandes equipes.

28/09/1977 É expulso do treino coletivo, na Toca da Raposa, pelo treinador Yustrich, junto com Eli Carlos. Ambos estavam no time reserva e trocavam instruções em voz alta, que irritaram o treinador.

09/10/1977 Conquista o título de Campeão Mineiro, após a vitória (3 a 1) do time estrelado sobre o Atlético, no terceiro jogo da decisão. Apesar de ter atuado em 17 jogos da campanha, Neca sequer foi relacionado para o banco de reservas nos três jogos decisivos contra o Atlético.

15/10/1977 Deixa o Cruzeiro e se transfere para o São Paulo para reforçar o tricolor paulista na disputa do Campeonato Brasileiro.
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