terça-feira, 16 de maio de 2017

Campeonato Brasileiro 1961

O plantel cruzeirense de 1961 no Horto. Em pé: Massinha, Mussula, Benito, Amauri, Geraldino e Vavá; Agachados: Antoninho, Rossi, Paulo, Elmo e Nerival.

Carlos Henrique

PRIMEIRA FASE

CRUZEIRO 3 x 1 SANTO ANTÔNIO (ES)
23/07/1961 (Dom) - Glória (Vila Velha, ES)
Renda: Cr$ 256.400,
Arbitragem: Antônio Viug/RJ (Cidinho Bola Nossa/MG e Rubens Barbosa/ES)
Gols: Paulo 35’; Paulo 62’; Preti (pênalti) 65’; Raimundinho 89’
Cruzeiro: Josué, Massinha e Vavá; Geraldino, Amauri e Cléver; Nerival, Jaime, Paulo, Nelsinho e Raimundinho. T: Niginho
Santo Antônio: Etiene, Orion e Ilson; Anchieta, Francisco e Nélio; Telmo (Preti), Ciro, Osni, Jurandir e Geraldino. T: Elói
*o jogador Elói acumulou a função de técnico do Santo Antônio. A partida não pode ser disputada no Governador Bley, em Vitória, por causa das reformas.

CRUZEIRO 2 x 1 SANTO ANTÔNIO (ES)
30/07/1961 (Dom-16h) – Horto
Renda: Cr$ 476.550,
Arbitragem: Amílcar Ferreira/RJ (Cidinho Bola Nossa/MG e Hermenegildo Gave/ES)
Gols: Osni 12’; Nelsinho 36’; Paulo 70’
Cruzeiro: Mussula, Massinha, Vavá, Geraldino, Amauri e Emerson; Nerival (Tião), Jaime, Paulo, Nelsinho e Raimundinho. T: Niginho
Santo Antônio: Adjalma, Orion e Ilson; Elói (Francisco), Anchieta e Nélio; Telmo, Ciro, Osni, Geraldino e Preti. T: Elói

SEGUNDA FASE (Oitavas de final)

CRUZEIRO 1 x 2 AMÉRICA (RJ)
23/08/1961 (Qua-21h) - Maracanã
Público: 5.670 (Cr$ 198.558,)
Árbitro: João Miguel Andere/MG
Gols: Fontoura 2’; Rossi 22’; Fontoura 50’
Cruzeiro: Mussula, Nilsinho, Massinha, Geraldino e Benito; Zé Braz e Nelsinho; Antoninho, Rossi (Dirceu), Paulo e Raimundinho. T: Niginho
América: Ari, Jorge, Djalma, Wilson Santos e Ivan; Amaro e João Carlos; Valença, Quarentinha, Fontoura e +Nilo (Gilbert/25’). T: Lourival Lorenzi

CRUZEIRO 1 x 1 AMÉRICA (RJ)
30/08/1961 (Qua-21h15) - Alameda
Renda: Cr$ 728.000,
Arbitragem: José Gomes Sobrinho/RJ (Simão Waxman/MG e Cidinho Bola Nossa/MG)
Gols: Paulo 51’; Nilo 90’
Cruzeiro: Mussula, Massinha, Benito, Nilsinho e Geraldino; Amauri e Nelsinho; Antoninho, Rossi, Paulo e Tião. T: Niginho
América: Pompéia, Jorge, Ivan, Djalma e Wilson Santos; Amaro e Fontoura; Quarentinha, Genivaldo, João Carlos e Nilo. T: Lourival Lorenzi

Classificação Final: 1º Santos (Campeão)*; 2º Bahia; 3º América-RJ; 4º Náutico; 5º Palmeiras; 6º Fortaleza; 7º Grêmio; 8º Cruzeiro; 9º Remo; 10º CSA; 11º Coritiba; 12º Metropol-SC; 13º Campinense-PB; 14º ABC; 15º Fonseca-RJ; 16º Moto Club-MA; 17º Santo Antônio-ES; 18º Santa Cruz-SE
*classificado para a Taça Libertadores de 1962 e para o Campeonato Brasileiro de 1962
Artilheiro Máximo: Pelé (Santos) com 9 gols
Maior goleada: Grêmio 6 x 1 Metropol-SC; Santos 6 x 1 América-RJ
Melhor ataque: Santos (18 gols)
Maior número de vitórias: Bahia (7)
Maior número de pontos: Bahia (16)

Critérios de Participação:
Conforme descrito no 2º parágrafo, do artigo 1º, do regulamento do Campeonato Brasileiro, “caso a Federação não promova o campeonato estadual, far-se-á representar pelo campeão da capital ou da cidade cuja hegemonia técnica seja notória” (Estado de Minas, 20/09/1959 – pag.4 – 2ª seção). Além dos campeões de cada Estado, o Brasileirão também contou com a participação do campeão brasileiro de 1960.

Sistema de Disputa:
Na primeira fase 16 clubes foram divididos em zonas regionais (norte e sul) com 8 clubes cada. O campeão brasileiro de 1960, o Palmeiras, entrou nesta fase. Em cada zona os 8 clubes foram divididos em quatro chaves com duas equipes cada, que se enfrentaram em turno e returno.

Na segunda fase, os quatro vencedores das chaves de cada zona, da primeira fase, foram divididos em duas chaves com duas equipes cada e se enfrentaram em turno e returno.

Na terceira fase (quartas de final) os dois vencedores das chaves de cada zona, da segunda fase, decidiram as duas vagas para a semifinal.

Na semifinal os vencedores das chaves norte e sul enfrentaram os campeões paulista (Santos) e pernambucano (Náutico). São Paulo e Pernambuco foram contemplados com estas vagas por terem sido os estados finalistas do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1959. O Campeão paulista enfrentou o vencedor da zona sul, enquanto o pernambucano o da zona norte. Os confrontos foram em turno e returno.

Avançaram para a fase final os classificados da semifinal que se enfrentaram em turno e returno pela disputa do título.

Critérios de desempate: na igualdade de pontos nos dois jogos, um terceiro jogo era disputado para definir a vaga; caso ocorresse empate, se classificaria a equipe com melhor "goal-average" (média dos gols marcados dividido pelos gols sofridos) nos três jogos da fase. Se mesmo assim o empate persistisse, a vaga seria decidida no sorteio - cara ou coroa.

Apenas o campeão na Libertadores
A Taça Libertadores era disputada somente pelos campeões nacionais. Assim, apenas o campeão brasileiro de 1961 se classificou para a disputa de 1962.

Perda de pontos
O Campinense venceu os dois confrontos contra o CSA, na primeira fase, mas foi desclassificado por ter escalado o atacante Ronaldo irregularmente.

Mapa Geográfico do Brasil
O Mapa geográfico brasileiro em 1960 era muito diferente do atual. Haviam 21 estados, o distrito federal e cinco territórios. A região sudeste ainda não existia e Minas pertencia a região leste com Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e a Guanabara. Este último era, na verdade, a cidade do Rio de Janeiro, e foi fundado em 21 de abril de 1960, mesma data da inauguração de Brasília. O Rio perdeu a sua condição de capital federal e o distrito federal se transferiu para Brasília.

Zona Sul
Na primeira fase o Cruzeiro participou da Chave Leste (da Zona Sul) com o Santo Antônio, de Vitória-ES, América-RJ e Fonseca de Niterói-RJ. O América foi o campeão da Guanabara de 1960 e o Fonseca, campeão do Rio de Janeiro de 1960. O Estado da Guanabara fundiu-se com o do Rio de Janeiro, em 15 de março de 1975, mas os dois campeonatos só foram unificados a partir de 1979.
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