quarta-feira, 3 de maio de 2017

Copa do Brasil 1998

O Cruzeiro do capitão Gottardo e o Palmeiras do atacante Oséas fizeram a decisão no Morumbi.

Carlos Henrique

PRIMEIRA FASE

CRUZEIRO 7 x 1 AMAPÁ (AP)
05/02/1998 (Qui) - Zerão (Macapá, AP)
Arbitragem: Marcos Café/AC (Neivaldo Souza e Raimundo Araújo)
Gols: Marcelo Ramos 24’; Alex Alves 35’; Gottardo 61’; Edilson 75’; Elivelton 78’; Alex Alves 81’; Alex Alves 89’; Marcelo Ramos 90’
Cruzeiro: Paulo César, Valdir, João Carlos, Gottardo e Gilberto; Marcos Paulo, Ricardinho (Reginaldo), Caio e Elivelton; Alex Alves e Marcelo Ramos. T: Levir Culpi
Amapá: Assis, Chumbinho, Alex, Fábio e Edmilson; Zé Roberto, Ailton, Adriano (Edílson Bala) e Amarildo; Erivan (Demir) e Mateus (Alex). T: Marco Antônio
CA: Ricardinho (Cru); Erivan, Edílson Bala (Ama)
*a vitória por mais de dois gols de diferença, na casa do adversário, classificou o Cruzeiro, para a fase seguinte eliminando o jogo da volta

OITAVAS DE FINAL

CRUZEIRO 3 x 1 CORINTHIANS
31/03/1998 (Ter-21h40) - Mineirão
Ingressos: 17.550 (R$ 151.865,)
Arbitragem: Dacildo Mourão/CE (Benoni Lima e José Albuquerque)
Gols: Marcelinho Carioca (falta) 9’; Bentinho 42’; Marcelo Djian 44’; Bentinho 58’
Cruzeiro: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Elivelton; Bentinho (Fábio Júnior) e Marcelo Ramos (Alex Alves). T: Levir Culpi
Corinthians: Nei, Rodrigo, Gamarra, Cris e Silvinho; Romeu, Vampeta (Didi), Rincon e Marcelinho Carioca; Edílson (Fernando Diniz) e Mirandinha (Renaldo). T: Vanderlei Luxemburgo

CRUZEIRO 1 x 1 CORINTHIANS
23/04/1998 (Qui-21h40) - Pacaembu
Ingressos: 36.309
Arbitragem: Jorge Travassos/RJ (Manoel Couto Pires e José Santiago)
Gols: Mirandinha 28’; Marcelo Ramos 58’
Cruzeiro: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, Gottardo e Gilberto; Valdir, Marcos Paulo (Reginaldo), Caio (Léo) e Elivelton; Bentinho (Fábio Júnior) e Marcelo Ramos. T: Levir Culpi
Corinthians: Nei, Rodrigo (Souza), Célio Silva, Cris e Silvinho; Romeu (Marcelinho Paulista), Vampeta, Rincon e Marcelinho Carioca; Mirandinha (Edílson) e Didi. T: Vanderlei Luxemburgo
CA: Gottardo, Marcelo Djian, Fábio Júnior (Cru); Cris, Marcelinho Carioca (Cor)
CV: Rincon (Cor)

QUARTAS DE FINAL

CRUZEIRO 2 x 0 VITÓRIA
05/05/1998 (Ter-21h40) - Mineirão
Ingressos: 9.487 (R$ 45.413,50)
Arbitragem: Luciano Almeida/DF (Nilson Carrijo e Rogério Oliveira)
Gols: Donizete Amorim (contra) 7’, Fábio Júnior 78’
Cruzeiro: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, Gottardo e Gilberto; Ricardinho (Wagner/46’), Marcos Paulo, Bentinho e Elivélton (Caio); Alex Alves e Marcelo Ramos (Fábio Júnior/68’). T: Levir Culpi
Vitória: Sérgio, Donizete Amorim, Flávio, Fábio Alves e Esquerdinha; Preto, Tácio, Matuzalem e Petkovic; Kleber (Alex Mineiro) e Agnaldo (Evando). T: Hélio dos Anjos
CA: Wagner (Cru); Donizete Amorim, Tácio (Vit)
*Bentinho perdeu pênalti aos 82’

CRUZEIRO 0 x 1 VITÓRIA
14/05/1998 (Qui-21h40) - Barradão (Salvador, BA)
Ingressos: 13.381 (R$ 102.092,)
Arbitragem: Carlos Eugênio Simon/RS (Vinícius Costa e Flávio Teixeira)
Gol: Alex Mineiro 39’
Cruzeiro: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, Gottardo e Gilberto; Ricardinho, Marcos Paulo, Bentinho (Wagner) e Elivélton (Caio); Alex Alves e Marcelo Ramos (Fábio Júnior). T: Levir Culpi
Vitória: Sérgio, Donizete Amorim (Renato), Flávio, Fábio Alves e Esquerdinha; Preto, Donizete, Kleber (Evando) e Petkovic; Alex Mineiro e Agnaldo. T: Hélio dos Anjos
CA: Marcelo Djian, Ricardinho, Wagner (Cru); Donizete, Agnaldo (Vit)

SEMIFINAL

CRUZEIRO 2 x 0 VASCO
19/05/1998 (Ter-21h40) - Mineirão
Ingressos: 31.842 (R$ 156.056,)
Arbitragem: Luciano Almeida/DF (Jorge Paulo Gomes e Eremilson Macedo)
Gols: Bentinho 31’, Gottardo 48’
Cruzeiro: Dida, Gustavo, Marcelo Djian, Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Bentinho (Elivélton); Marcelo Ramos e Fábio Júnior (Alex Alves). T: Levir Culpi
Vasco: Carlos Germano, Vítor (Marica), Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Válber, Nasa, Juninho (Nelson) e Vagner; Donizete (Mauricinho) e Luizão. T: Antônio Lopes
CA: Fábio Júnior, Bentinho, Marcelo Djian, Elivelton (Cru); Vagner, Nelson (Vas)
CV: Gilberto (Cru); Válber (Vas)

CRUZEIRO 0 x 0 VASCO
23/05/1998 (Sab-16h) - São Januário
Ingressos: 62.764 (R$ 310.343,50)
Arbitragem: Sidrack Marinho/SE (José Carlos Oliveira/RS e Benoni Lima/CE)
Cruzeiro: Paulo César, Ruço, João Carlos, Gottardo e Gustavo; Marcos Paulo (Reginaldo), Valdir, Ricardinho (Caio) e Bentinho (Alex Alves); Elivelton e Marcelo Ramos. T: Levir Culpi
Vasco: Caetano, Vítor (Marica), Odvan, Mauro Galvão e Felipe; Luisinho (Ramon Menezes), Nasa, Juninho e Pedrinho; Donizete (Vagner) e Luizão. T: Antônio Lopes
CA: Ruço, Elivelton, Marcelo Ramos, Caio (Cru); Nasa, Pedrinho (Vas)

FINAL

CRUZEIRO 1 x 0 PALMEIRAS
26/05/1998 (Ter-21h40) - Mineirão
Ingressos: 61.814 (R$ 531.948,)
Arbitragem: Carlos Eugênio Simon/RS (José Carlos Oliveira e Marcus Ibañez)
Gol: Fábio Júnior 25’
Cruzeiro: Paulo César, Gustavo, Marcelo Djian, Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Bentinho (Elivélton); Fábio Júnior (Geovanni) e Marcelo Ramos. T: Levir Culpi
Palmeiras: Veloso, Arce, Cléber, Agnaldo e Júnior; Galeano, Rogério, Darci (Alex) e Zinho (Pedrinho); Paulo Nunes e Oséas (Almir). T: Luiz Felipe Scolari
CA: Fábio Júnior, Marcelo Djian (Cru); Cléber (Pal)

CRUZEIRO 0 x 2 PALMEIRAS
30/05/1998 (Sab-16h) - Morumbi
Arbitragem: Sidrack Marinho/SE (Jorge Paulo Gomes/DF e José Carlos Oliveira/RS)
Gols: Paulo Nunes 12’, Oséas 89’
Cruzeiro: Paulo César, Gustavo, Marcelo Djian, Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Bentinho (Caio); Marcelo Ramos e Elivélton (Geovanni). T: Levir Culpi
Palmeiras: Veloso, Neném, Roque Júnior, Cléber e Júnior; Galeano, Rogério, Alex (Arílson) e Zinho; Paulo Nunes (Almir) e Oséas (Agnaldo). T: Luiz Felipe Scolari
CA: Marcelo Djian, Gottardo (Cru); Roque Júnior, Cléber (Pal)

Classificação Final: 1º Palmeiras (Campeão); 2º Cruzeiro; 3º Santos; 4º Vasco; 5º São Paulo; 6º Vitória; 7º Sport; 8º Paraná; 9º Atlético-MG; 10º Flamengo; 11º América-MG; 12º Botafogo; 13º Vila Nova-GO; 14º Corinthians; 15º Grêmio; 16º Bahia; 17º Portuguesa; 18º Botafogo-PB; 19º Internacional; 20º Linhares-ES; 21º Operário-MT; 22º Sampaio Corrêa; 23º Ceará; 24º Picos-PI; 25º São Raimundo-AM; 26º Alvorada-TO; 27º Fluminense; 28º Amapá; 29º Gama-DF; 30º Rio Branco-AC; 31º Goiás; 32º Itabaiana-SE; 33º Remo; 34º Baré-RR; 35º América-RN; 36º Villa Nova-MG; 37º Coritiba; 38º Avaí; 39º Operário-MS; 40º Ji-Paraná-RO; 41º CSA; 42º ABC
Artilheiro Máximo: Romário (Flamengo) com 7 gols

Critérios de Participação
A Copa do Brasil diminuiu o número de participantes de 44 para 42 em relação a edição anterior. Foram indicados 27 campeões estaduais de 1997, mais cinco vices das federações que obtiveram maior público pagante na Copa do Brasil do ano anterior, nas Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro; e nos Estaduais de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo; além de 10 convidados pela CBF (América-MG, América-RN, Bahia, Flamengo, Fluminense, Palmeiras, Santos, Vila Nova-GO e Villa Nova-MG).

Sistema de disputa
Dividida em seis fases. Na fase preliminar 24 equipes foram distribuídas em 12 chaves com duas cada, que se enfrentaram em turno e returno. Os vencedores dos confrontos desta fase se juntaram aos 20 clubes que ficaram de bye na primeira fase. A primeira fase foi disputada por 32 clubes e a partir dela, os classificados dos confrontos em chaves de duas equipes avançavam para as fases seguintes até se reduzirem a dois finalistas.

Na fase preliminar e na primeira fase a equipe que sofreu uma derrota, no primeiro jogo, em seu mando de campo, por saldo de dois gols foi, eliminado, automaticamente, sem a necessidade do segundo jogo.

Os critérios de desempate pela ordem foram: número de pontos; maior saldo de gols; maior saldo de gols no mando de campo do adversário; disputa de tiros livres na marca penal.

Goleada no meio do mundo

O Cruzeiro goleou o time do Amapá (AP) por 7 a 1 e se classificou, automaticamente, para as oitavas de final por ter vencido por uma diferença de dois gols na casa do adversário. A partida aconteceu, literalmente, no meio do planeta. O Estádio Zerão foi construído no mesmo local onde passa a linha imaginária do Equador – o Marco Zero, que divide os hemisférios sul e norte. Foi projetado, de maneira que esta linha dividisse o campo ao meio.
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