segunda-feira, 3 de abril de 2017

Supercopa 1989

O meia-atacante Careca comandou a virada espetacular do Cruzeiro sobre o Olímpia nas oitavas de final da Supercopa

Carlos Henrique

OITAVAS DE FINAL

CRUZEIRO 0 x 2 OLIMPIA (PAR)
04/10/1989 (Qua-21h30) - Defensores del Chaco (Assunção, Paraguai)
Ingressos: 10.168 (19.993.500, guaranis)
Arbitragem: Oscar Ortube/BOL (Harmando Ariga/BOL e Tito Vila Real/BOL)
Gols: Samaniego 12’, Neffa 30’
Cruzeiro: Paulo César, Balu, Gilson Jader, Gilmar Francisco e Eduardo; Ademir (Hamilton), Paulo Isidoro e Careca; Heyder, Betinho e Edson (Marcinho). T: Ênio Andrade
Olímpia: Almeida, Miño, Castro, Chamas e Santurio; Robson, Balbuena, Neffa e Guirland; Samaniego, Gonzalez (Zanabria). T: Luis Cubilla
CA: G. Jader, Marcinho (Cru)
*com apenas 18 anos Neffa teve o seu passe comprado pela Juventus, da Itália

CRUZEIRO 3 x 0 OLIMPIA (PAR)
11/10/1989 (Qua-21h30) Mineirão
Ingressos: 19.097 (NCz$ 164.497,)
Arbitragem: Jorge Romero/ARG (Juan C. Losteau/ARG e Francisco La Molina/ARG)
Gols: Chamas (contra) 12’, Edson 34’, Careca 70’
Cruzeiro: Paulo César, Balu, Gilson Jader, Gilmar Francisco e Eduardo; Ademir, Paulo Isidoro e Careca; Heider, Hamilton e Edson. T: Ênio Andrade
Olimpia: Almeida, Miño, Castro, Chamas e Santurio; Robson, Balbuena e Neffa (Gonzales); Guirland, Samaniego e Sanabria (Guash). T: Luís Cubilla
CA: Balu (Cru)

QUARTAS DE FINAL

CRUZEIRO 1 x 1 ARGENTINOS JUNIORS (ARG)
25/10/1989 (Qua-21h) - Mineirão
Ingressos: 24.120 (NCz$ 287.571,)
Arbitragem: Henrique Marin/CHI (Jorge Marrardoc/CHI e Carlos Robles/CHI)
Gols: Hamilton 13’; Aires 86’
Cruzeiro: Paulo Cesar, Balu (Adilson), Gilson Jader, Gilmar Francisco e Eduardo; Ademir, Betinho e Careca; Heyder (Ramon), Hamilton e Edson. T: Ênio Andrade
Argentinos: Goyen, Malvarez, Cejas, Rodriguez e Mac Allister; Cáceres, Redondo, Rudman (Gonzalez) e Castillo; Cagna (Rodrigues) e Aires. T: Nito Viega
CA: Adilson, Hamilton, Eduardo, P. César (Cru); Mac Allisster, Redondo, Rudman, Cáceres (Arg)
*Gilson Jader perdeu pênalti aos 84’

CRUZEIRO 0 x 2 ARGENTINOS JUNIORS (ARG)
01/11/1989 (Qua-21h30) - Jorge Newberi (Buenos Aires, Argentina)
Arbitragem: Oscar Ortube/CHI (Reno Juele e Pablo Pena)
Gols: Aires 58’; Cáceres (pênalti)
Cruzeiro: Paulo César, Balu, Gilson Jader, Gilmar Francisco (Marcinho) e Eduardo; Ademir, Betinho e Careca; Heyder (Ramon), Hamilton e Edson. T: Ênio Andrade
Argentinos: Goyen, Malvarez, Cáceres, Rodrigues e Mac Allister; Ortega, Redondo e Castillo; Aires, Rudman (Mongoviejo) e Gonzalez Vidal (Cagna). T: Nito Viega
CA: Rudman (A); G. Francisco, Eduardo (C)
CV: Eduardo (C)

Classificação Final: 1o Boca Juniors (Campeão); 2o Independiente; 3o Argentinos Juniors; 4o Grêmio; 5o Estudiantes; 6o Atlético Nacional; 7o Cruzeiro; 8o Boca Juniors 8o Racing; 9o River Plate; 10o Nacional, Olimpia e Peñarol; 13o Flamengo; 14o Santos

Critérios de Participação
Disputada pelos 14 campeões da Taça Libertadores de 1960 a 1989: Peñarol (1960/61/66/82/87), Santos (1962/63), Independiente (1964/65/72/73/74/75/84), Racing (1967), Estudiantes (1968/69/70), Nacional (1971/80/88), Cruzeiro (1976), Boca Juniors (1977/78), Olimpia (1979), Flamengo (1981), Grêmio (1983), Argentinos Juniors (1985) e River Plate (1986); Atlético Nacional (1989)

Sistema de disputa
Dividida em quatro fases: na primeira 12 equipes foram distribuídas em 6 chaves com duas cada, que se enfrentaram em turno e returno dentro de seus respectivos grupos. Avançou para a próxima fase, a equipe que somou o maior número de pontos em cada chave.
Na fase quartas de final as seis equipes classificadas nas oitavas de final, mais o Racing, atual campeão da Supercopa e o Boca Juniors, que entrou nesta fase pelo sorteio, foram distribuídas em quatro chaves com duas cada, que se enfrentaram em turno e returno dentro de seus respectivos grupos. Avançou para a próxima fase, a equipe que somou o maior número de pontos em cada chave.
Na semifinal as quatro equipes foram distribuídos em duas chaves com duas equipes cada, que se enfrentaram em turno e returno dentro de seus respectivos grupos. Os vencedores de cada chave avançaram para a final. Sagrou-se campeão a equipe somou o maior número de pontos nos confrontos da final.

Critérios de desempate:
Em caso de igualdade no número de pontos, classificou a equipe que tinha o maior saldo de gols nos confrontos. Em caso de empate no saldo de gols, a classificação foi decidida na disputa de tiros livres da marca penal.

Virada espetacular
Contra o Olimpia, pelas oitavas de final, o Cruzeiro proporcionou a sua primeira virada espetacular na Supercopa. Após perder o primeiro jogo em Assunção, o time estrelado, mesmo sob uma forte chuva, reverteu a desvantagem dos paraguaios e goleou por 3 a 0 avançando para as quartas de final. A partir deste jogo o Cruzeiro passaria a ser tratado pela imprensa paraguaia como a besta negra do Olímpia que, aqui no Brasil, seria comparado ao termo asa negra.

4-3-3 básico
Sob a batuta do treinador Ênio Andrade o time aplicou o 4-3-3 básico. Lançamentos para os ponteiros Heider e Édson, que deveriam partir em velocidade e da linha de fundo efetuarem os cruzamentos para as conclusões de Betinho e Careca.

Eliminado em Buenos Aires
Contra o Argentinos Juniors, o pênalti desperdiçado pelo zagueiro Gilson Jader complicou os planos do time para o jogo de volta, em Buenos Aires. Mesmo tranquilo com classificação garantida para a próxima fase do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro não suportou a fase de ascensão técnica do Argentinos Juniors na temporada e foi eliminado.
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